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Ofensiva do Estado Livre Irlandês
Guerra Civil Irlandesa
Data 28 de junho – fim de agosto de 1922
Local Irlanda (principalmente na região de Muster, no sul)
Desfecho Vitória do Estado Livre Irlandês
Beligerantes
Forças Anti-tratado Exército do Estado Livre Irlandês
Comandantes
Liam Lynch Michael Collins  
Forças
~15 000 14 000
Baixas
300 mortos ou feridos[1]
6 000 prisioneiros[1]
185 mortos[1]
674 feridos[1]

A Ofensiva do Estado Livre Irlandês foi uma grande campanha militar que foi lutada entre julho e o começo de setembro de 1922, durante a Guerra Civil Irlandesa. Ela foi lançada pelo Exército Nacional do Estado Livre Irlandês contra forças rebeldes anti-tratado do Exército Republicano Irlandês (IRA) nas regiões sul e sudoeste da Irlanda.[2]

No começo da guerra civil, em junho de 1922, o governo do Estado Livre reuniu, na capital Dublin, a liderança de movimentos republicanos irlandeses que haviam aceitado o Tratado Anglo-Irlandês. Um novo exército nacional fora formado, composto, em sua maioria, por unidades do IRA que ainda eram leais ao novo governo. Eles também abriram alistamento para novos recrutas entre a população.[3]

Boa parte do interior do país estava sob controle de forças rebeldes do IRA que se opunham ao Tratado e não aceitavam a legitimidade do novo Estado que, segundo eles, usurpava a República Irlandesa, criada em 1919. A situação rapidamente chegou ao ponto de ruptura entre julho e agosto de 1922, quando o Comandante em Chefe das forças do Estado Livre, Michael Collins, lançou uma pesada ofensiva militar para reconquistar o terreno que estava em mãos de forças rebeldes.[4]

A ofensiva foi bem sucedida em tomar as principais cidades do sul do país e derrotaram as tropas rebeldes. Esta operação pôs fim aos grandes combates convencionais nesta guerra civil. Após a ofensiva, seguiu-se um periodo de dez meses de luta de guerrilhas, até que a facção anti-tratado do IRA se rendeu e a guerra oficialmente acabou.[5]

Em 22 de agosto de 1922, Michael Collins foi morto numa emboscada, organizada por rebeldes anti-tratado, em Béal na mBláth. Segundo informações de associados seus, Collins fora até lá para tentar convencer lideres locais do IRA a abandonar a luta armada contra o Estado Livre.[6]

Referências

  1. a b c d Meda Ryan, The day Micheal Collins was Shot, p147, Poolbeg 1989, ISBN 1-85371-738-X
  2. Paul V. Walsh, THE IRISH CIVIL WAR, 1922–1923: A MILITARY STUDY OF THE CONVENTIONAL PHASE, 28 JUNE – 11 AUGUST, 1922. Appendix M
  3. Terence O'Reilly, Rebel Heart: George Lennon: Flying Column Commander Mercier 2009, ISBN 1-85635-649-3 , p175-188
  4. Corbett, Jim Not While I have Ammo, The History of Connie Mackey, Defender of the Strand, Nonsuch, Dublin 2008, p99
  5. McIvor, Aidan (1994). A History of the Irish Naval Service. Dublin: Irish Academic Press. p. 46. ISBN 0-7165-2523-2 
  6. Hopkinson, Michael (1988). Green Against Green: The Irish Civil War. [S.l.]: Gill and Macmillan. ISBN 0-7171-1202-0