Operação Barracuda

A Operação Barracuda (em francês: Opération Barracuda) foi uma operação militar das Forças Armadas da França com o objetivo de apoiar o presidente David Dacko recém-instalado no poder na República Centro-Africana após a Operação Caban de 21 de setembro de 1979[1], um golpe de Estado no qual Bokassa foi deposto.

A Operação Barracuda foi liderada pelo coronel Bernard Degenne, baseado em Ndjamena, capital do Chade, que enviou o codinome "Barracudas" para quatro helicópteros Puma e quatro aviões de transporte militar Transall, transportando elementos do 8.º Regimento de Paraquedistas da Infantaria da Marinha, a Bangui. Ao meio dia, uma companhia do 3.º Regimento de Paraquedistas da Infantaria da Marinha de Libreville, Gabão, seria implantada por sua vez na capital centro-africana.[2].

O nome Barracuda foi dado rapidamente aos soldados franceses que participaram da operação.

Até novembro de 1979, a Operação Barracuda tem como objetivo proteger os cidadãos franceses e o novo governo além de apoiar as Forças Armadas da República Centro-Africana (em francês: Forces armées centrafricaines, FACA) em suas missões de manutenção da ordem. Em seguida, procura reconstruir e instruir as Forças Armadas da República Centro-Africana para que possam garantir a estabilidade do país. A Operação Barracuda termina em junho de 1981, sendo substituída pelos «eléments français d'assistances opérationnelle» (EFAO), que estarão presentes na República Centro-Africana até 1998.[3]

Ver tambémEditar

Referências

  1. REPUBLIQUE CENTRAFRICAINE: Caban et Barracuda (20 - 21 septembre 1979)
  2. Stephen Smith et Géraldine Faes, Bokassa Ier : un empereur français, Paris, Calmann-Lévy, 2000 ISBN 2-7021-3028-3.
  3. Centre de doctrine d'emploi des forces (setembro de 2015). «50 ans d'OPEX en Afrique (1964-2014)» (PDF). Cahier du Retex (em francês): 30-31. Consultado em 7 de setembro de 2017. Arquivado do original (PDF) em 5 de janeiro de 2017