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Olavo
Rei da Suécia
Reinado c. 995 – c. 1022
Antecessor(a) Érico VI
Sucessor(a) Anundo Jacó
 
Esposa Astride dos Obotritas
Descendência Anundo Jacó
Ingegarda
Ilegítimos:
Emundo, o Velho
Astride
Casa Munsö
Nascimento c. 980
Morte c. 1022 (42 anos)
Pai Érico VI
Mãe Sigride, a Orgulhosa
Religião Cristianismo
(anteriormente paganismo)

Olavo ou Olavo, o Tesoureiro (em sueco: Olof Skötkonung; em nórdico antigo: Óláfr skautkonungr; c. 980 – c. 1022) foi o primeiro rei dos Suíones que também foi rei dos Gautas, e por essa razão é considerado por muitos o primeiro rei da Suécia. Reinou de aproximadamente 995 até sua morte em 1022, tendo chegado a reger durante um período - como "rei" (rex) e não apenas como "caudilho local" (hövding) - os territórios em redor dos lagos Mälaren e Vättern, abrangendo partes da Västergötland, Östergötland, vale do Mälaren e Uppland. Era o único filho do rei Érico, o Vitorioso e sua primeira esposa Sigride, a Orgulhosa. [1][2][3][4][5]

O pouco que se sabe de Olavo provém das sagas islandesas de Snorri Sturluson, das crônicas de Adão de Brema e da Lenda de Sigfrido. [6][7][8][4][carece de fontes?]

Foi o primeiro rei sueco a mandar cunhar moeda, tendo sobrevivido até os nossos dias algumas centenas dessas moedas fabricadas em Sigtuna, e contendo o nome Olof. [2][4]

Converteu-se ao cristianismo, tendo sido batizado em data incerta - 1008 ou antes de 995 - em Husaby, e tendo permanecido cristão durante o resto da sua vida. Promoveu a evangelização da Suécia. Morreu como mártir pelo cristianismo em 1022, estando sepultado na igreja de Husaby, na Gotalândia Ocidental (Västergötland). [9][3]

HistóriaEditar

O processo de emergência de um poder real na Suécia de Olavo o Tesoureiro, decorre paralelamente com processos idênticos na Dinamarca de Sueno Barba-Bifurcada e na Noruega de Olavo. As amizades e as hostilidades entre os três monarcas ajudaram a definir o poder e as limitações de cada um deles. Ao começo do seu reinado, Olavo se aliou com o rei dinamarquês Sueno Barba-Bifurcada e a aliança levou os dois a derrotar o rei norueguês Olavo na batalha de Svolder no ano de 1000.[11] Após a vitória, os dinamarqueses e suecos repartiram o território norueguês e Olavo recebeu Bohuslän e Sør-Trøndelag, territórios que terminariam sendo perdidos em conflitos bélicos posteriores. [3][2]

Na localidade de Sigtuna, Olavo mandou cunhar moeda com motivos cristãos, e com o seu nome - Olof. Estas moedas era uma forma simbólica de ele mostrar a sua ambição de poder. Alguns dizem precisamente que daí viria seu sobrenome Skötkonung, o qual significaria o rei tesoureiro. Skattkonnung poderia ser traduzido melhor como rei do tesouro, já que skatt significa imposto em sueco. Outro dizem que Skötkonung é uma alusão ao pagamento de impostos ou tributos ao rei da Dinamarca. Outras teorias afirmam que seu sobrenome vem de uma variação dialetal de Götkonnung, que significa, rei dos Gautas, povo que habitava a Gotalândia. Na saga islandesa Saga de Hervör, skötkonung deriva de sköte (colo) em alusão a Olof ainda ser criança quando foi elevado a rei, sendo levado ao colo pela mãe. [4][2]

Segundo a Lenda de Sigfrido, Olavo foi batizado em Husaby em 1008 por um missionário inglês chamado São Sigfrido. Outras fontes indicam outros batizadores, como é o caso de Saxo Grammaticus que indica um missionário chamado Bernhard. Olavo foi o rei que começou a cristianização da Suécia e durante o seu reinado estabeleceu a primeira diocese, em Skara, em 1014. [3][12]

De acordo com Adão de Brema[13], a cristianização que foi começada por Olavo gerou descontentamento entre os suecos pagãos, que o destronaram e em seu lugar puseram seu filho Anundo Jacó, que também era cristão. Já Snorri Sturlson explica que Olavo foi destronado devido à grande e cara guerra empreendida contra a Noruega, que de nada adiantou pois os suecos logo perderam a autoridade com as terras que comercializavam na costa oriental do Mar Báltico. Nos últimos anos de sua vida, Olavo reinou apenas em Gotalândia Ocidental.

Faleceu no inverno de 1021 ou 1022. Não se sabe exatamente onde foi sepultado, mas presume-se que em Skara ou Linköping.

Relações familiaresEditar

Foi filho de Érico VI da Suécia (c. 945 - c. 995) e de Sigride, a Orgulhosa (c. 965 — após 1014).

Olavo casou-se com Astride dos Obotritas, princesa "dos Obotritas[14][15]" (uma tribo eslava ocidental). Diz-se também que tinha uma amante, chamada Edla.

Filhos com Astride:

  1. Anundo Jacó da Suécia (1008–1050)
  2. Ingegerda da Suécia, foi casada com o príncipe Jaroslau I, o Sábio[16], o Sábio.
  • Filhos com Edla:
  1. Astride, foi casada com o rei Olavo II da Noruega.
  2. Emundo, o Velho, foi rei da Suécia.
  3. Holmfrido

Referências

  1. MELIN, Jan; JOHANSSON, Alf; HEDENBORG, Susanna (2006). «Järnåldern». Sveriges historia (em sueco). Estocolmo: Prisma. p. 38. ISBN 91-518-4666-7 
  2. a b c d Harrison, Dick (2009). «Vikingatiden». Sveriges historia. 600-1350 (em sueco). Estocolmo: Norstedts. p. 121-124. 502 páginas. ISBN 978-91-1-302377-9 
  3. a b c d Orrling, Karin (1995). «Olof Skötkonung». Vikingatidens ABC (ABC da Era Viking) (em sueco). Estocolmo: Museu Histórico de Estocolmo. p. 190. 328 páginas. ISBN 91-7192-984-3 
  4. a b c d Hans Gillingstam. «Olof "skötkonung"» (em sueco). Svenskt biografiskt lexikon (Riksarkivet) - Dicionário Biográfico Sueco (Arquivo Nacional Sueco). Consultado em 14 de janeiro de 2019 
  5. Ernby, Birgitta; Martin Gellerstam, Sven-Göran Malmgren, Per Axelsson, Thomas Fehrm (2001). «Olof Skötkonung». Norstedts första svenska ordbok (em sueco). Estocolmo: Norstedts ordbok. p. 449. 793 páginas. ISBN 91-7227-186-8 
  6. Åke Hyenstrand (1985). «Mäster Adam i Bremen och Sveriges sveoner och götar» (PDF). Fornvännen, Vitterhetsakademien (Academia Real Sueca das Letras, História e Antiguidades) (80). pp. 285–289. ISSN 0015-7813. Consultado em 14 de janeiro de 2019 
  7. Otto Janse (1959). «Har Emund den gamle sökt införa den grekisk-katolska läran i Sverige?» (PDF). Fornvännen, Vitterhetsakademien (Academia Real Sueca das Letras, História e Antiguidades) (53). pp. 118–124. ISSN 0015-7813. Consultado em 14 de janeiro de 2019 
  8. Bertil Nilsson (2003). «Kring några bortglömda tankar om Suigi och Olof Skötkonungs dop» (PDF). Fornvännen, Vitterhetsakademien (Academia Real Sueca das Letras, História e Antiguidades) (98). pp. 207–213. ISSN 0015-7813. Consultado em 14 de janeiro de 2019 
  9. MELIN, Jan; JOHANSSON, Alf; HEDENBORG, Susanna (2006). «Järnåldern». Sveriges historia (em sueco). Estocolmo: Prisma. p. 40. ISBN 91-518-4666-7 
  10. https://uu.diva-portal.org/smash/get/diva2:803114/FULLTEXT01.pdf
  11. Ernby, Birgitta; Martin Gellerstam, Sven-Göran Malmgren, Per Axelsson, Thomas Fehrm (2001). «Olof Skötkonung». Norstedts första svenska ordbokidioma= sueco. Estocolmo: Norstedts ordbok. p. 449. 793 páginas. ISBN 91-7227-186-8 
  12. Ernby, Birgitta; Martin Gellerstam, Sven-Göran Malmgren, Per Axelsson, Thomas Fehrm (2001). «Olof Skötkonung». Norstedts första svenska ordbok (em sueco). Estocolmo: Norstedts ordbok. p. 449. 793 páginas. ISBN 91-7227-186-8 
  13. Nova Enciclopédia Portuguesa, Ed. Publicações Ediclube, 1996.
  14. Herrmann, Joachim (1970). Die Slawen in Deutschland. Berlim: Akademie-Verlag GmbH  (em alemão)
  15. Turasiewicz, A., Dzieje polityczne Obodrzyców od IX wieku do utraty niepodległości w latach 1160 - 1164, Varsóvia 2004, ISBN 83-88508-65-2 (em polonês)
  16. Dicionário da Idade Média, Autor: Loyn, H; Editora: Jorge Zahar

FontesEditar

  • Nationalencyclopedin, vol.14, Bra Böcker AB, Höganäs, ISBN 91-7024-619-X
  • Olof Rei da Suécia (em inglês) FMG .
  • HEDIN, Gunnar. Sveriges kungar och drottningar under tusen år. Vimmerby: Företagsgruppen, 2002. p. 13. ISBN 91-631-2020-8
  • MELIN, Jan; JOHANSSON, Alf; HEDENBORG, Susanna (2006). Sveriges historia (em sueco). Estocolmo: Prisma. pp. 34, 37, 40, 53. ISBN 91-518-4666-7 
  • Hans Gillingstam. «Olof "skötkonung"». Arquivo Nacional Sueco. Consultado em 13 de julho de 2012 
Precedido por
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