Obaluaiyê

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Obaluaiyê
Obaluaiye manifestado em um elegun durante o festival ao orixá Obaluaiye em Ibadan, Oyó State - Nigéria
Obaluwaye . Obaluaê . Babaluaê
Deus da cura sobre as doenças e respeito aos anciãos
Mãe Olu
Irmão/Amigo Xangô
Instrumentos lança de caça e xaxará
Domínios Saúde, feitiços e a terra

Obaluaiye (do yorubá Obalúwayé), Oluayê ou mesmo Babaluaiye, é o orixá da cura em todos os seus aspectos, da terra, do respeito aos mais velhos e protetor da saúde. É chamado sempre que necessário afastamento de enfermidades.

Todo esforço para manter o equilíbrio mental, físico, emocional ou espiritual também é uma forma de cultuar este orixá. Como as coletividades também adoecem, todo esforço para aqueles que nos cercam ou para melhorar o mundo em que vivemos também é uma forma de cultuar Obaluaiye. Ao contrário do que pensam, ele não é o deus da morte, dos mortos, do cemitério ou das almas que lá habitam. O que acontece, é que por ser o orixá que promove a cura para as enfermidades, automaticamente ele está sempre próximo a Iku (orixá responsável por tirar a vida), pois ele promove a cura para aqueles que estão perto da morte.[1]

Com a aglutinação de orixás (vários orixás parecidos serem cultuados como apenas um) promovida pela diáspora africana, Obaluaiye é constantemente confundido com o vodun Sapatá, e especialmente com o orixá Omolu e difundido até que são a mesma divindade, mas são orixás diferentes. Esse equívoco ocorre principalmente, pelo motivo de os dois orixás terem domínios sobre a cura e doenças, e os dois usarem xaxará. Outro fator que promoveu essa confusão, é que Obaluaiye era chamado de Omo Olú (filho da Olú) mas pelo fato de sua mãe se chamar Olú, enquanto o orixá Omolu recebe esse nome com o significado de "filho do senhor" (Omo = filho, Olu = senhor), já que Omolu é filho do próprio Oxalá. Outro resultado da diáspora foi a adição de palhas em suas vestimentas, resultante pela mistura de cultos com o vodun Sapatá e com o orixá Omolu, que originalmente usam palhas, diferente de Obaluaiye, que em seu culto original não usa.[2]

O calor também é uma propriedade de Obaluaiyê, como a febre, o corpo esquentando para expulsar uma doença, é Obaluaiyê agindo no corpo do ser humano, assim como o calor que vem das profundezas da terra. Por isso, todo tipo de sacrifício ou oferenda para Obaluaiyê deve ser feito durante o dia, nunca a noite, quando a temperatura está mais alta.

Seus poderes e as magias de seu culto são usados contra todo tipo de enfermidades, mas particularmente contra as doenças de pele, inflamações, e doenças transmitidas através do ar que possam causar epidemias. Também são usadas para curar pessoas com problemas de convulsão, epilepsia e catalepsia. [3]

EtimologiaEditar

Obaluàyé é um termo iorubá que significa "o rei que é senhor da terra": Oba (rei) + Olu (senhor) + Aiye (terra). Também é conhecido como Babá Igbona = pai da quentura), Ile Igbona (terra quente), Olode (senhor do exterior, aquele que é cultuado do lado de fora). [4]

DescriçãoEditar

Obaluaye é identificado no jogo do merindilogun pelos odus Irosun, Ossá, Êjilobon e representado materialmente e imaterial no candomblé através do assentamento sagrado denominado igba obaluaye.[5] Ele representa o ponto de contato dos humanos com a terra e o Aiye. Sua energia é manipulada para agradecer à terra pelo o que ela oferece.

Acredita-se que Obaluaiye e Xapanã são a mesma divindade por serem relativamente semelhantes, mas mesmo assim, com algumas diferenças. Enquanto Xapanã é o orixá que foi criado por Olodumare e desceu para o Aiye para ajudar a criar o mundo, Obaluaiye é o homem, que teve uma vida própria, normal, mas que se tornou orixá pelo seus poderes (iguais aos de Xapanã) e pela sua sabedoria. Outra teoria é que Obaluaiye seria uma encarnação de Xapanã. Tem-se então que seu verdadeiro nome seja Soponna (em yorubá, varíola), que é o verdadeiro nome de Xapanã, e que dizer esse nome poderia causar varíola àquele indivíduo, ou até mesmo causar uma epidemia de varíola na cidade. Portanto, o nome Soponna era usado somente durante os rituais litúrgicos. [6]

Este orixá possui total controle sobre o ajogun Arun (doença), em que afasta este ajogun (seres que lutam contra a humanidade) da pessoa e das comunidades quando chamado, mas que também pode ser seu grande aliado quando decide punir alguém, por roubar, ser mal-carater, etc. E principalmente pelas coisas que este orixá mais condena, que é o envenenamento, a mentira e a feitiçaria. Por este motivo, em terras africanas o assentamento de Obaluaiye sempre fica afastado das cidades, para que este orixá não puna as pessoas que agirem de forma que ele decida que mereça uma punição.

Obaluaiyê é estreitamente relacionado a Exu e Xangô. Seu castigo, como o de Xangô, é considerado uma punição nobre. Assim, a morte de alguém por varíola não deve ser lamentada, mas, ao contrário, deve ser aceita com alegria e gratidão. Daí origina-se outro de seus nomes: Alápadúpé (O que mata e a quem devemos ser agradecidos por haver morto). Alguns anciãos dizem que Obaluaiyê é irmão mais novo de Xangô. De fato o calor é comum às duas divindades, nas febres provocadas por Obaluaiyê e no poder sobre o fogo de Xangô. Esta crença leva os devotos de Xangô a considerarem-se imunes à fúria de Obaluaiyê, e vice-versa: daí a expressão "Não há dano que o irmão mais velho possa infligir aos filhos do irmão mais novo". Estes orixás são tão familiares entre si que, segundo narrações tradicionais, Obaluaiyê refere-se frequentemente a Xangô, em tom de brincadeira, dizendo que quando este vai destruir uma única pessoa faz um enorme alarde, com extraordinários efeitos de luz e som (relâmpagos e raios), enquanto ele próprio destrói centenas de pessoas silenciosamente.[7]

É também uma divindade perigosa, que deve estar sempre sendo apaziguada. Assim como Ogum, protege as cidades e pessoas de infortúnios como roubo, guerras, assassinatos.

História[8]Editar

A maioria das histórias conhecidas sobre Obaluaiye não são originalmente dele, mas sim de Omolu, pelo fato da mistura dos dois cultos e de muitas informações tiverem sido perdidas ao passar dos anos. Obaluaiye não era filho de Nanã, consequentemente não era irmão de Oxumarê e Yewa, e não tinha nenhuma doença (por isso, Obaluaiye não usa palhas) em seu corpo, diferente de Omolu. Era exatamente pelo fato de não ter doença com que ele podia controlá-las, fazendo com que seu poder entrasse no corpo das pessoas tirando as enfermidades, ou por algum motivo, causá-las a algum indivíduo.

A história de que Obaluaiye e Xangô terem uma certa rivalidade ou desavença, também não é verdadeira, pois os mesmos eram melhores amigos, em algumas regiões é considerado até que eram "irmãos de diferentes mães". Quando Obaluaiye estava de passagem em Oyó com seu pequeno exército, algumas nações declararam guerra a Oyó e a Xangô. Xangô, que já tinha ouvido falar da fama de Obaluaiye e sabia que o poderoso guerreiro estava em seu reino, foi pedir-lhe ajuda para que ajudasse na guerra. Obaluaiye aceitou o pedido, pois ele e Xangô eram provenientes de Tapa, tinham a mesma origem. A partir daí, Obaluaiye e Xangô se tornaram melhores amigos. Quando Xangô, sumiu e se tornou orixá, e todos acharam que tinha morrido, escolheram temporariamente Obaluaiye para ser o Alaafin de Oyó, pelo fato de ser o melhor amigo do antigo rei. Por este motivo, Obaluaiye leva o termo "Obá" (rei) em seu nome, e sua saudação é "Kabiesi oo" (Salve a majestade).

Obaluaiye também era grande amigo de Oyá e Oxalá, de quem também fez parte do exército. Durante as festividades de Oxalá há sempre um momento para também se cultuar Obaluaiye.


Características rituaisEditar

DançaEditar

Sua dança, o opanijé cuja tradução é: "ele mata qualquer um e come", expressão também conhecida em terras africanas. Nela dança curvado para frente, e faz menção aos cinco sentidos humanos e a terra, como que dizendo que ele é quem é o dono da terra e dos sentidos.

SimbolosEditar

Seus instrumentos são a lança, indicando sua ligação com a guerra (já que quando humano era um guerreiro), uma pequena cabaça com feitiços para dar às pessoas que estão doentes e o xaxará (Sàsàrà), espécie de cetro de mão, feito de nervuras da palha do dendezeiro, enfeitado com búzios e contas, em que ele capta das casas e das pessoas as energias negativas, bem como "varre" as doenças, impurezas e males sobrenaturais. Esta representação nos mostra sua ligação a terra. Na Nigéria, os Owo Érindínlogun adoram Obàluáyê e usam, no punho esquerdo, uma tira de Igbosu (pano africano) onde são costurados cauris esó (búzios).

VestimentaEditar

 
Comidas do Olubajé, no candomblé do Ile Ase Ijino Ilu Orossi.

A roupa de Obaluaiye é feita com um pano vermelho, e pode usar incrementado com preto ou branco. Em sua roupa também é colocada magias para que quando as pessoas cheguem perto do orixá, a doença vá embora. A coloração do vermelho é um pouco mais clara, assim como a de Xangô.

No Brasil, com a mistura do culto de Obaluaiye com orixás que usam palhas, ele usa uma vestimenta de palhas de ìko, é uma fibra de ráfia extraída do Igí-Ògòrò, a palha da costa, elemento de grande significado ritualístico, sua presença indica que algo deve ficar oculto. É composta de duas partes: o "filá" e o "azé". A primeira parte, a de cima, que cobre a cabeça, é uma espécie de capuz trançado de palha da costa, acrescido de palhas em toda sua volta, que passam da cintura.

O azé, seu asó-ìko (roupa de palha), é uma saia de palha da costa que vai até os pés em alguns casos. Em outros, acima dos joelhos, por baixo desta saia, vai um xokotô, espécie de calça, também chamado "cauçulu", em que oculta o mistério da morte e do renascimento. Nesta vestimenta, acompanham algumas cabaças penduradas, onde carrega seus remédios. A palha da costa é mais encontrada no norte do Brasil.[9]

FestaEditar

Os festivais que são realizados no período de seca, onde normalmente se espalham doenças pela cidade. Obaluaiye incorporado em um Elegun, os sacerdotes e devotos saem pelas ruas da cidade, pedindo o afastamento de doenças, para que a terra possa voltar a dar frutos e para que não falte alimento. Durante as procissões, os doentes se abaixam perante Obaluaiye para que recebam magias e remédios para obter a cura. Em terras Yorubás, normalmente são famílias que por gerações os membros são iniciados para Obaluaiye e tem a responsabilidade de manter vivo o seu culto e passa-lo para gerações futuras.[10]

No Brasil, a festa anual é o Olubajé (Comer a comida do senhor). São feitas e distribuídas no mínimo nove iguarias da culinária africana (comida ritual), seus "filhos" devidamente incorporados e paramentados oferecem aos convidados e assistentes, em folhas de mamona ilará ou bananeira (aguede), no sentido de prolongar a vida e trazer saúde .


Sete folhas mais usadas para ObaluaiyêEditar

BrasilEditar

É sincretizado como São Roque e São Lázaro.

Na umbanda, acredita-se que atua no processo de reencarnação e da evolução humana sinalizando as passagens de um nível vibratório ou estágio da evolução para outro.

ArquétipoEditar

Seus filhos parecem ter mais idade do que realmente têm por conta da entidade ser mais velha e agem como se tivessem idade avançada. Seus filhos são doces, mas reclamões, rabugentos, um tanto mal-humorados. Quando querem, fazem e ajudam a todos sem exceção. Sofrem com muitos problemas de saúde que se arrastam por anos, geralmente desde criança ou desde o nascimento. São fiéis, dedicados e amigos de verdade. Podem ter premonições e seus filhos tem um pensamento de pessoas maduras, o que os ajuda a não agirem como crianças, ou serem irresponsáveis. Gostam da ordem e disciplina.

Não são pessoas de levar desaforos para casa e nem de falar pelas costas. Odeiam fofocas e vulgaridades do gênero. Os filhos de Obaluayê são irônicos, secos e diretos. Os descendentes desse orixá são muito independentes e têm a necessidade de crescer com suas próprias forças e recursos. Muitas dessas pessoas, devido à influência do seu orixá, que comanda os eguns, podem ter experiências sobrenaturais, como visões, sonhos etc.

América LatinaEditar

Na Santería, Babalú-Ayé está entre os orixás mais populares.[11] Sincretizado com São Lázaro, e considerado particularmente milagroso, Babalú-aye é homenageado publicamente com uma peregrinação no dia 17 de dezembro, quando dezenas de milhares de devotos se reúnem na Igreja e Leprosorium de São Lázaro em El Rincón, na periferia de Santiago de Las Vegas, Havana. Comunidades Arará em Cuba e sua diáspora honram o espírito como Asojano.[12] Ambas as tradições usam pano de saco em rituais para evocar a sua humildade. O espírito também aparece em Palo como Pata en Llaga.

SanteríaEditar

 
Sincretismo religioso em Cuba, altar dedicado a São Lázaro/Babalú Ayé no Vale de Viñales.

Na santería, é cultuado como Babalú Ayé (pronunciado aiê). As narrativas e rituais que carregam a informação cultural importante sobre Babalú-Aye incluem vários temas recorrentes e inter-relacionados.

  • Terra: A adoração de Babalú-aye é frequentemente associada à própria Terra, e até mesmo o seu nome identifica-o com a própria Terra.[13]
  • Doença e sofrimento: Referido como o "deus da varíola", Babalú-aye certamente liga de volta à doença no corpo e as mudanças que ela traz.[14] Porque Babalú-aye tanto pune as pessoas com a doença e os recompensa com a saúde, suas histórias e cerimônias freqüentemente lidam com o corpo como um locus central da experiência para ambas as limitações humanas e poder divino. Da mesma forma, sua claudicação mítica evoca a ideia de viver em um constante estado de limitação e a dor física, enquanto as pessoas apelam para ele para protegê-los da doença.
  • A permeável natureza das coisas: Nas Américas, as vasilhas de Babalú-aye sempre tem vários buracos em suas tampas, permitindo a entrada das oferendas, mas também simboliza a dificuldade em conter a doença completamente. Estes buracos são muitas vezes explicitamente em comparação com feridas pústula da pele do orixá [15] Esta permeabilidade também aparece no pano de saco e franja de ráfia chamado mariwó usado para vestir o orixá.
  • Sigilo e revelação: O contraste entre silêncio e fala, escuridão e luz, e sigilo e revelação permeiam a adoração de Babalú-aye. De acordo com a tradição, certas coisas devem permanecer secretas para sustentar seu poder ritual ou na sua função saudável. Por sua vez a inadequada revelação leva a doença e outras manifestações negativas.[16] Por outro lado a revelação de informações adequadas pode fornecer ensinamentos e orientações importantes.
  • Maldade e retidão: Representado em narrativas sagradas como um transgressor em alguns casos, o próprio Babalú-aye é condenado ao exílio porque ele quebrou o contrato social. A dor física de sua perna manca transforma a dor emocional do exílio. Só depois de passar muito tempo em isolamento ele retorna à sociedade. Em outros contextos, ele é elogiado como o mais justo de todos os orixás. Da mesma forma, ele é muitas vezes referido como a punição a ofensa de seres humanos.[17]
  • Exílio e movimento: Fortemente associadas com a floresta e a estrada em si, as histórias principais e cerimônias relacionadas com Babalú-aye envolvem movimento como um antídoto à estagnação. Em cerimônias Lucumí e Arará em Cuba, sua vasilha é ritualmente movida de lugar para lugar em iniciações importantes. Mas através deste movimento por espaços diferentes, Babalú-aye aparece regularmente como um complexo, mesmo figura liminar, que une vários reinos. Fortemente associado com ervas poderosas utilizadas para venenos e panaceias, ele é por vezes associado com Osain e os poderosos atos de magos. Fortemente associado com a Terra e os ancestrais enterrados dentro dela, ele às vezes é ritualmente honrado com os mortos.[18] Ao mesmo tempo, ele é amplamente incluído como um orixá ou um fodun, como o Arará tradicionalmente chama suas divindades em Cuba.[19] Da mesma forma os cães fortemente associados com Babalú-aye movimentam da casa, para a rua, para a floresta, e para trás com relativa facilidade.
  • Morte e ressurreição: Por último, mas não menos importante, a própria jornada de exílio, a debilitação da Babalú-aye, e, finalmente, a restauração aborda a natureza cíclica de toda a vida. Embora este tema de transcendência desempenha um papel muito mais proeminente nas Américas do que na África Ocidental, também está presente lá em narrativas sobre epidemias que abateram sobre reis e reinos, apenas para encontrar alívio e remédio em Babalú-aye.[20]

Atributos principaisEditar

  • Dia da semana: segunda-feira[9]
  • Cores: preto, vermelho e branco
  • Símbolo: Sasará, lê-se "xaxará" (um tubo de palha trançada com sementes mágicas e segredos dentro).
  • Número: 13
  • Comida: gugurú (pipoca feita na areia colhida em praias).
  • Saudação: Kabiesi o (Ele é a majestade) e Atotô (silêncio).
  • Odu regente: Odí

BibliografiaEditar

  • Brown, David H. 2003. Santería Enthroned: Art, Ritual and Innovation in an Afro-Cuban Religion. Chicago: University of Chicago Press.
  • Buckley, Anthony D. 1985. Yoruba Medicine. Oxford: Clarendon Press.
  • Ecun, Oba. 1996. Ita: Mythology of the Yoruba Religion. Miami: ObaEcun Books.
  • Ellis, A.B. 1894. The Yoruba-speaking peoples of the Slave Coast of West Africa. Their religion, manners, customs, laws, language, etc. London: Chapman and Hall.
  • Friedson, Steven M. 2009. Remains of Ritual: Northern Gods in a Southern Land. Chicago: University of Chicago Press.
  • Herskovits, Melville. 1938. Dahomey: An Ancient West African Kingdom. New York: J.J. Augustin.
  • Idowu, E. Bolaji. 1962. Olodumare: God in Yoruba Belief. London: Longmans, Green, and Co.
  • Lele, Ocha'ni. 2003. The Diloggun: The Orishas, Proverbs, Sacrifices, and Prohibitions of Cuban Santeria. Rochester, Vt.: Destiny Books.
  • Lovell, Nadia. 2002. Cord of Blood: Possession and the Making of Voodoo. London: Pluto Press.
  • Lucas, J. Olumide. 1996. The Religion of the Yoruba: Being an Account of the Religious Beliefs and Practices of the Yoruba People of Southwest Nigeria. Especially in Relation to the Religion of Egypt. Brooklyn, NY: Athelia Henrietta Press. [Originally published in 1948 in London by the Church Missionary Society Bookshop]
  • Mason, Michael Atwood. 2009, 2010, 2011, 2012. Baba Who? Babalú! Blog. http://baba-who-babalu-santeria.blogspot.com/
  • McKenzie, Peter. 1997. Hail Orisha! A Phenomenology of a West African Religion in the Mid-Nineteenth Century. Leiden, the Netherlands: Brill.
  • Ramos, Miguel “Willie.” 1996. Afro-Cuban Orisha Worship. In A. Lindsey, ed., Santería Aesthetics in Contemporary Latin American Art, pp. 51–76. Washington, DC: Smithsonian Institution Press.
  • Rosenthal, Judy. 1998. Possession, Ecstasy, and Law in Ewe Voodoo. Charlottesville: University of Virginia Press.
  • Thompson, Robert F (1993). Face of the Gods: Art and Altars of Africa and the African Americas. [S.l.]: The Museum for African Art. 334 páginas. ISBN 978-0-945802-13-6 
  • Verger, Pierre F. 1957. Notes sur le culte des orisa et vodun a Bahia, la Baie de tous les Saints, au Brésil, et à l’ancienne Côte des Esclaves en Afrique. Dakar: IFAN.
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  • Wenger, Susanne. 1983. A Life With the Gods in their Yoruba Homeland. Wörgl, Austria: Perlinger Verlag.
  • VERGER, Pierre. Orixás, Deuses Iorubás na Africa e no Novo Mundo (5ª ed.). Salvador: Currupio, 1997.
  • VERGER, Pierre. Notas sobre o culto aos orixás e voduns. São Paulo: Edusp, 1999.
  • José Beniste Mitos Yorubás - O outro lado do conhecimento. Editora Bertrand Brasil.
  • Grande Enciclopédia Larousse Cultural. São Paulo: Editora Nova Cultural Ltda., página 3. 1998. ISBN 85-13-00755-2

Ver tambémEditar

Referências

  1. Bastos, Wanja (2020). Entre o Mito e o Músculo: Dança dos Orixás e Cadeias. [S.l.]: Editora Appris 
  2. Verger, Pierre (2000). Notas sobre o culto de orixás e voduns. [S.l.]: Edusp 
  3. Verger, Pierre (2018). Orixás. [S.l.]: Fundação Pierre Verger 
  4. King, Babá. «Orixá Obaluaiye». Oduduwa Templo dos Orixás. Consultado em 7 de maio de 2020 
  5. VERGER, Pierre. Orixás, Deuses Iorubás na Africa e no Novo Mundo (5ª ed.). Salvador: Currupio, 1997.
  6. Vasconcellos, Renata. «Sapanna - Obaluaiye». Fundação Orisa Brasil. Consultado em 7 de maio de 2017 
  7. Gérald Berjonneau, Jean-Louis Sonnery (1997). Rediscovered masterpieces of African art. [S.l.]: Fondation Dapper 
  8. Figueiredo, José (1988). Mágico mundo dos orixás: rituais de raiz, mitologia dos totens e tabus, tradição lendária através dos séculos, sincretismo no Brasil. [S.l.]: Pallas 
  9. a b Juntos no Candomblé
  10. Thompson, Robert. Flash of the Spirit: African & Afro-American Art & Philosophy. [S.l.]: Knopf Doubleday Publishing 
  11. Mason 2010
  12. Brown 2003:138-39
  13. McKenzie 1997:417
  14. Wenger 1983:168
  15. Brown 2003:263
  16. Buckley 1985
  17. Idowu 1962:97
  18. Herskovits 1938, Vol. 2:142
  19. Mason 2009
  20. Idowu 1962:99; Mason 2010

Ligações externasEditar

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