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Operação O Recebedor

MandadosEditar

Foram cumpridos 44 mandados de busca e apreensão e sete mandados de condução coercitiva em Goiás e em mais seis unidades da federação. Participaram da operação 180 policiais federais.[2]

AtuaçãoEditar

A Polícia Federal e Ministério Público Federal em Goiás (MPF-GO) encontraram indícios de pagamento de propina, formação de cartel e superfaturamento em obras de ferrovias. A Operação "O Recebedor" investiga mais de R$ 630 milhões em desvios somente em Goiás, entre 2006 e 2011.[1] “Nós temos alguns inquéritos em andamento e outros encerrados que apuraram o superfaturamento das obras da Ferrovia Norte-Sul e Leste-Oeste, apenas nos trechos goianos, em média de R$ 600 milhões”, afirmou o delegado Ramon Menezes, presidente do inquérito junto à PF.[1][3]

De acordo com as investigações, empreiteiras combinavam entre si os valores dos lances que seriam dados durante as licitações para as obras das ferrovias, o que configura o cartel.[1]

Acordo de leniênciaEditar

O esquema começou a ser investigado após um acordo de leniência firmado com a construtora Camargo Corrêa. Em acordos do tipo, uma empresa envolvida em algum tipo de ilegalidade denuncia o esquema e se compromete a auxiliar um órgão público na investigação. Em troca, pode receber benefícios, como redução de pena e até isenção do pagamento de multa.[1]

Devolução de recursosEditar

Segundo o MPF-GO, a Camargo Corrêa se comprometeu a restituir 700 milhões de reais aos cofres públicos, dos quais 75 milhões de reais destinados a ressarcir os danos acusados à Valec.[1]

Ver tambémEditar

Referências

  1. a b c d e f Camila Borges e Murillo Velasco (26 de fevereiro de 2016). «PF investiga superfaturamento e cartel em obras de ferrovias». G1. Consultado em 9 de março de 2016 
  2. «Deflagrada operação "O Recebedor" em Goiás». Ministério Público Federal. 26 de fevereiro de 2016. Consultado em 9 de março de 2016 
  3. Bela Megale e Flávio Ferreira. «Operação ligado à Lava Jato investiga desvio de R$ 630 milhões em ferrovias». Folha de S.Paulo. Consultado em 9 de março de 2016 

Ligações externasEditar