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O Nono Concílio de Toledo foi um concílio regional ou sínodo de bispos da Cartaginense no ano 655.

Decorreu entre 2 de Novembro de 655 e 24 de Novembro de 655 na igreja de Santa Maria e estiveram presentes 16 ou 17 bispos, seis abades, dois dignitários e quatro condes palatinos. Foram promulgados 17 cânones relativos à honestidade do clero, aos bens da Igreja e ao celibato eclesiástico. Marcou-se a celebração de novo concílio provincial para 1 de Novembro de 656.

Outro dos assuntos abordados foi a apropriação de bens da Igreja por alguns bispos e clérigos. Os bispos foram autorizados a entregar a qualquer igreja un terço dos rendimentos de outra igreja da sua diocese. Acordou-se em que, se um clérigo (de bispo a subdiácono) tivesse um filho, fosse de uma mulher livre ou de uma escrava, este tornar-se-ia escravo da igreja em que servisse o seu pai. Nenhum liberto eclesiástico poderia casar-se con um homem livre (romano ou godo); caso o fizesse os filhos desse casamento seriam escravos da Igreja.

Por fim, decidiu-se que os judeus baptizados deveriam passar as celebrações e feriados cristãos na companhia do bispo da sua diocese para que este comprovasse a veracidade da sua conversão. As sanções pelo incumprimento deste preceita variavam entre chicotadas e jejuns, consoante a idade do punido.

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