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Diagrama do movimento de um trabuco

Neurobalística é a disciplina, dentro da ciência balística, que trata dos dispositivos e das tecnologias de tiro cujas forças propulsoras são resultantes de elementos de flexão ou torção.

HistóricoEditar

 
Réplicas modernas de catapultas.

Na Antiguidade, os projéteis eram disparados mecanicamente, inicialmente por arremesso e, posteriormente, pela energia obtida pelo tensionamento de cordas e arcos. Armas que disparam projéteis, como a funda, a besta e o arco e flecha, são empregadas contra indivíduos. Já o papel da artilharia é atingir alvos como muralhas ou grupos de indivíduos da infantaria ou cavalaria inimiga. Para esse fim foram desenvolvidas e aperfeiçoadas armas como as catapultas, capazes de arremessar pedras ou dardos.

As peças de artilharia mais antigas que se conhecem foram inventadas pelos antigos Gregos e eram o gastraphetes - datado de cerca de 400 a.C., constituía um poderoso arco e flecha, que usava o método mecânico de retesar a corda e podia ser transportado por uma pessoa - e o oxibeles - datado de cerca de 375 a.C., que tinha a sua corda retesada por alavancas.

O aperfeiçoamento do oxibeles trouxe um desenvolvimento tecnológico importante: a torção de cordas como fonte de energia. Armas empregando a torção passam a ser chamadas de "katapeltes", de onde vem a palavra "catapulta". A lithobolos, de 335 a.C., é uma catapulta que lança pedras em vez de dardos.

Os Romanos aperfeiçoaram o arsenal grego, com mudanças na disposição dos braços e da torcedura das cordas garantindo maior alcance às catapultas. Os petardos passam a atingir um alvo a 800 metros. As catapultas romanas mais comuns são a balista - que dispara pedras - e o scorpio - que arremessa dardos. Um onagro, do período de 200 a.C., pode disparar uma pedra de 80 quilogramas e requer de oito homens para ser armado.

A artilharia desenvolveu-se notavelmente com a invenção do trabuco na China, entre os séculos V a.C. e III a.C.. No Ocidente, no século VI d.C., substituiu as catapultas de torção. O trabuco usa a força da gravidade, através de um contrapeso para lançar projéteis de até uma tonelada.

A partir do século XV, a neurobalística foi sendo substituída pela pirobalística, à medida que esta se foi desenvolvendo e generalizando. No entanto, a neurobalística continuou em uso limitado até à atualidade, ainda sendo utilizada ocasionalmente, através do emprego de engenhos improvisados para lançamento à distância de projéteis, normalmente explosivos ou incendiários. Por exemplo, já no século XX, foram usadas catapultas improvisadas para lançamento de granadas de mão no combate nas trincheiras durante a Primeira Guerra Mundial e na defesa de aquartelamentos fortificados durante a Guerra Colonial Portuguesa.

Ligações ExternasEditar