Abrir menu principal


Norsk Hydro
Ficheiro:Norsk Hydro.svg
Atividade Alumínio
Energia
Fundação 1905
Sede Oslo,  Noruega
Website oficial www.hydro.com

Norsk Hydro ASA (muitas vezes referida apenas como Hydro ) é uma empresa norueguesa de alumínio e energia renovável, com sede em Oslo. É uma das maiores empresas de alumínio do mundo.[1] Tem operações em cerca de 50 países em todo o mundo e está ativo em todos os continentes. O Governo da Noruega possui 34,3% da empresa através do Ministério do Comércio, Indústria e Pescas. Outros 6,5% pertencem à Folketrygdfond, que administra o Government Pension Fund of Norway. A Norsk Hydro emprega aproximadamente 35.000 pessoas.[2] Hilde Merete Aasheim has been the CEO since May, 2019.[3]

BrasilEditar

Em 2010 a Hydro comprou os ativos referentes à produção de bauxita, alumina e alumínio da Vale S.A. (antiga Vale do Rio Doce), ex-estatal brasileira, mineradora internacional de sede no Brasil. Estas reservas localizam-se no estado do Pará, na região norte do país, com reservas (minas) sendo exploradas nas regiões dos municípios de Paragominas, Trombetas, Barcarena.

BelémEditar

A empresa já possuía escritórios comerciais nas capitais de Rio de Janeiro e São Paulo (sudeste brasileiro), e somente em 2016 a Hydro inaugurou seu escritório em Belém, capital do estado do Pará, com 233 funcionários, responsáveis locais pelo gerenciamento da produção e exportação da bauxita e alumina ali produzidos. [4]

TrombetasEditar

Através da empresa Mineração Rio do Norte (MRN) em Trombetas, na região oeste do Pará, é realizada uma produção anual de 18 milhões de toneladas métricas de bauxita com aproximadamente 1.300 trabalhadores permanentes.

A matéria prima é transportada por navio para a Hydro Alunorte, em Barcarena. A Hydro conta com 5 % de participação na MRN, mas a empresa tem um acordo de assumir 40 por cento da bauxita da Vale destas operações. A MRN começou a extrair bauxita em 1979.[5]

ParagominasEditar

A Hydro lavra bauxita de sua própria jazida em Paragominas, onde tem uma capacidade de lavra de aproximadamente 10 milhões de toneladas métricas anuais. A bauxita lavrada é triturada e transportada através de um duto de 244 quilômetros até a cidade de Barcarena, onde é refinada em alumínio pela Hydro Alunorte e, a seguir, destinada a produtores de alumínio no Brasil e em outras partes do mundo.

As atividades de lavra em Paragominas começaram em 2007 e, hoje, a empresa emprega cerca de 1.300 empregados próprios e 350 contratados. A Hydro detém 67,9 % das ações da empresa; os demais 32,1 % das ações são de propriedade da empresa brasileira Vale.  [6]

As jazidas atuais ficam a aproximadamente 70 km do município de Paragominas, no nordeste do Pará, no Platô Miltônia 3, e tem uma vida útil estimada de 41 anos (aprox. 2048).[6]

No dia 13 de agosto de 1979 o primeiro navio desatracou de Porto Trombetas carregado de bauxita, então numa parceria entre empresas privadas internacionais e o governo militar brasileiro.

Questões ambientaisEditar

Em fevereiro de 2018, a Hydro foi forçada a cortar a produção de alumínio em 50% em sua fábrica localizada no Pará, Brasil (operada pela joint venture Albras). Isso se seguiu após alegações afirmando que água não tratada e contaminada havia sido liberada para o meio-ambiente, resultando em poluição da água. Uma equipe de pesquisadores locais encontrou um tubo de esgoto clandestino e níveis de alumínio altamente elevados em sua proximidade. Outras substâncias como nitrato, sulfato, cloreto e chumbo também foram encontradas em concentrações anormalmente altas.[7] Desde então, a Hydro alegou que, apesar de alguns vazamentos não autorizados terem acontecido,[8] seus relatórios independentes e independentes não mostraram poluição ambiental do rio, mas apenas uma pequena mudança no pH.[9]

Após negar irregularidades, a Hydro admitiu, em nota, a existência de um canal clandestino para lançar rejeitos em nascentes amazônicas, a tubulação encontrada por pesquisadores fazia o lançamento de efluentes não tratados em um conjunto de nascentes do rio Muripi, segundo um laudo divulgado pelo Instituto Evandro Chagas, do Ministério da Saúde. A nota da empresa dizia:[10]

Durante uma das vistorias, verificou-se a existência de uma tubulação com pequena vazão de água de coloração avermelhada na área da refinaria", afirma a empresa. "Conforme solicitado pelas autoridades, a empresa está fazendo as investigações necessárias para identificar a origem e natureza do material, bem como realizando a imediata vedação desta tubulação.

Em 16 de janeiro de 2019 a Norsk Hydro recebeu aval de autoridades ambientais no Brasil para retomar operações da Alunorte, porém sem operar com capacidade total devido a embargo na Justiça.[11]

Em 19 de março de 2019, o MPF presentou à empresa a proposta de um Termo de Ajuste de Conduta (TAC), por causa do descumprimento da legislação e do desrespeito a direitos de quilombolas, entre eles os do Território Quilombola do Jambaçu, que reúne 15 comunidades, em Moju, nordeste do estado.[12]

Referências

  1. «Top Ten Alumina Companies in the World». alcircle.com. Consultado em 4 de setembro de 2017 
  2. [1] [ligação inativa]
  3. «Svein Richard Brandtzæg - Hydro Internet». Web.archive.org. 15 April 2008. Consultado em 24 June 2019  Verifique data em: |acessodata=, |data= (ajuda)
  4. «Hydro Belém». www.hydro.com. Consultado em 7 de fevereiro de 2017 
  5. «Mineração Rio do Norte S.A.». www.hydro.com. Consultado em 7 de fevereiro de 2017 
  6. a b «Hydro Paragominas». www.hydro.com. Consultado em 7 de fevereiro de 2017 
  7. Phillips, Dom (16 de março de 2018). «Pollution, illness, threats and murder: is this Amazon factory the link?». The Guardian (em inglês). Consultado em 24 de maio de 2018 
  8. «Norway's Hydro says Brazil plant made unauthorized spills». Reuters.com (em inglês). Consultado em 24 de maio de 2018 
  9. «Norsk Hydro Internal Task Force – Executive summary» (PDF). Hydro.com. Consultado em 25 de maio de 2018 
  10. Ricardo Senra, Mineradora norueguesa tinha 'duto clandestino' para lançar rejeitos em nascentes amazônicas, BBC Brasil, 23 fevereiro 2018
  11. Refinaria Hydro Alunorte é autorizada pela a retomar operações, 16/1/2019, InfoMoney/Estadão
  12. Mineroduto de bauxita que atravessa cidades do PA está com licença vencida, diz MPF; Hydro diz que já solicitou renovação, G1, 19/03/2019

LigaçõesEditar