Nilson Pinto de Oliveira

político brasileiro
Nilson Pinto de Oliveira
Foto: Renato Araújo / Câmara dos Deputados
Deputado federal pelo Pará
Período 1 de fevereiro de 1999
até a atualidade
Reitor da Universidade Federal do Pará
Período 1989-1993
Antecessor José Seixas Lourenço
Sucessor Marcos Ximenes Ponte
Dados pessoais
Nascimento 25 de março de 1952 (68 anos)
Belém, Pará
Alma mater Universidade Federal do Pará
Partido PT (1993-1994)
PSDB (1997-presente)
Profissão Professor universitário

Nilson Pinto de Oliveira (Belém, 25 de março de 1952) é um professor universitário e político brasileiro, filiado ao Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB). Está no seu quinto mandato consecutivo como deputado federal pelo Pará. Atualmente é presidente da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados.

É professor da Universidade Federal do Pará, da qual foi reitor no período de 1989 a 1993.

BiografiaEditar

Trajetória acadêmicaEditar

É geólogo, formado em 1973 pela Universidade Federal do Pará (UFPA). Em 1977 obteve o título de mestre em geoquímica, também pela UFPA. Em 1980 conquistou o título de doutor em geociências, pela Universidade de Erlangen-Nuremberg, na República Federal da Alemanha.[1]

É professor da UFPA, foi pró-reitor de extensão de 1985 a 1989, e reitor da universidade de 1989 a 1993.[1]

Em sua carreira acadêmica publicou diversos artigos científicos e livros[1] e coordenou o processo de interiorização da UFPA, que teve profundas repercussões na formação de professores e na expansão do ensino médio no Pará, além de criar as bases para a implantação de novas universidades no Estado.

Trajetória políticaEditar

Foi secretário de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente do Estado do Pará de 1995 a 1998; secretário especial de Promoção Social do Pará de 2001 a 2002; secretário de Educação do Pará em 2011; e novamente secretário especial de estado de Promoção Social no Pará em 2012.[1]

Como membro do governo paraense, trabalhou na elaboração da Lei Ambiental do Estado do Pará, na criação do Fundo Estadual de Ciência e Tecnologia e do Fundo Estadual do Meio Ambiente, e na implantação do sistema de escolas de trabalho e produção do Estado do Pará.[1]

Nilson Pinto elegeu-se deputado federal pela primeira vez em 1998, com 40.600 votos; em 2002, foi reeleito com 94.022 votos; reelegeu-se, novamente, em 2006, com 132.520 votos e, em 2010, alcançou 140.893 votos. Nas eleições de 2014, recebeu 193.573 votos.[1]

Na Câmara dos Deputados tem atuado prioritariamente na Comissão de Educação; na Comissão de Meio Ambiente, da qual foi presidente; e na Comissão de Ciência e Tecnologia. É, também, membro e ex-presidente do Grupo Parlamentar Brasil-Alemanha, que visa fortalecer as relações parlamentares entre os dois países. Em 3 de março de 2015 foi eleito membro titular da Comissão de Educação da Câmara dos Deputados.[1] Em 2018 foi eleito presidente da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados.

Foi reeleito deputado federal em 2014, para a 55.ª legislatura (2015-2019). Votou a favor do Processo de impeachment de Dilma Rousseff.[2] Já durante o Governo Michel Temer, votou a favor da PEC do Teto dos Gastos Públicos.[2]

Em abril de 2017 foi favorável à Reforma Trabalhista.[2] [3]

Votações sobre a investigação de Dilma Rousseff e Michel TemerEditar

Votou a favor do Processo de impeachment de Dilma Rousseff, acusada pela edição de decretos que ampliaram a previsão de gastos do governo e as chamadas "pedaladas fiscais" no Plano Safra, além de corrupção na Petrobras.[2]

Em agosto de 2017 votou contra o processo em que se pedia abertura de investigação do então presidente Michel Temer.[2][4]

Na sessão do dia 25 de outubro de 2017, o deputado, mais uma vez, votou contra o prosseguimento da investigação do presidente Michel Temer, acusado pelos crimes de obstrução de Justiça e organização criminosa. [5]

Referências

  1. a b c d e f g Erro de citação: Etiqueta <ref> inválida; não foi fornecido texto para as refs de nome camara
  2. a b c d e G1 (2 de agosto de 2017). «Veja como deputados votaram no impeachment de Dilma, na PEC 241, na reforma trabalhista e na denúncia contra Temer». Consultado em 11 de outubro de 2017 
  3. Redação (27 de abril de 2017). «Reforma trabalhista: como votaram os deputados». Consultado em 18 de setembro de 2017 
  4. Carta Capital (3 de agosto de 2017). «Como votou cada deputado sobre a denúncia contra Temer». Consultado em 18 de setembro de 2017 
  5. G1. «Votação da rejeição da 2ª denúncia contra Temer». G1. Consultado em 30 de março de 2018 

Ligações externasEditar