Opus Gay

HistóriaEditar

A Opus Diversidades (ex-Opus Gay, e registada como Obra Gay Associação) é uma Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS) e uma Organização Não-Governamental (ONG), sem Fins Lucrativos, reconhecida como Pessoa Colectiva de Utilidade Pública, desde 2009.

Foi fundada a 28 de Junho de 1997 por António Serzedelo [1] (registada notarialmente por escritura em 9 de Abril de 1998), dia do Orgulho LGBTI+ e dia do 28º aniversário da Revolta de Stonewall, tendo como base o conceito de que o individuo e a sociedade são entidades inseparáveis no contexto psicossocial. O seu fundador é actualmente o mais antigo activista LGBT em Portugal, e o principal autor do Manifesto de Acção Homossexual Revolucionária (MAHR) – Liberdade para as Minorias Sexuais, publicado logo a seguir ao 25 de Abril de 1974 [2].

A Associação surgiu no âmbito da conjuntura social e reivindicativa dos direitos universais de liberdade e igualdade, que as profundas mudanças na concepção de orientação sexual e identidade de género, das últimas décadas do século XX, veio ajudar a consubstanciar.

Além do trabalho associativo directo (de vários, destaca-se nos seus primórdios a organização da primeira conferência da ILGA Europa em Portugal, de 23 a 27 de Outubro de 2002 [3]), a associação promoveu no passado um programa de rádio, Vidas Alternativas, que começou na Rádio Voxx em 1999 [4]. Após a extinção da rádio em 2004 passou para emissão online [5] sendo actualmente difundido por diversas rádios locais como a Rádio Universitária do Algarve [6].

DirecçõesEditar

Desde a sua fundação, a esmagadora maioria das Direcções foram presididas pelo fundador, António Serzedelo, exceptuando-se um único mandato, no período 2006/2007, presidida por Valter Filipe.

A partir de Junho de 2020 e até 2023, iniciou funções uma nova Direcção, presidida por Hélder Bértolo, acompanhado pela Vice-Presidência de Larissa Belo e Paulo Rainho.

Trabalho DesenvolvidoEditar

Objetivo da AssociaçãoEditar

A Opus Diversidades procurou sempre, quer pelo debate sociopolítico, quer por protocolos com outras instituições, implementar medidas activas, de apoio e defesa dos direitos das comunidades LGBTI+, nos domínios da saúde, do trabalho, da família, da educação e lutar pela eliminação de qualquer tipo de discriminação ou assédio. Desta forma, é uma referência internacional em questões sobre a comunidade LGBTQI+ [7] [8] [9] [10].

Actualmente, a Direcção da Opus Diversidades definiu que a sua acção seria direccionada para, não exceptuando a comunidade LGBTQI+, o apoio psicossocial da comunidade LGBTQI+ sénior, de pessoas transexuais e intersexo, lésbicas, migrantes e requerentes de asilo, propondo, ainda, aliar-se a projectos de consciencialização para a importância de uma interacção ecológica positiva entre o ser humano e o meio ambiente (integrante da Rede Stop UE-Mercosul [11]).

NetworkingEditar

Todo o trabalho da Associação nos últimos anos levou à criação de boas relações junto de colectivos LGBTQI+ formais/informais a nível nacional/internacional, e organismos oficiais como o Instituto da Segurança Social, a Câmara Municipal de Lisboa, e a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. Um destes exemplos foi a participação na audição parlamentar sobre pessoas transexuais [12].

Iniciativa Continuamos a Marchar - Rede Solidária LGBTI+ da MOLEditar

A Marcha do Orgulho LGBTI+ de Lisboa (MOL) é anualmente organizada por uma Comissão Organizadora (CO), um grupo de colectivos informais e associações formais nacionais. Em 2020, e devido à pandemia de SARS-CoV-2, a CO da MOL (onde a Opus Diversidades esteve integrada) decidiu não levar a Marcha do Orgulho para as ruas, mas criou no seu lugar uma iniciativa de apoio solidário com o nome Continuamos A Marchar. Dentro desta iniciativa, muitos fundos de donativos que a MOL detinha, foram passados para movimentos de apoio às comunidades LGBTI+, comunidades de pessoas racializadas, comunidades Roma e pessoas trabalhadoras do sexo.

Dentro da própria MOL, uma parte destes fundos alimentou a criação e funcionamento da Rede Solidária LGBTI+, um mecanismo informal de acompanhamento e apoio de pares, tendo a Opus Diversidades participado activamente no seio desta Rede, ajudando a prestar apoio a pessoas em necessidade [13] [14] [15] [16].

Notas e referências

Ligações externasEditar

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