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Operação Michael

Operação Michael
Parte da Frente Ocidental da Primeira Guerra Mundial
IR15 - Somme 1918.jpg
Tropas alemãs avançando em direção ao rio Somme.
Data 21 de março5 de abril de 1918
Local Altos da França
Desfecho Fracasso operacional alemão, apesar do terreno conquistado.
Combatentes
Flag of the German Empire.svg Império Alemão Reino Unido Império Britânico

França França
Flag of the United States (1912-1959).svg Estados Unidos

Líderes e comandantes
Flag of the German Empire.svg Erich Ludendorff Reino Unido Douglas Haig
França Ferdinand Foch
Forças
72 divisões
(pelo menos 950 000 homens)
52 divisões
(pelo menos 700 000 homens)
Vítimas
35 163 mortos
181 694 feridos
22 701 desaparecidos
Mortos, feridos ou desaparecidos:
177 739 britânicos
77 000 franceses
Artilharia pesada britânica, perto de La Boisselle, disparando contra posições alemãs, em março de 1918.

A Operação Michael foi uma grande ofensiva militar feita pelo exército imperial alemão durante a Primeira Guerra Mundial que acabou sendo a primeira ação da chamada Ofensiva de Primavera, ao fim de março de 1918. Foi lançada a partir da linha Hindenburg, nas cercanias de Saint-Quentin, no nordeste da França. O objetivo era quebrar as linhas defensivas dos Aliados e avançar ao norte em direção aos portos franceses do Canal da Mancha, que supriam e garantiam a permanência da Força Expedicionária Britânica na guerra. Após dois dias de ofensivas, o general Ludendorff, o comandante-em-chefe das força alemãs, modificou seu plano de ação e passou a focar seus ataques no oeste, ao longo de todo a frente de batalha britânica ao norte do Rio Somme. O objetivo era separar os exércitos francês e britânico e, eventualmente, esmagar a Força Expedicionária Britânica e expulsa-la da França. A ofensiva terminou em Villers-Bretonneux, a leste do centro de comunicação dos Aliados em Amiens, onde os britânicos e franceses conseguiram deter o avanço alemão; ambos os lados sofreram pesadas baixas, mas as perdas alemãs foram particularmente mais sentidas, além do fato de que o exército do país havia avançado alem de suas capacidades de se manter abastecido.[1][2]

Os alemães realizaram preparações minuciosas para suas ofensivas na primavera, como novas táticas de infiltração e técnicas inovadoras de artilharia de barragem e melhor treinamento dos recrutas, além de terem passado meses mobilizando milhares de homens e equipamentos. O gradual fim dos combates na Frente Oriental, especialmente após a assinatura do Tratado de Brest-Litovski, liberou dezenas de divisões que agora poderiam se mover do leste para a luta no oeste.[3]

A maioria dos combates aconteceram na zona rural e no que sobrou das florestas após a Batalha do Somme de 1916. Os alemães começaram sua ofensiva em 21 de março de 1918, com intensos bombardeios de artilharia, apoiados por aviões de combate. A infantaria avançou de forma rápida e, ao contrário de outras ofensivas na guerra, os alemães não adotaram a doutrina de "avançar a todo o custo", preferindo concentrar seus ataques em áreas onde julgavam que o inimigo não poderia montar uma boa defesa. Os britânicos e franceses, contudo, foram rápidos a se adaptar ao novo cenário de guerra. Apesar das devastadoras perdas sofridas pelos Aliados, a chegada da Força Expedicionária dos Estados Unidos garantiu o fluxo interminável de soldados a Entente, enquanto o exército alemão era quase incapaz de repor suas baixas. A 5 de abril, o general Ludendorff suspendeu a ofensiva.[4]

Apesar de terem tomado 3,100 km² de território do inimigo, as perdas alemães contrabalancearam negativamente qualquer ganho tático destes. No final, a operação Michael foi um fracasso operacional e tático, marcando o começo do fim da Alemanha na Primeira Grande Guerra. De fato, em agosto de 1918, todos estes ganhos territoriais já haviam sido perdidos após a segunda batalha do Somme, dentro da chamada Ofensiva dos Cem Dias.[1]

Referências

  1. a b Cruttwell, C. R. M. F. (1982) [1940]. A History of the Great War 1914–1918 repr. ed. Londres: Granada. ISBN 0-586-08398-7 
  2. Marix Evans, M. (2002). 1918: The Year of Victories. Londres: Arcturus. ISBN 0-572-02838-5 
  3. Churchill, W. S. C. (1928) [1923–1931]. The World Crisis Odhams ed. Londres: Thornton Butterworth. OCLC 4945014 
  4. Edmonds, J. E.; et al. (1995) [1937]. Military Operations France and Belgium, 1918: March–April: Continuation of the German Offensives. Col: History of the Great War Based on Official Documents, by Direction of the Historical Section of the Committee of Imperial Defence. II Imperial War Museum & Battery Press ed. Londres: Macmillan. ISBN 0-89839-223-3 

BibliografiaEditar

  • Jones, H. A. (2002) [1934]. The War in the Air Being the Part Played in the Great War by the Royal Air Force. Col: History of the Great War Based on Official Documents by Direction of the Historical Section of the Committee of Imperial Defence. IV Naval & Military Press ed. Londres: Clarendon Press. ISBN 1-84342-415-0. Consultado em 12 de março de 2018 
  • Prior, R.; Wilson, T. (1999). «Winning the War». In: Dennis, P.; Grey, J. 1918 Defining Victory: Proceedings of the Chief of Army's History Conference Held at the National Convention Centre, Canberra, 29 September 1998. Canberra: Army History Unit. ISBN 0-73170-510-6 
  • Roberts, P.; Tucker, S., eds. (2005). The Encyclopedia of World War I: A Political, Social and Military History. Santa Barbara, CA: ABC-CLIO. ISBN 978-1-85109-420-2 
  • Yeates, V. M. (1974) [1934]. Winged Victory Mayflower ed. Londres: Jonathan Cape. ISBN 0-58312-287-6 
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