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Euare (também Euare I) foi obá do Reino do Benim entre 1440 e 1473 ou até 1480, dependendo das fontes.[1][2] Também conhecido como Euare o Grande, o seu reinado marcou o início da recuperação e reforma que abriu o caminho para o avanço do Reino do Benim como um dos principais estados da África Ocidental nos séculos XV e XVI.[2] Euare foi também responsável pela expansão territorial do Benim, com afirmações de que ele subjugou 201 aldeias no sul da Nigéria.[3]

Euare é considerado o criador do Império Edo, como o Reino do Benim é também conhecido, devido à evolução que lhe é atribuída.[4]

Em 1942 o navegador português Rui de Sequeira, ao serviço de D. João II de Portugal, alcançou a costa da atual Nigéria, baptizando a lagoa na região de Lagos com o nome Lago de Curamo.[5] Desenvolveu-se o comércio costeiro entre os portugueses e os edos, que entraram em contato com Euare próximo do fim do seu reinado. O contacto resultou na introdução de novas armas, como a besta.[6]

Obó Euare é creditado como o fundador do festival Igue que é comemorado ainda no Reino do Benim no estado de Edo, na Nigéria.[7]

Referências

  1. Alberto da Costa e Silva. «A manilha e o libambo — A África e a escravidão de 1500 a 1700». Consultado em 21 de julho de 2019 
  2. a b Encyclopædia Britannica.
  3. Quando nos governou:Ewuare Oba do Benim, o Grande.
  4. Vincent B. Khapoya. «A experiência africana». Consultado em 21 de julho de 2019 
  5. SERRÃO, Joel (dir). Dicionário de História de Portugal. Porto: Livraria Figueirinhas, 1992, vol V, pg. 538, sv Rui de Sequeira
  6. Art Institute of Chicago: Reis e Rituais:Tribunal de Artes da Nigéria.
  7. «Como o Festival Igue veio à existência». Nigeria Tribune [ligação inativa]