Neverita duplicata

espécie de molusco

Neverita duplicata (denominada, em inglês, Atlantic moon snail, double moon snail,[4] shark-eye moon snail[3] ou simplesmente shark eye/shark's eye)[4][5][6][7] é uma espécie predadora de molusco gastrópode marinho do oeste do oceano Atlântico, entre a baía de Fundy, Canadá, e o mar do Caribe, incluindo o golfo do México e toda a costa leste dos Estados Unidos.[8] Pertence à família Naticidae da ordem Littorinimorpha, tendo sido classificada com o nome Natica duplicata, por Thomas Say, em 1822.[1]

Como ler uma infocaixa de taxonomiaNeverita duplicata
Uma concha de N. duplicata (Say, 1822)[1] em New Smyrna Beach, Flórida, Estados Unidos.
Uma concha de N. duplicata (Say, 1822)[1] em New Smyrna Beach, Flórida, Estados Unidos.
Não é sem precedentes encontrar conchas de N. duplicata (Say, 1822)[1] que possam ter sido perfuradas por indivíduos da mesma espécie, num indício de canibalismo.[2]
Não é sem precedentes encontrar conchas de N. duplicata (Say, 1822)[1] que possam ter sido perfuradas por indivíduos da mesma espécie, num indício de canibalismo.[2]
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Mollusca
Classe: Gastropoda
Subclasse: Caenogastropoda
Ordem: Littorinimorpha
Superfamília: Naticoidea
Família: Naticidae
Subfamília: Polinicinae
Género: Neverita
Risso, 1826[1]
Espécie: N. duplicata
Nome binomial
Neverita duplicata
(Say, 1822)[1][3]
Sinónimos
Natica duplicata Say, 1822
Polinices duplicatus (Say, 1822)
Natica campechiensis Récluz in Chenu, 1843
Natica listeri Philippi, 1851
Natica campeachiensis Reeve, 1855
Natica campechensis G. B. Sowerby II, 1883
(WoRMS)[1]

Descrição da concha e hábitosEditar

Concha de coloração castanho-rosada a cinzenta, em sua superfície polida, brilhante[4] e subglobosa; dotada de espiral baixa e com uma linha negra, girando da protoconcha, acima da sutura (junção entre as voltas), e tornando-se gradualmente diluída, dilatada e obsoleta, em seu curso.[9] Atinge 9.8 centímetros de comprimento, quando desenvolvida. Por baixo, o umbílico está parcialmente coberto por uma ampla calosidade de coloração castanho-escura como um chocolate 100% cacau. Opérculo córneo, castanho e brilhante.[4][9]

A espécie vive em substrato arenosos e de profundidades rasas até 58 metros, na zona nerítica.[7]

Distribuição geográficaEditar

Neverita duplicata ocorre no Atlântico Ocidental, da costa do Canadá até o mar do Caribe, em Belize. Isso inclui toda a costa leste dos Estados Unidos, do Maine, na baía de Cobscook, até o Texas.[1][8]

Neverita delessertianaEditar

Durante os séculos XIX e XX, esta espécie possuía uma maior variabilidade morfológica de sua concha; porém um estudo científico de 2006, por Hülsken et al. - "Neverita delessertiana (Récluz in Chenu, 1843): a naticid species (Gastropoda: Caenogastropoda) distinct from Neverita duplicata (Say, 1822) based on molecular data, morphological characters, and geographical distribution". Zootaxa 1257; páginas 1–25 -, dividiu a espécie em duas, recuperando o táxon denominado Neverita delessertiana por César Auguste Récluz, em 1843; não sendo mais este um sinônimo de Neverita duplicata.[10][11]

Referências

  1. a b c d e f g «Neverita duplicata (Say, 1822)» (em inglês). World Register of Marine Species. 1 páginas. Consultado em 9 de março de 2021 
  2. «Neverita duplicata (Say, 1822) Drill Holes» (em inglês). Jacksonville Shell Club. 1 páginas. Consultado em 11 de março de 2021. Interestingly, it's not unprecedented to find Neverita duplicata shells which also show evidence of being drilled which indicates the species is cannibalistic - at least under certain conditions. 
  3. a b ABBOTT, R. Tucker; DANCE, S. Peter (1982). Compendium of Seashells. A color Guide to More than 4.200 of the World's Marine Shells (em inglês). New York: E. P. Dutton. p. 102. 412 páginas. ISBN 0-525-93269-0 
  4. a b c d «Neverita duplicata» (em inglês). Hardy's Internet Guide to Marine Gastropods. 1 páginas. Consultado em 9 de março de 2021. Arquivado do original em 11 de agosto de 2021 
  5. WYE, Kenneth R. (1989). The Mitchell Beazley Pocket Guide to Shells of the World (em inglês). London: Mitchell Beazley Publishers. p. 69. 192 páginas. ISBN 0-85533-738-9 
  6. GORDON, N.R. (1990). Seashells. A Photographic Celebration (em inglês). London: Universal Books, Ltd. p. 65. 144 páginas. ISBN 0-792-45263-1 
  7. a b «Neverita duplicata (Say, 1822) shark eye» (em inglês). SeaLifeBase. 1 páginas. Consultado em 9 de março de 2021 
  8. a b «Neverita duplicata (Say, 1822) distribution» (em inglês). World Register of Marine Species. 1 páginas. Consultado em 9 de março de 2021 
  9. a b National Science Foundation. «Neverita duplicata» (em inglês). Neogene Atlas of Ancient Life. 1 páginas. Consultado em 9 de março de 2021 
  10. «Neverita delessertiana (Récluz, 1843)» (em inglês). World Register of Marine Species. 1 páginas. Consultado em 9 de março de 2021 
  11. «Neverita delessertiana (Récluz, 1843)» (em inglês). Jacksonville Shell Club. 1 páginas. Consultado em 9 de março de 2021