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"O meu coração não tem cor" foi a canção portuguesa no Festival Eurovisão da Canção 1996 que teve lugar em Oslo, em 18 de maio de 1996.

Portugal "O meu coração não tem cor"
Festival Eurovisão da Canção 1996
País
Artista(s)
Língua
Português
Compositor(es)
Letrista(s)
Performance das finais
Resultado da semifinal
------
Pontos da semifinal
------
Resultado da final
6.º
Pontos da final
92
◄ "Baunilha e chocolate" (1995)   
"Antes do adeus" (1997) ►

"O Meu Coração Não Tem Cor" venceu a 33ª edição do Festival RTP da Canção, com 95 pontos. A apenas quatro pontos ficou "Canto em Português" de Patrícia Antunes. No coro estavam Bárbara, Mila, Telmo e André, estes dois seus amigos de infância.

Na eurovisão gerou-se uma onda de simpatia em torno de Lúcia Moniz e do seu coro (Fernanda Lopes, Laura Ferreira, Manuel Lourenço e Telmo Miranda). O refrão era cantado por muita gente e até havia uma versão grega. "Parecia ser uma das canções mais populares entre os membros da Comunicação Social"como referiu a TV Guia[1].

A canção foi interpretada em português por Lúcia Moniz. Foi a quarta canção a ser interpretada na noite do evento, a seguir à canção espanhola "¡Ay, qué deseo!", interpretada por Antonio Carbonell e antes da canção cipriota "Mono Yia Mas", cantada por Constantinos. Terminou em sexto lugar, tendo recebido um total de 92 pontos. Foi a melhor classificação de Portugal no Festival Eurovisão da Canção até ser superado, em 2017, pela vitória de Amar Pelos Dois, de Salvador Sobral.

É uma das poucas canções vencedoras do Festival RTP da Canção que não surge em qualquer álbum da cantora apesar da classificação obtida na Eurovisão. Foram lançados alguns discos de promoção e está incluído em algumas compilações eurovisivas nomeadamente na caixa da Reader's Digest (2002) e no disco lançado pela Farol.

Índice

AutoresEditar

AUTORES
letrista: José Fanha
Compositor: Pedro Osório
Orquestrador: Pedro Osório

LetraEditar

A canção é um número moderado de uptempo. Moniz na canção faz um elogio à língua portuguesa e à cultura lusófona em geral, descrevendo o resultado do antigo Império Português com um "festa tricontinental" ( os três continentes: Europa, África e América do Sul, onde a língua portuguesa é falada) no qual "o que está longe fica perto nas cantigas". A letra faz referência às antigas possessões portuguesas em África (com danças típicas desses locais (morna, coladeira) e Brasil.[2]

Moniz na letra refere-se a vários tipos de dança e música existentes na comunidade lusófona, cantando que "Nós dançamos o samba, o marrabenta", outras danças /estilo s musicais referidas são o (fado, bailinho, a morna, a coladeira, o corridinho, o funaná, o malhão, etc. Também é feita uma referência a alimentos como figos, papaia e guaraná, todas essas coisas têm "na nossa boca uma saudade desordeira".[3]

Fontes e ligações externasEditar

  • Para informações sobre a letra, consultou-se a página:

Letra e outras informações sobre a canção.

Referências

  1. http://arquivo.pt/wayback/19991111181737/http://alfa.ist.utl.pt/~l38191/moniz/avoz.htm
  2. diggiloo.net. «O meu coração não tem cor». diggiloo.net. Consultado em 27 de agosto de 2013 
  3. diggiloo.net. «O meu coração não tem cor». diggiloo.net. Consultado em 27 de agosto de 2013 
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