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Disambig grey.svg Nota: Para outros significados, veja Nenê.
Nenê Constantino
Nome completo Constantino de Oliveira
Nascimento 1931 (88 anos)
Patrocínio, Minas Gerais
Nacionalidade brasileira
Ocupação empresário

Constantino de Oliveira Sr., conhecido como Nenê Constantino (Patrocínio, 1931[1]), é um empresário brasileiro do setor de transportes. Também é pai de Constantino Jr.

Em 2008, a revista americana Forbes divulgou que a fortuna de Nenê Constantino e sua família era de mais de cinco bilhões de dólares.[2]

BiografiaEditar

Nenê Constantino nasceu em uma família humilde em Minas Gerais, e não concluiu o primário. Quando menino, ajudava o pai trabalhando na lavoura e vendendo verduras na rua.[3][4]

Aos 18 anos de idade comprou seu primeiro caminhão, com o qual montou uma empresa de transportes.[4] Entrou no ramo de transporte de passageiros após levar uma carga de manteiga de Paracatu, MG, para o Recife e, ao buscar o que trazer de volta para encher o caminhão, recebeu a sugestão de levar passageiros.[4] Colocou uma placa de “Rio-São Paulo” no caminhão e transportou um grupo no pau de arara para a Região Sudeste.[4] Logo depois abandonou o transporte de cargas e se dedicou ao de passageiros, passando a comprar partes de empresas de ônibus em dificuldades.[4]

Em 1994 dividiu os negócios entre os filhos.[4] Em 2000, tinha a maior frota de ônibus do país e uma das maiores do mundo: aproximadamente 6 mil ônibus, transportando 1,2 milhões de passageiros por dia.[3][4]

Homicídios e outros crimesEditar

Em setembro de 2009, foi acusado de ser o mandante do assassinato de oito pessoas, entre as quais o líder comunitário Márcio Leonardo de Sousa Brito.[5][6] Foi também acusado, após a Operação Aquarela, da Polícia Federal, de integrar um esquema para burlar as normas do sistema financeiro brasileiro, com a ajuda do político do Distrito Federal Joaquim Roriz. O escândalo provocou a renúncia de Roriz ao mandato no Senado, em 2007.[7]

Constantino já fôra indiciado como mandante da morte de outro morador da localidade, Tarcísio Gomes Ferreira, sete meses antes.

Em março de 2012, passou a cumprir prisão domiciliar. Em agosto de 2012, o Superior Tribunal de Justiça revogou a prisão, mas determinou recolhimento domiciliar noturno e em fins de semana.[8]

Em 11 de maio de 2017 o Tribunal do Júri de Taguatinga, DF, condenou-o pelo assassinato de Brito a 16 anos e seis meses de prisão e a uma multa de 84 mil reais.[4][9] Foi a primeira vez que o crime, cometido em 2001, foi a julgamento.[9] Apesar do resultado, por causa da idade avançada, não deve ir para a prisão.[9]

Foi também julgado e absolvido da tentativa em 2008 de homicídio de seu ex-genro, Eduardo Queiroz Alves, inocentado em 16 de agosto de 2015.[4]

Em 2001, o INSS investigou as companhias de ônibus da família e calculou dívidas de cerca de 240 milhões de reais.[4] Outra polêmica envolvendo o empresário foi seu nome constar em cadastro de empregador que explora trabalho escravo, em uma fazenda que era sócio.[4]

EmpresasEditar

É dono do Grupo Áurea, hoje Grupo Comporte, composto pelas empresas:[4]

Transporte rodoviário
Transporte urbano
  • Transportes Coletivos Grande Marília, SP ( em Marília )
  • Piracicabana, em Praia Grande e em Santos, SP
  • Piracicabana,Santos,SP
  • Piracicabana, Brasília,DF
  • Consórcio BR Mobilidade Baixada Santista (ônibus intermunicipais e VLT)
  • Expresso Maringá, em São José dos Campos
  • Transportes Coletivos Grande Londrina, PR (em Londrina)
  • Transportes Coletivos Grande Bauru, SP (em Bauru)
  • Cidade Sem Limites,Bauru, SP
  • Várias empresas de transporte coletivo em Cuiabá
  • Expresso NS,Cuiabá,MT
  • Empresas de pedágios rodoviários no estado de São Paulo
  • Transporte Coletivo Cidade Canção, PR (em Maringá)
  • Cidade Verde Transporte Rodoviário, Sarandi ,PR
  • TIL Transportes Coletivos, Londrina PR
  • Cidade Verde Vitória da Conquista,BA
  • VAL-Viação Apucarana,Apucarana,PR
  • TUA-Transporte Urbano Arapongas, Arapongas,PR
  • Viação São Francisco,Campo Grande,MS
  • Piracicabana, em Blumenau, SC, atualmente Blumob
  • Víva Pinda, em Pindamonhangaba, SP
  • Turb Transportes Urbano S/A, RJ
  • Viação Cidade Paraíso, Patrocínio, MG
  • Eliz Line Transporte e Turismo,SP
  • Maringá Transportes, Maringá , PR
  • Ingá Tur , Maringá , PR
  • Empresa Cruz, Araraquara, SP

Referências

  1. «Conheça a biografia de Nenê Constantino». TCRJ Notícias. 2012-11-28. Consultado em 2017–2–10 
  2. Época, Globo .
  3. a b Oyama, Thaís (13 de setembro de 2000). «Nenê voa alto — Constantino de Oliveira, o Nenê, dono da maior frota de ônibus do país, lança empresa aérea». Veja (1 666). Consultado em 24 de janeiro de 2013. Arquivado do original em 11 de setembro de 2013 
  4. a b c d e f g h i j k l Alves, Renato (12 de maio de 2017). «Nenê Constantino: austero, discreto, bilionário e condenado por assassinato». Correio Braziliense. Diários associados. Consultado em 21 de maio de 2017 
  5. «Empresário Nenê Constantino é suspeito de mandar matar dois genros», Globo, G1 .
  6. «Nenê Constantino, dono da Gol, é indiciado por homicídio», O Estado de São Paulo .
  7. «Fundador da Gol preso em Brasília». O Dia. Terra. Consultado em 28 de fevereiro de 2011. Arquivado do original em 19 de dezembro de 2010 
  8. >«STJ revoga prisão do empresário Nenê Constantino». Band News. Bandeirantes. 10 de agosto de 2012. Consultado em 11 de agosto de 2012 [ligação inativa]
  9. a b c «Nenê Constantino é condenado a 16 anos de prisão por homicídio de líder comunitário em 2001». G1 Distrito Federal. Globo. Consultado em 21 de maio de 2017