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O Chanceler de Ferro
Autor(es) Inglaterra Conde John Wilmot Rochester
Rússia Wera Krijanowsky
Idioma Inglês
País Inglaterra Inglaterra
Linha temporal fim da XVII dinastia egípcia
Tradutor Brasil M. Curvelo de Mendonça
Editora Brasil FEB
Páginas Brasil 394

O Chanceler de Ferro é um romance mediúnico espírita inglês, ditado pelo espírito do Conde John Wilmot Rochester para a médium russa Vera Kryzhanovskaia, que conta a vida de José do Egito sob a visão da Doutrina Espírita.

Índice

DescriçãoEditar

  Aviso: Este artigo ou se(c)ção contém revelações sobre o enredo.

O livro começa sua narrativa contando a vida de José com dezoito anos de idade na tribo onde morava com seu pai Jacó e seus irmãos. Nessa época ele era pupilo de um mago caldeu chamado Schebna, que o iniciou nessa misteriosa ciência antiga. Em um episódio Schebna mostra-lhe uma cobra com quem luta e acaba arrancando dela uma pedra especial que Schebna diz-lhe ter o poder de conquistar e dominar as pessoas.

José era muito inteligente e sempre descobria as armações de seus irmãos e relatava a seu pai, além de ser o primeiro filho da mulher que Jacó mais amava, por isso recebia um carinho especial de seu pai. Assim, invejando-o seus irmãos o vendem como escravo a mercadores ismaelitas que o levam para o Egito.

No EgitoEditar

No Egito José é comprado por Potifar (oficial e capitão da guarda do rei do Egito) de quem conquistou a confiança e torna-se o diligente dos criados. Potifar deseja muito casar-se com Ranofrit mas não conseguia que esta o Aceitasse. Então, José, usando da pedra e dos conhecimentos aprendidos com Schebana, consegue 'hipnotizar' Ranofrit e ela casa-se com Potifar. Assim, José adquire a confiança de Potifar e acaba se tornando a admistrador dos negócios dele. Na casa de Potifar, acaba estudando com um escriba e aprende o antigo egípcio.

Após o casamento Ranofrit começa a olhar José com outros olhos e tenta várias vezes aproximar-se dele. Como não consegue, em um episódio que José entra no quarto dela e a rejeita, ela acusa José de abuso, então José é açoitado e mandado para a prisão.

Na prisãoEditar

Na prisão, José, com a ajuda dos conhecimentos ocultos ensinados por Schebna, José consegue interpretar o sonho do chefe da prisão e de dois presos por conspiração, o padeiro-chefe e o copeiro-chefe do Palácio do Faraó. O padeiro-chefe acaba enforcado e o copeiro-chefe recebe o perdão do faraó e volta à sua função.

O sonho do faraóEditar

Àquela época a casta sacerdotal e vários membros da corte desejavam depor o faraó, que era hicso e colocar um governante egípcio, por isso o faraó era alvo de várias conspirações. E, um dia, o farao teve um sonho no qual sete vacas magras comiam sete vacas gordas mesmo assim continuavam magras. Acreditando que este sonho era uma revelação o faraó Apopi I mandou chamar todos os sacerdotes do Egito para lhe decifrar o sonho, mas sem contar o sonho pois tinha medo de que os sacerdotes o enganassem. Então, o copeiro-chefe diz ao faraó que na prisão havia um hebreu que era hábil em decifrar sonhos. Apopi manda chamar José e esse decifra-lhe corretamente o sonho dizendo que o Egito passaria por 7 anos de fartura e 7 de dura seca.

José torna-se AdonEditar

Muito impressionado com a interpretação de José, o faraó retira um anel de seu dedo e nomeia José o Adon do Egito, o maior cargo do Egito abaixo do faraó, uma espécie de chanceler. Apopi também tencionava humilhar a casta sacerdotal, que o odiava, tornando um estrangeiro, hebreu, escravo e prisioneiro Adon.

Logo após ter se tornado Adon José já toma medidas a fim de armazenar cereais na época da fartura, construindo muitos celeiros reais e comprando cereal do Alto Egito, onde havia um outro faraó egípcio, Taá II, em oposição a Apopi e apoiado pelos sacerdotes e onde Apopi não tinha conseguido estabilizar seu poder.

Em uma visita a cidade de Heliópolis, onde morava o principal sacerdote egípcio Potífera, apoiador de Taá, José apaixona-se por Asnath, filha de Potífera. Mesmo morto de raiva Potífera concede a mão de sua filha a José, que tinha o apoio do faraó. José casa-se com Asnath, mas essa mantém uma postura fria com relação a José, e mesmo com os dois filhos que teve com José, tendo diversas brigas com José. Isso leva José a odiar os sacerdotes e a querer a humilhação dos mesmos.

José governa com mão de ferroEditar

Quando chega a época da seca, José vende os cereais dos celeiros reais a preço de ouro, conseguindo comprar para o erário real muitas das terras do Egito, inclusive terras do Alto Egito onde o faraó não tinha muito poder. Com essa atitude José, e por consequência o Faraó, têm o ódio de toda a população egípcia que passa fome e vê os celeiros reais cheios. Os templos, que recebiam uma quantia de cereais, começam então a alimentar a população e a alimentar o ódio contra os governantes estrangeiros que invadiram e humilharam o Egito e seu povo.

José morreEditar

O faraó envelhce e vai ficado cada vez mais doente, e José tencionando tomar o poder para si encena um acidente de sua mulher no Nilo, tranca-o em um cômodo de seu palácio, e força a filha do faraó a casar-se com ele sob o risco de ele mandar matar o homem que ela amava e já tinha conspirado contra o faraó. No dia do casamento os sacerdotes e Taá II aprontam uma revolta civil e a população egípcia invade a casa de José para matá-lo. Nesse instante surge Schebna, que estava associado aos sacerdotes e á tinha tentado convencer José a desistir de vender tão caro os cereais tomar o poder. Schebna aponta para José, que estava refugiado em seu quarto, um copo vermelho com veneno e diz que ele iria morrer pela mão do povo ou por aquele veneno. José então bebe o conteúdo do copo e morre. Quando a população entra no quarto e vê José morto Schebna aparece na frente deles e os impede de pegar o corpo de José realizado um efeito físico que o fazia brilhar.

Taá conquista o EgitoEditar

Logo após a morte de José, aproveitando do momento da morte do Adon, da doença do faraó e da desestabilização gerada pela revolta civil, Taá avança com seus exércitos toma Mênfis, Tânis e o poder do Egito volta novamente às mãos de um egípcio, após 500 anos de dominação hicsa. Por fim, Asnath retirada de sua prisão domiciliar volta para sua família, casa-se com o homem a quem amava e tem um terceiro filho de José.

  Aviso: Terminam aqui as revelações sobre o enredo.

Informações sobre a edição brasileiraEditar

  • Edição da FEB do ano de 1940, 12ªedição
    • Tradução: M. Curvelo de Mendonça
    • 394 páginas
    • Catalogação: 1.Psicografia. 2.Romance Inglês.

ÍndiceEditar

Primeira ParteEditar

Da obscuridade ao poder
  1. O patriarca e seus filhos
  2. José vendido por seus irmãos
  3. A força mágica
  4. A mulher de Putifar
  5. O que a História não conta
  6. José na Prisão
  7. O copeiro e o padeiro
  8. O sonho do Faraó
  9. O Faraó e seu chanceler
  10. Em Tebas
  11. O Adon em Heliópolis
  12. O Faraó e o sacerdote
  13. O Adon e sua nova parentela
  14. A noite nupcial

Segunda ParteEditar

Poder real e poder sacerdotal
  1. O Adon e sua mulher
  2. Israel no Egito e a fome
  3. Comendo, abre-se o apetite
  4. A água caindo gota a gota desgasta a mais dura pedra
  5. O Adon e o caldeu
  6. O ambicioso não conhece obstáculos
  7. Primeiros fragores da tempestade
  8. manifesta a sua vontade
  9. Quem semeia ventos colhe tempestades
  10. A noiva do Nilo
  11. O povo sublevado precisa odiar alguém
  12. A aurora da XVIII dinastia
  • Epílogo

Ver tambémEditar

Ligações externasEditar