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OpenStreetMap

base de dados geográficos livre
OpenStreetMap
Openstreetmap logo.svg
Site principal do OpenStreetMap
Slogan O Mapa do Mundo Colaborativo Gratuito
Proprietário(s) Comunidade OpenStreetMap
Requer pagamento? Não
Gênero Mapeamento colaborativo
Cadastro Necessário para colaborar
Lançamento 1 de julho de 2004; há 15 anos
Posição no Alexa Baixa 6,805 (junho de 2018)[1]
Endereço eletrónico http://www.openstreetmap.org

OpenStreetMap (OSM) é um projeto de mapeamento colaborativo para criar um mapa livre e editável do mundo, inspirado por sites como a Wikipédia. Traduzindo para português o nome significa Mapa Aberto de Ruas. Ele fornece dados a centenas de sites na internet, aplicações de celular e outros dispositivos.[2]

Os mapas foram desenvolvidos e são mantidos com rigor por sua comunidade voluntária de mapeadores, que inserem e revisam dados de receptores GPS portáteis, fotografias aéreas, imagens de satélite e outras fontes livres. Os mapeadores, com seu conhecimento local, editam os mapas com softwares abertos como o iD ou o JOSM. A comunidade mais ampla, também confere e confirma os dados pela interface do próprio site Openstreetmap.org.

Todos os mapas, dados descritivos, e metadados ofertados pelo OSM são dados abertos, disponíveis sob a licença Open Database License.[3] Além da comunidade que doa as informações postadas, quando faz uso de outras fontes (imagens obtidas por processamento dos dados, tabelas e outros) são compatíveis com a sua licença. Os dados são formalmente operados pela OpenStreetMap Foundation (OSMF) em nome da comunidade de mapeadores.[2]

Índice

HistóriaEditar

O OpenStreetMap foi fundado em Julho de 2004 por Steve Coast. Em Abril de 2006, uma fundação foi estabelecida para encorajar o crescimento, desenvolvimento e distribuição de dados geoespaciais livres e fornecê-los a quem quiser para usar e partilhar. Em Dezembro de 2006, a Yahoo confirmou que o OSM podia usar as suas imagens aéreas como fundo para a produção de mapas.[4]

Em Abril de 2007, a Automotive Navigation Data deu ao projecto um conjunto completo de estradas para os Países Baixos e de auto-estradas para a Índia e China[5] e em Julho de 2007, quando a primeira conferência internacional, The State of the Map, aconteceu, havia 9000 utilizadores registrados. Patrocinadores do evento incluíram Google, Yahoo e Multimap. Em Agosto de 2007, um projecto independente, OpenAerialMap, foi lançado para guardar a base de dados de imagens aéreas disponíveis em licença aberta[6] e em Outubro de 2007, o OSM completou a importação de dados do sistema TIGER dos Estados Unidos da América.[7] Em Dezembro de 2007, a Universidade de Oxford tornou-se na primeira grande organização a usar o OpenStreetMap na sua página.[8]

Em Janeiro de 2008, foi adicionada a funcionalidade de descarregar mapas para uma unidade GPS para serem usados por ciclistas.[9] Em Fevereiro de 2008, uma série de reuniões de trabalho teve lugar na Índia.[10] Em Março, dois fundadores anunciaram que receberam capital de risco de 2,4 milhões de euros.[11]

Em Agosto de 2008, depois da segunda conferência, The State of the Map, havia mais de 50 mil utilizadores registrados em que mais de 5000 são contribuintes activos.[12]

Em novembro de 2010, Bing mudou sua licença para permitir o uso de suas imagens de satélite para fazer mapas.[13]

Em 2012, o lançamento de preços para Google Maps levou vários sites proeminentes a mudar de seu serviço para OpenStreetMap e outros concorrentes.[14] . Alguns dos principais foram Foursquare, Craigslist que adotaram o OpenStreetMap, e Apple, que terminou um contrato com o Google e lançou uma plataforma de mapeamento auto-construída que usa TomTom e OpenStreetMap.[15]

Produção de mapasEditar

 
Gravação de um histórico GPS.

TécnicaEditar

O mapa inicial foi todo construído por voluntários fazendo passeios com uma unidade GPS de mão e um caderno de apontamentos ou um gravador de voz. Estes dados eram depois introduzidos na base de dados por meio de um computador.

Mais recentemente, a disponibilidade de fotografias aéreas e outras fontes, comerciais e governamentais, de dados têm aumentado a velocidade do trabalho e ajudado na captura de dados no local com mais exactidão.

Quando grandes bases de dados estão disponíveis, um equipa técnica vai gerir a conversão e importação dos dados.

Incursões locais estruturadasEditar

 
Raw GPS data (tracklogs) for Hedge End

As incursões são realizadas por um voluntário a pé, de bicicleta ou de carro, apesar de uma bicicleta ser o modo predilecto de muitos voluntários em zonas urbanas, usando um receptor de GPS e uma combinação de um livro de apontamentos, gravador de voz, uma câmara fotográfica e questionando os habitantes locais. Alguns voluntários mais empenhados têm mapeado sistematicamente vilas inteiras durante um período de tempo. Festas de mapeamento são organizadas para juntar várias pessoas numa área particular numa noite ou um fim de semana para mapear essa área.

Em adição às incursões estruturadas, um grande número de pequenas edições são feitas por contribuintes para corrigir erros ou adicionar pormenores.

Existem também eventos chamados em inglês de "mapping parties" (festas de mapeamento, em tradução literal), em que vários voluntários se reúnem com o intuito de mapear rapidamente uma determinada região.

Fontes governamentaisEditar

Algumas agências governamentais têm libertado oficialmente dados sob licenças apropriadas. Muitos destes dados provêm dos Estados Unidos da América, onde é exigido ao governo federal que facilite tais dados ao público.

Várias autoridades também têm disponibilizado fotografias aéreas sob licenças adequadas através do OpenAerialMap.

A agência britânica Ordnance Survey é exigida devido à sua constituição a vender os seus dados e não está disponível a contribuir com os seus dados para o projecto.[16] No entanto, a organização está a repensar a sua estrutura de forma a tornar os dados mais disponíveis.[17] Em 2006, o jornal The Guardian lançou uma campanha 'Free our data' (Libertem os nossos dados) para argumentar para libertar dados governamentais, incluindo dados de mapas.[18]

Mapas cujos direitos de autor expiraram podem ser uma boa fonte de informações acerca de pormenores que não mudam frequentemente.

Fontes comerciaisEditar

Algumas companhias comerciais têm doado dados para o projecto em licenças adequadas. Notavelmente, a Automotive Navigation Data (AND) deu ao projecto um conjunto completo de estradas para os Países Baixos e de auto-estradas para a Índia e China.

A empresa Yahoo! confirmou que o projecto OpenStreetMap pode utilizar as suas imagens aéreas e estas estão agora disponíveis dentro da secção "Edit" (Editar) do editor online, Potlatch, como um fundo. Os contribuintes podem criar os seus mapas como uma trabalho derivado, licenciado com uma licença livre e aberta.[19]

LicençaEditar

A base de dados OpenStreetMapEditar

Os dados de OpenStreetMap são publicados usando uma licença Open Database License.[3]

Dados introduzidosEditar

Todos os dados introduzidos precisam de ter uma licença compatível com a Creative Commons Attribution-Share Alike. Isto pode incluir informação com direitos de autor expirados, domínio público ou outras licenças. Todos os contribuintes têm de se registar no projecto e concordar em fornecer dados na licença Creative Commons 2.0 SA ou determinar que a licença da fonte é adequada. Isto envolve examinar licenças de fontes governamentais para verificar compatibilidade. Dados sem licença são especialmente danosos para um mapa, pois a única maneira de provar que nenhum dado veio de fontes sem licença é revertendo toda a área para antes da edição dos dados questionáveis.

ComunidadeEditar

BrasilEditar

Veja WikiProject Brazil

A comunidade brasileira no OpenStreetMap está crescendo e se estruturando. Algumas capitais, como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte já têm um progresso considerável em alguns bairros, bem como certas cidades do interior, como Santa Maria (RS).[20] De modo geral, as ruas e seus nomes já estão caminhando para o nível completo. Alguns locais já tem intenso mapeamento de pontos de interesse, numeração de casas, desenho de casas, áreas de mato, uso da terra.

PortugalEditar

Veja WikiProject Portugal

AngolaEditar

Veja WikiProject Angola

MoçambiqueEditar

Veja WikiProject Mozambique

Usos do OpenStreetMapEditar

Como os dados brutos do OpenStreetMap são disponibilizados sobre licença OdbL,[21] isto abre portas para infinitas possibilidades. Exemplos de uso do OpenStretMap:

  • Navegação GPS;[22]
  • Estudo de geografia e mapeamento para escolas e faculdades;
  • Mapas com os dados do OSM utilizando aplicações GIS, como o QGis;
  • Projetos em ferramentas CAD;
  • Estudos estatísticos sobre locais;
  • Criar mapas para ilustrar a Wikipédia.[23]

Ver tambémEditar

Referências

  1. «Openstreetmap.org Traffic Statistics». Alexa. Consultado em 24 de junho de 2018 
  2. a b http://www.openstreetmap.org/about
  3. a b RWeait (12 de setembro de 2012). «OpenStreetMap data license is ODbL v1.0». OSM Foundation. Consultado em 5 de novembro de 2012 
  4. «Cópia arquivada». Consultado em 14 de janeiro de 2009. Arquivado do original em 30 de março de 2009 
  5. http://www.opengeodata.org/?p=223
  6. «Cópia arquivada». Consultado em 14 de janeiro de 2009. Arquivado do original em 15 de fevereiro de 2012 
  7. http://www.linux.com/feature/119493?theme=print
  8. http://geothought.blogspot.com/2007/12/oxford-university-using-openstreetmap.html
  9. «Cópia arquivada». Consultado em 14 de janeiro de 2009. Arquivado do original em 7 de agosto de 2008 
  10. openstreetmap:India
  11. «Cópia arquivada». Consultado em 14 de janeiro de 2009. Arquivado do original em 15 de fevereiro de 2012 
  12. «Cópia arquivada». Consultado em 14 de janeiro de 2009. Arquivado do original em 18 de dezembro de 2008 
  13. «Bing envolve a comunidade de mapas abertos». 23 de novembro de 2010 
  14. Fossum, Mike (20 de março de 2012). «Websites ignorando o Google Maps devido a taxas». Consultado em 13 de novembro de 2012 
  15. Ingraham, Nathan (11 de junho de 2012). «Apple usando dados TomTom e OpenStreetMap no iOS 6 Maps app». Consultado em 13 de novembro de 2012 
  16. «Cópia arquivada». Consultado em 14 de janeiro de 2009. Arquivado do original em 2 de fevereiro de 2011 
  17. «Cópia arquivada». Consultado em 14 de janeiro de 2009. Arquivado do original em 3 de setembro de 2009 
  18. http://www.guardian.co.uk/society/2006/mar/23/epublic.technology
  19. Steve Coast (4 de dezembro de 2006). «Yahoo! aerial imagery in OSM». OpenGeoData. Consultado em 23 de julho de 2008. Arquivado do original em 30 de março de 2009 
  20. O município de Santa Maria no OSM
  21. Copyright do OSM
  22. Projeto CocarDL disponibiliza maps GPS feitos com dados do OSM para download
  23. Exemplo de mapa criado com dados do OSM para ilustrar artigo sobre distrito

Ligações externasEditar