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Lista de órgãos científicos que rejeitam o design inteligente

artigo de lista da Wikimedia

Órgãos do BrasilEditar

Ministério da Educação e Cultura (MEC)Editar

O Ministério da Educação manifestou-se em 2006 contra ensino do criacionismo ou qualquer teoria criacionista nas escolas do país. Para o MEC, o modelo criacionista não deve ser apresentado em aulas de ciências, como fazem alguns colégios privados e faculdades, em geral confessionais (ligados a uma crença religiosa). O entendimento do MEC é semelhante ao dos pesquisadores contrários ao criacionismo: o modelo não pode ser considerado teoria científica por não estar baseado em evidências (preceito tido como básico para se definir o que é ciência). A secretária da Educação Básica do Ministério da Educação, Maria do Pilar[1] [2] afirmou que:

"A nossa posição é objetiva: criacionismo pode e deve ser discutido nas aulas de religião, como visão teológica, nunca nas aulas de ciências." (...) "[O ensino do criacionismo como ciência] é uma posição que consideramos incoerente com o ambiente de uma escola em que se busca o conhecimento científico e se incentiva a pesquisa." - Ministério da Educação e Cultura.

Academia Brasileira de Ciências (ABC)Editar

A Academia Brasileira de Ciências congrega os mais eminentes cientistas nas Ciências Matemáticas, Físicas, Químicas, da Terra, Biológicas, Biomédicas, da Saúde, Agrárias, da Engenharia e Sociais do Brasil. A ABC divulgou um manifesto feito pelos seus membros, repudiando o design Inteligente[3]:

"O grupo de Membros da Academia Brasileira de Ciências signatário desta correspondência, atuantes na área de Genética, manifesta a sua preocupação com a tentativa de popularização de ideias retrógradas que afrontam o método científico, fundamentadas no criacionismo, também chamado como 'design inteligente'. (...) Sentimo-nos afrontados pela divulgação de conceitos sem fundamentação científica por pesquisadores de reconhecido saber em outras áreas da Ciência" - Academia Brasileira de Ciências.

Sociedade Brasileira de Genética (SBG)Editar

A SBG dirigiu ao público, um comunicado abordando que não existe qualquer respaldo científico para ideias criacionistas que vêm sendo divulgadas em escolas, universidades e meios de comunicação. O objetivo desse comunicado foi esclarecer à sociedade brasileira sobre as falácias criacionistas e evitar prejuízos no médio e longo prazo ao ensino científico e à formação dos jovens no país.[4] A Sociedade Brasileira de Genética deixa claro:

"Esta manifestação da SBG visa comunicar de forma muito clara à Sociedade Brasileira que não existe qualquer respaldo científico para ideias criacionistas (incluindo o Design Inteligente) que têm sido divulgadas em algumas escolas, universidades e meios de comunicação. Entendemos que explicações baseadas na fé e crença religiosa, e no sobrenatural podem ser interessantes e reconfortantes para muitas pessoas, mas não fazem parte do conteúdo da pesquisa ou de disciplinas científicas nas áreas de Biologia, Química, Física etc" - Sociedade Brasileira de Genética.

Sociedade Brasileira de Paleontologia (SBP)Editar

A SBP emitiu um manifesto reforçando que os dados paleontológicos respaldam enfaticamente a realidade da Evolução Biológica. Nesse manifesto, a SBP aborda que o design inteligente é uma pseudociência que não têm artigos publicados em revistas reconhecidas pela comunidade acadêmica e que fica claro que design inteligente não deve ser ensinado nas escolas.[5] A sociedade Brasileira de Paleontologia deixa claro:

"A Sociedade Brasileira de Paleontologia vem a público esclarecer que declarações de grupos criacionistas e defensores do chamado “Design Inteligente” acerca de Paleontologia, Evolução, origem do Universo e da Vida não possuem respaldo na comunidade acadêmica e não devem ser consideradas de natureza científica.Tais declarações são comumente enganosas e prestam um desserviço à sociedade brasileira, que muitas vezes possui poucas ferramentas para identificar os equívocos veiculados" - Sociedade Brasileira de Paleontologia.

Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC)Editar

A SBPC emitiu um manifesto contra um projeto que visava o ensino do criacionismo nas escolas, abordou-se que a evolução é apoiada pela descoberta de fósseis, que revelaram mudanças nas espécies ao longo do tempo. O registro fóssil, a pesquisa com DNA, a evidência de que espécies têm ancestrais comuns, entre outras descobertas, somam evidências fortes que a evolução pela seleção natural é como a vida na Terra surgiu e se tornou diversa. A SBPC aborda que "os argumentos criacionistas são baseados em crenças acerca de uma entidade de fora do mundo natural. Não pode ser investigado pela ciência, que somente investiga os fenômenos que ocorrem naturalmente" e conclui que "definitivamente, não há como inserir o criacionismo no conteúdo de disciplinas científicas, para que não prejudique o ensino científico de boa qualidade no Brasil.[6]

Associação Brasileira de Ensino de Biologia (SBENBIO)Editar

A associação SBENBIO em conjunto com a ABRAPEC, manifestou-se contra um Projeto de Lei para o ensino do criacionismo nas escolas. A carta aberta assinada pela presidente da ABRAPEC e pelo presidente da SBEnBio, traz uma série de razões pelas quais as entidades são contrárias ao projeto.[7]

Associação Brasileira de Pesquisa em Educação em Ciências (ABRAPEC)Editar

A associação ABRAPEC em conjunto com a SBEnBio expressaram publicamente sua posição contrária ao Projeto de Lei 8099/2014 de 2014 que tornaria obrigatório o ensino do criacionismo na educação básica pública e privada do Brasil. No manifesto, os mesmos elucidaram as razões pelas quais rejeitam o projeto de lei apresentado pelo deputado Marco Feliciano.[7] A carta aberta aborda que:

"O projeto de lei apresentado pelo deputado Marco Feliciano representa uma tentativa de ingerência indevida do proselitismo religioso na educação básica pública e privada. Nós, professores e pesquisadores que trabalhamos com o ensino de Ciências, envolvidos verdadeiramente em todos os debates relacionados à sua construção e diálogo com outras perspectivas, só podemos rejeitá-lo" - Associação Brasileira de Pesquisa em Educação em Ciências.

Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)Editar

A equipe de professores da UFRGS publicou um manifesto de resposta repudiando os posicionamentos do grupo brasileiro do Design Inteligente em um manifesto feito pelos mesmos e alertando o público que a TDI não pode ser considerada científica. O manifesto de resposta abordou que o design inteligente é inconsistente com diversas áreas da ciência, desde a Geologia de Petróleo (que preconiza em suas previsões a evolução da vida) até as Ciências da Vida e que a alegação de que a teoria evolutiva apresenta inconsistências graves é apresentada de forma distorcida no manifesto da TDI Brasil.[8] A réplica aborda que:

"A TDI não se apresenta como uma alternativa à teoria evolutiva tanto por ela não ser aceita por grande parte da comunidade científica (ver anexo), quanto por não se configurar como uma teoria científica. A ciência é inerentemente limitada a fornecer descrições e/ou explicações naturais sobre o mundo e não se relaciona com alegações sobrenaturais. Por esse motivo, teorias como a do design inteligente são imediatamente descartadas como ciência, pois possuem uma dependência explícita ou implícita a causas sobrenaturais" - Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)Editar

A equipe de professores da UNICAMP enviaram diversos e-mails repudiando os posicionamentos da própria instituição de ensino a cerca do “1° Fórum de Filosofia e Ciência das Origens”, onde iria reunir cinco convidados ligados ao “criacionismo científico” para falar sobre filosofia e ciência. Algumas manifestações de resposta abordaram que é embaraçoso para uma universidade estadual dar credibilidade para esse tipo de evento e que o mesmo se trata de uma doutrina não científica que deve ser feita somente em igrejas[9]:

"O 1° Fórum de Filosofia e Ciência das Origens, na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), foi cancelado na véspera, sob uma enxurrada de e-mails indignados de professores da própria instituição de ensino, uma das mais respeitadas do País. O motivo? Os cinco convidados a falar sobre filosofia e ciência eram nomes ligados ao “criacionismo científico”, que nega a teoria da evolução de Charles Darwin, mas, ainda assim, busca evidências científicas para desvendar o universo – sem contradizer a existência de Deus ou os preceitos da Bíblia. “Que façam isso numa igreja”, disse o professor de física Leandro Tessler. “É embaraçoso dar credibilidade a esse tipo de doutrina não científica." - Revista ISTO É.

Sociedade Brasileira de Física (SBF)Editar

A Sociedade Brasileira de Física, lançou um manifesto, aprovado por seu Conselho e sua Diretoria, em favor de um ensino pleno, sem restrições ao conhecimento ou à liberdade de expressão e em repúdio ao movimento Escola Sem Partido. De acordo com a manifestação da SBF, o movimento deve ser repelido, pois pode se tornar um perigoso instrumento para ameaçar o ensino de ciência nas escolas e pode levar a situações inaceitáveis em termos educacionais, como restrição ao ensino da teoria da evolução das espécies, à perspectiva de gênero e a temas afins ao multiculturalismo[10]. O manifesto aborda que:

"Numa situação extrema, sofremos o risco de ver a teoria da evolução, a perspectiva de gênero, ou temas afins com o multiculturalismo serem vetados nas escolas. O que nos garante que uma teoria tal como a do Big Bang não possa ser vetada futuramente em escolas, por contradizer valores religiosos, que obviamente devem ser respeitados, mas que não podem se impor sobre outras formas de ver o mundo? [...] Assim, nos posicionamos totalmente contra iniciativas que possam vir a reprimir a discussão e liberdade de expressão, valores fundamentais numa democracia e imperativos para o desenvolvimento de qualquer nação" - Sociedade Brasileira de Física.

Órgãos dos Estados UnidosEditar

American Association for the Advancement of Science (AAAS)Editar

A American Association for the Advancement of Science (AAAS) É a maior sociedade científica geral do mundo, serve cerca de 262 sociedades afiliadas e academias de ciência, atendendo a 10 milhões de indivíduos. Uma declaração de 2002 afirma: A falta de garantia científica para a chamada" teoria do design inteligente" torna impróprio inclui-la como parte da educação científica.[11] Uma declaração de 2006 sobre o ensino da evolução afirma[12]:

"Alguns projetos de lei procuram desacreditar a evolução enfatizando as chamadas "falhas" na teoria da evolução ou "desacordos" dentro da comunidade científica. Outros insistem que os professores têm liberdade absoluta dentro de suas salas de aula e não podem ser disciplinados à ensinar "alternativas" não científicas à evolução. Um número de projetos exigem que os alunos sejam ensinados a "analisar criticamente a evolução" ou a "entender a controvérsia." Mas não há nenhuma controvérsia significativa na comunidade científica sobre a validade da teoria da evolução. A controvérsia atual em torno do ensino da evolução não é científica" - American Association for the Advancement of Science.
  •  Q & A sobre Evolução e Design Inteligente: O design inteligente é uma alternativa científica à teoria evolucionária contemporânea? Não. Os defensores do design inteligente podem usar a linguagem da ciência, mas não usam sua metodologia. Eles ainda não propuseram testes significativos para suas afirmações, não há relatos de pesquisas atuais sobre essas hipóteses em reuniões relevantes da sociedade científica e não há nenhum corpo de pesquisa sobre essas hipóteses publicadas em revistas científicas relevantes. Assim, o design inteligente não foi demonstrado ser uma teoria científica.[13]

American Association of University Professors (AAUP)Editar

A American Asssociation of University Professors é uma organização de professores e outros acadêmicos nos Estados Unidos. AAUP é de cerca de 47.000 membros, com mais de 500 campus de seções locais e 39 organizações estatais.[14] A organização abordou que diz respeito aos Projetos de Liberdade Acadêmica: "Tais esforços são contrários ao esmagador consenso científico sobre a evolução e são inconsistentes para uma compreensão adequada do significado da liberdade acadêmica."[15][16] e declarou sua posição contrária ao design inteligente[17]:

"Deploramos os esforços feitos nas comunidades locais por alguns legisladores estaduais para exigir que os professores das escolas públicas tratem a evolução como mera hipótese ou especulação, não testada e não comprovada pelos métodos da ciência, e exigir que eles façam com que os alunos conheçam uma hipótese de design inteligente para explicar as origens da vida, que não só violam a liberdade acadêmica dos professores das escolas públicas, como também podem negar aos alunos a compreensão do esmagador consenso científico sobre a evolução" - American Association of University Professors.

American Astronomical Society (AAS)Editar

A AAS é uma sociedade americana de astrônomos profissionais e outros indivíduos interessados, com mais de 7.000 membros e seis divisões. Uma carta enviada em 2005 ao presidente George W. Bush pelo Dr. Robert P. Kirshner presidente da sociedade, cita que "o design inteligente nem sequer faz parte da ciência - é uma ideia religiosa que não tem um lugar no currículo de ciências."[18] Uma declaração de 2005 sobre o Ensino da Evolução aborda[19]:

"O Design Inteligente" não atende à definição básica de uma ideia científica: seus proponentes não apresentam hipóteses testáveis e não fornecem evidências de suas opiniões que possam ser verificadas ou duplicadas por pesquisadores subsequentes. "Design Inteligente" não é ciência, não pertence ao currículo de ciência das escolas primárias e secundárias da nação" - American Astronomical Society.

American Chemical Society (ACS)Editar

A Sociedade Americana de Química é uma sociedade científica que apoia a investigação científica no campo da química, com mais de 164.000 membros em todos os níveis de graduação e em todos os campos da química, engenharia química e áreas afins. É a maior sociedade científica do mundo e uma das principais fontes de informação científica autorizada.[20] A associação manifestou-se abordando que a Teoria evolutiva é a única explicação para a origem e diversidade das espécies[21]:

"A teoria evolutiva não é uma hipótese, mas é a explicação cientificamente aceita para a origem das espécies e explica observações significativas em química, biologia, geologia e outras disciplinas [...] Afirmamos a evolução como a única explicação cientificamente aceita para a origem e a diversidade das espécies" - American Chemical Society.

American Geophysical Union (AGU)Editar

A União Geofísica Americana é uma organização com fins não lucrativos de geofísicos que conta (número do ano 2006) 49.000 membros que provêm de 140 países. As atividades da AGU são concentradas sobre a organização e a disseminação da informação científica no domínio da Geofísica, domínio interdisciplinar e internacional. A União manifestou-se contra o design inteligente [22][23]:

"Os defensores do design inteligente acreditam que a vida na Terra é muito complexa para ter evoluído por conta própria e, portanto, deve ser o trabalho de um projetista. Isso é uma crença não testável, e portanto, não pode qualificar-se como uma teoria científica [...] Ideias baseadas na fé, incluindo "design inteligente", operam em uma esfera diferente e não devem ser confundidas com a ciência. Fora da esfera de seus laboratórios e salas de aula de ciências, cientistas e estudantes podem acreditar no que escolhem sobre as origens da vida, mas dentro dessa esfera, estão vinculados pelo método científico." - American Geophsical Union

American Institute of Physics (AIP)Editar

O Instituto Americano de Física (AIP) promove a ciência, a profissão de física, publica periódicos de física e produz publicações para sociedades científicas e de engenharia. A AIP é constituída por várias sociedades membros. Sua sede corporativa está no American Center for Physics em College Park, Maryland, mas o instituto também tem escritórios em Melville, Nova York e Pequim. O AIP possui uma declaração de política da Diretoria que apoia a evolução e o oposto ao criacionismo [24].

American Psychological Association (APA)Editar

A Associação Americana de Psicologia é uma organização que representa a psicologia nos Estados Unidos da América e no Canadá. Tem por volta de 150 mil membros, sendo a maior do gênero do mundo. A APA foi fundada em 1892 por 26 membros, na Universidade de Clark. Primeiramente foi presidida por G. Stanley Hall. Tem representações nos estados estadunidenses e províncias canadenses. Seu atual presidente é Gerald P. Koocher. A Diretoria de Ciência e o Conselho de Representantes da APA emitiram uma Resolução Rejeitando o Design Inteligente como Apoio Científico e Reafirmante à Teoria Evolutiva [25]:

"Os proponentes do Design Inteligente (ID) apresentam a teoria da ID como uma explicação científica alternativa viável para as origens e a diversidade da vida. No entanto, ID não resistiu ao escrutínio da revisão científica por pares de suas bases empíricas, conceituais ou epistemológicas e, portanto, não é devidamente considerado como uma teoria científica. A Teoria do Design Inteligente representa uma ameaça para a qualidade da educação científica nos Estados Unidos [...]." - American Psychological Association

American Society of Agronomy (ASA)Editar

O ASA representa mais de 10.000 membros. É uma sociedade científica e profissional de agrônomos e cientistas de disciplinas relacionadas, principalmente nos Estados Unidos, mas também com um grande número de membros não-americanos. Foi fundada com o objetivo de aumentar e disseminar conhecimento sobre solos, culturas e as condições que os afetam. A Sociedade manifestou-se contra o design inteligente[26]:

"O design inteligente não é uma disciplina científica e não deve ser ensinado como parte do currículo de ciências K-12. O design inteligente não tem nem a base de pesquisa substancial, nem as hipóteses testáveis como uma disciplina científica .Há pelo menos 70 resoluções de um amplo conjunto de sociedades e instituições científicas unidas a esse respeito." - American Society of Agronomy.

American Society for Biochemistry and Molecular Biology (ASBMB)Editar

A ASBMB é uma sociedade científica e educativa composta por quase 12 mil bioquímicos e biólogos moleculares, a maioria dos quais ensinam e realizam pesquisas em faculdades e universidades em todo o país. Fundada em 1906, a ASBMB publica o Journal of Biological Chemistry, um dos periódicos mais importantes nas ciências da vida. A Sociedade manifestou-se contra o design inteligente[27]:

"A esmagadora maioria dos cientistas, incluindo muitos que são pessoas de fé, apoiam fortemente o ensino da teoria da evolução como a vida desenvolvida na Terra. Injetar explicações não testáveis para este fenômeno altamente complexo nas salas de aula de ciências só confunde a distinção entre teologia e ciência, em detrimento de ambos. Em suma, a ideia de "design inteligente" pode ser apropriada para ensinar em uma classe de religião ou filosofia, mas o conceito não tem lugar em uma sala de aula de ciências e não deve ser ensinado lá. Os alunos devem aprender a distinção entre conceitos testáveis e não testáveis em suas configurações apropriadas". - American Society for Biochemistry and Molecular Biology.
  • O presidente da sociedade (ASBMB) registrou profundas preocupações sobre o ensino da ideia de "design inteligente" e deixou claro que[28]:
    "Sua última estratégia é se disfarçar de "pensamento crítico" ou " liberdade de expressão" e toma a forma de leis que proíbem que alguém seja demitido de seu trabalho por ensinar a suposta controvérsia sobre a evolução. Pelo que eles querem dizer, que é perfeitamente aceitável para um professor de ciências apresentar o criacionismo, design inteligente e outras doutrinas religiosas da Bíblia em roupa-científica como alternativas legítimas para a evolução, mesmo que quem faça isso deva ser demitido por incompetência."

Botanical Society of America (BSA)Editar

A BSA representa botânicos, pesquisadores, educadores e estudantes profissionais e amadores em mais de 80 países do mundo. Os princípios organizadores da sociedade foram o aprimoramento do estudo das plantas na América do Norte e para profissionalizar tais esforços. Em 1906, a organização se fundiu com a Society for Plant Morphology and Physiology e a American Mycological Society. A BSA emitiu um comunicado se posicionando contra o "design inteligente"[29]:

"A ciência como forma de conhecimento tem sido extremamente bem-sucedida, embora as pessoas não gostem de todas as mudanças que a ciência e sua artesã, a tecnologia, têm feito. Porém, as pessoas que se opõem à evolução e buscam ter o criacionismo ou o design inteligente incluído nos currículos de ciências, procuram mudar e descartar a forma mais bem sucedida de saber já descoberta. Eles desejam substituir testes e provas por opinião e convicção. Os defensores do criacionismo / design inteligente promovem a ignorância científica sob o pretexto da aprendizagem. Como cientistas e educadores profissionais, afirmamos fortemente que esses esforços são equivocados e falidos, apresentando uma visão incorreta da ciência, seus entendimentos e seus processos." - Botanical Society of America.

Federation of American Societies for Experimental Biology (FASEB)Editar

A federação representa 22 sociedades profissionais e 84.000 cientistas. O Conselho de Administração da FASEB adotou uma medida onde opõe-se ao uso de classes de ciências para ensinar Design Inteligente, Criacionismo e outras Pseudociências [30]:

"Representando 22 sociedades profissionais e 84.000 cientistas em disciplinas que vão desde moléculas únicas até a saúde pública, a Federação das Sociedades Americanas para Biologia Experimental (FASEB) afirma que a instrução em ciência é um componente essencial da educação. A educação científica tornou-se cada vez mais importante na inovação e na descoberta e na capacitação dos cidadãos para tomar decisões informadas e para competir no local de trabalho do século XXI. Por estas razões, é fundamental preservar a integridade da educação científica ao se opor ao ensino obrigatório nas classes científicas do criacionismo, design inteligente e outros conceitos não baseados em princípios científicos sólidos." - Federation of American Societies for Experimental Biology.

National Association of Biology Teachers (NABT)Editar

A Associação Nacional de Professores de Biologia (NABT) é uma sociedade acadêmica americana formada em 1938 e incorporada em 1956. Sua composição é formada por milhares de educadores e administradores de biologia - representando todos os níveis - dos EUA e do exterior. NABT também publica a revista The American Biology Teacher. A NABT possui um grande número de seções, afiliações e comitês que ajudam a facilitar o trabalho em rede e no suporte. O Conselho de Administração da NABT emitiu um relatório em 1995, que foi revisado em 1997, em 2000, em 2004 e em 2008 [31]:

"Os cientistas estabeleceram firmemente a evolução como um processo natural importante [...] Explicações ou formas de saber que invocam mecanismos metafísicos, não-naturalistas ou sobrenaturais, quer chamados de Ciência da criação, Criacionismo científico, Teoria do Design Inteligente, Teoria da Terra Jovem ou designações semelhantes, estão fora do escopo da ciência e, portanto, não fazem parte de um currículo de ciência válido." - National Association of Biology Teachers.

National Center for Science Education (NCSE)Editar

A NCSE se opõe ao ensino do design inteligente, agindo como um centro de informações sobre os esforços para forçar o criacionismo (incluindo o design inteligente) na sala de aula. O NCSE descreve o design inteligente como "um sucessor do movimento da ciência da criação, que remonta aos anos 1960" e que o termo "design inteligente" foi adotado como um substituto para a "ciência da criação". Os defensores de ID geralmente evitam referências explícitas a Deus, tentando apresentar um verniz na história. Os proponentes do ID introduziram algumas frases novas na retórica anti-evolução com princípios que têm histórias longas nos ataques criacionistas sobre a evolução, o chamado "argumento do design".[32] O NCSE também mantém listas de organizações de todo o mundo que se opõem ao ensino do criacionismo, incluindo design inteligente, listando 71 organizações científicas, [33] 23 organizações religiosas,[34] 43 organizações educacionais,[35] e 10 organizações de liberdades civis.[36] A NCSE afirma oposição contra o design inteligente[32]:

"Embora na década de 1990 os defensores do ID tivessem encorajado o ensino de ID nas aulas de ciência da escola pública como alternativa à evolução, no início dos anos 2000 mudaram sua estratégia. Os ID atualmente concentram seus esforços em atacar a evolução (...) os IDs tentam encorajar os professores a ensinar aos alunos erroneamente que existe uma "controvérsia" entre cientistas sobre se a evolução ocorreu. As chamadas "evidências contra a evolução" ou "fraquezas da evolução" consistem no mesmo tipo de argumentos largamente desacreditados contra a evolução, que tem sido um elemento básico do criacionismo desde a década de 1920 e anteriores." - National Center for Science Education.

National Science Teachers Association (NSTA)Editar

Fundada em 1944, a NSTA é uma associação de professores de ciências nos Estados Unidos e é a maior organização de professores de ciências em todo o mundo. A atual NSTA inclui mais de 57.000 professores de ciências, supervisores de ciência, administradores, cientistas, representantes de negócios e indústria e outros envolvidos e comprometidos com a educação científica. A missão da organização é promover a excelência e a inovação no ensino e aprendizagem de ciências para todos. A associação manifestou-se contra o ensino do design inteligente[37]:

"Estamos de acordo com as principais organizações científicas e cientistas do país (...) ao afirmar que o design inteligente não é ciência. O design inteligente não tem lugar na sala de aula de ciências (...) Simplesmente não é justo apresentar pseudociência aos alunos na sala de aula de ciências." - National Science Teachers Association.

National Academy of Sciences (NAS)Editar

É uma corporação que em 2003 já contava com 1.922 membros, 93 membros eméritos, 341 correspondentes estrangeiros e empregava aproximadamente 1.100 pessoas. Os membros titulares elegem os novos membros e o título de membro da Academia é vitalício. Perto de 170 membros da Academia já receberam o Prêmio Nobel.

  • Essa academia escreveu uma declaração intitulada "Ciência e Criacionismo: Uma Visão da Academia Nacional de Ciências, Segunda Edição da Academia Nacional de Ciências", que disse que "Criacionismo, Design Inteligente e outras reivindicações de intervenção sobrenatural na origem da vida ou das espécies não são ciência" [38]
  • Havia também uma carta de Bruce Alberts ex-presidente da NAS: "Estamos prontos para ajudar os outros a enfrentar as tentativas cada vez mais estritas de limitar o ensino da evolução ou de introduzir alternativas "não-científicas" nos cursos e currículos de ciências. A controvérsia chega à sua porta, esperamos que você nos alerte para as questões específicas em seu estado ou distrito escolar e esteja disposto a usar a sua posição e prestígio como um membro do NAS para ajudar no trabalho local." [39]

Kentucky Academy of Science (KAS)Editar

A academia declarou: "(...) das formas mais fortes e determinantes possíveis, deploramos a decisão de substituir a "mudança ao longo do tempo pela evolução" nos padrões de ensino estaduais, insta a que a redação original seja restabelecida e desacredite qualquer tentativa de remover o ensino básico Teoria evolucionária (...) "Adotada pelo Conselho de Administração do KAS em 6 de novembro de 1999. Aprovada unanimemente pela associação do KAS em 6 de novembro de 1999. Aprovada por unanimidade novamente em sua reunião anual de negócios em 11 de novembro de 2005. O KAS também votou para endossar sobre a Teoria do Design Inteligente na Resolução do Conselho da AAAS.[40]

Kentucky Paleontological Society (KPS)Editar

A Sociedade Paleontológica do Kentucky foi fundada em 1993 com o objetivo de promover o interesse e o conhecimento da ciência da paleontologia. A Sociedade é uma rede para a troca de dados entre profissionais e amadores sérios no campo. O KPS e seus membros trabalharam com paleontologistas de classe mundial em descobertas de gêneros extintos e a escavação de dinossauros e outros fósseis de vertebrados no Novo México e Montana. A sociedade se posiciona contra a pseudociência. Em 12 de outubro de 1999, o KPS emitiu a seguinte declaração[41]:

"A Sociedade Paleontológica do Kentucky (KPS) se opõe a qualquer tentativa de ensinar o criacionismo ou omitir a menção da evolução da instrução da escola pública (...) O registro da evolução da vida é emocionante, instrutivo e agradável, e é nossa opinião que todos deveriam ter a oportunidade e o privilégio de entendê-lo como fazem os paleontólogos." - Kentucky Paleontological Society.

Universidade de Lehigh - Departamento de ciências BiológicasEditar

O departamento oferece programas em biologia fornecendo uma ampla introdução à biologia com oportunidades para que os alunos criem um programa de estudo adequado aos seus interesses específicos. Os programas de estudo focados em aspectos particulares da biologia são nas áreas de neurociência comportamental e biologia molecular. O departamento respondeu a um membro do corpo docente e do design inteligente, o proponente Michael Behe sobre as reclamações à cerca da validade científica e a utilidade do design inteligente, a publicação de posição de um oficial de declaração diz que[42]:

“O corpo docente do departamento, então, é inequívoco em seu apoio à teoria evolutiva, que tem suas raízes no trabalho seminal de Charles Darwin e foi apoiado por descobertas acumuladas ao longo de 140 anos. O único dissidente desta posição, o Prof. Michael Behe, é um defensor bem conhecido do design inteligente. Quando respeitamos o direito do Prof. Behe de expressar suas opiniões, elas são unicamente suas e não são de modo algum aprovadas pelo departamento. É nossa posição coletiva que o design inteligente não tem base na ciência, não foi testado experimentalmente e não deve ser considerado científico.” - Departamento de Ciências Biológicas da Universidade de Lehigh.

Órgãos do Reino UnidoEditar

Association for Science Education (ASE)Editar

A ASE é uma associação profissional do Reino Unido para a Educação Científica. Os objetos e propósitos para os quais a Associação é constituída são a promoção da educação pelo melhoramento do ensino da ciência, fornecimento de um meio autoritário através do qual as opiniões de professores de ciência podem ser expressas em questões educacionais e interligar pessoas preocupadas com o ensino da ciência em particular e com a educação em geral. A ASE emitiu uma declaração relativa à discussão relacionada ao Design Inteligente e a Educação Científica[43]:

"Tal educação deve preparar os alunos para ter confiança em engajar-se com questões científicas e ser capaz de tomar uma abordagem crítica ao avaliar alegações que são "científicas", fazendo assim uma avaliação do que pode ser visto como "boa ciência" e "ciência pobre". Quando definido contra esta justificativa, é claro para nós que o Design Inteligente não tem motivos para compartilhar uma plataforma como uma "teoria" científica. Não tem princípios ou explicações científicas subjacentes para apoiá-lo. Além disso, não é aceito como uma teoria científica concorrente pela comunidade científica internacional nem é parte do currículo de ciências. Não é ciência do todo. O Design Inteligente pertence a um domínio diferente e não deve ser apresentado aos alunos como uma ideia científica concorrente ou alternativa. Como tal, o Design Inteligente não tem lugar na educação científica dos jovens na escola" - Association for Science Education.

Outros países e órgãos internacionaisEditar

Elie Wiesel Foundation for Humanity Nobel Laureates InitiativeEditar

A organização conta com 38 prêmios Nobel. As conferências internacionais da fundação Elie Wiesel se concentram em temas como Meio Ambiente, Terrorismo e Paz, Educação e Saúde. As conferências servem para reunir Prêmios Nobel e líderes mundiais para discutir problemas sociais e desenvolver sugestões de mudança. A fundação escreveu uma carta pedindo ao Conselho de Educação do Kansas para que rejeitasse o design inteligente[44]:

"Nós, Prêmios Nobel, estamos escrevendo em defesa da ciência. Rejeitamos os esforços dos defensores do chamado "design inteligente" para politizar a pesquisa científica e estimulamos a Junta de Educação do Estado do Kansas a manter a evolução darwiniana como o único currículo e padrão de ciências no Estado do Kansas (...) Logicamente derivada de evidências confirmáveis, a evolução é entendida como sendo o resultado de um processo não orientado, não planejado, da variação aleatória e da seleção natural. Como um fundamento da biologia moderna, seu papel indispensável foi reforçado muito mais pela capacidade de estudar o DNA. O design inteligente é fundamentalmente não-científico, não pode ser testado como teoria científica porque a sua conclusão central é baseada na crença na intervenção de um agente sobrenatural." - Elie Wiesel Foundation for Humanity Nobel Laureates Initiative.

Conselho da Europa Editar

Em 2007, a Comissão de Cultura, Ciência e Educação do Conselho publicou um relatório intitulado "Os perigos do criacionismo na educação", que afirma que "as ideias do design inteligente aniquilam todo o processo de investigação, identificam as dificuldades e imediatamente saltam à conclusão de que a única forma de resolvê-las é recorrer a uma causa inteligente sem procurar outras explicações, por isso é inaceitável querer ensiná-la em cursos de ciências, não basta apresentá-la como uma teoria alternativa para incluí-la no currículo científico. Para afirmar-se científica, basta referir-se a causas naturais nas explicações de uma pessoa. As idéias de design inteligente referem-se apenas a causas sobrenaturais, e o "Desenho Inteligente", que é a mais recente e mais refinada versão de Criacionismo, não nega completamente um grau de evolução. No entanto, esta escola de pensamento dificilmente forneceu qualquer combustível para o debate científico até agora. A doutrina do design inteligente não é menos perigosa".[45] Resumo do relatório:

"O criacionismo em qualquer das suas formas, como o design inteligente, não se baseia em fatos, não usa qualquer raciocínio científico e seus conteúdos são definitivamente inadequados para aulas de ciências. No entanto, algumas pessoas pedem que as teorias criacionistas sejam ensinadas nas escolas europeias ao lado ou mesmo no lugar da teoria da evolução. Do ponto de vista científico, não há absolutamente nenhuma dúvida de que a evolução é uma teoria central para a nossa compreensão da vida na Terra. A Assembleia convida as autoridades educacionais dos Estados membros a promover o conhecimento científico e o ensino da evolução e a opor-se firmemente a qualquer tentativa de ensinar o criacionismo como disciplina científica." - Conselho da Europa.

University of New South Wales (UNSA)Editar

A UNSA criou a iniciativa Intelligent Design is not Science Initiative através de uma coalizão organizada pela própria University of New South Wales, representando mais de 70.000 cientistas australianos e professores de ciências com signatários da Australian Academy of Science, a Federation of Australian Scientific and Technological Societies e a Australian Science Teachers Association. Um manifesto realizado pelos mesmos aborda[46]:

"Como cientistas australianos e educadores de ciências, estamos profundamente preocupados com o chamado "design inteligente" (ID) poder ser ensinado em qualquer escola como uma alternativa científica válida à evolução (...) Finalmente, uma teoria científica deve explicar mais do que o que já é conhecido: deve ser capaz de prever resultados em situações novas. A evolução cumpre todos esses critérios, mas a ID não atende a nenhuma delas: não é ciência. Por isso, instamos todos os governos e educadores australianos a não permitir o ensino ou a promulgação do ID como ciência. Fazer isso faria uma zombaria do ensino da ciência australiana e abriria a porta das aulas de ciências para visões de mundo similarmente não científicas - sejam elas astrologia, colher-dobrável, cosmologia da Terra-Plana ou abduções alienígenas - e expulsar o ensino da ciência real." - Intelligent Design is not Science Initiative.

Interacademy Panel Statement on the Teaching of EvolutionEditar

Esta é uma declaração conjunta emitida pelas academias nacionais de ciência de 67 países, incluindo a United Kingdom's Royal Society, alertando que a evidência científica sobre as origens da vida estava sendo "escondida, negada ou confundida". Pede aos pais e professores a fornecerem às crianças os fatos sobre as origens e a evolução da vida na Terra.[47]

Royal Astronomical Society of Canada Ottawa Centre (RASC)Editar

A RASC é uma organização sem fins lucrativos canadense, para o avanço da astronomia e ciências afins. Desde a sua fundação em 1800, ela recrutou cerca de 4.000 membros - astrônomos amadores em sua maioria, mas também muitos astrônomos profissionais ou professores de astronomia. A associação manifestou-se contra o design inteligente[48]:

"O RASC Ottawa Centre, então, é inequívoco em seu apoio à teoria evolutiva contemporânea que tem suas raízes no trabalho seminal de Charles Darwin e foi refinada por descobertas acumuladas ao longo de 140 anos. Alguns dissidentes desta posição são proponentes de explicações não científicas sobre a natureza do universo. Estes podem incluir "ciência da criação", "criacionismo", "design inteligente" ou outras "possibilidades alternativas à evolução" não-científicas. Enquanto respeitamos o direito dos dissidentes de expressar seus pontos de vista, esses pontos de vista são deles sozinhos e não são de modo algum aprovados pelo RASC Ottawa Centre. É nossa posição coletiva que essas explicações não atendem às características e ao rigor do empirismo científico." - Royal Astronomical Society of Canada - Ottawa Centre.

Royal SocietyEditar

A Sociedade Real foi fundada em 1660 por um grupo de estudiosos cujo desejo era promover uma compreensão da vida e do universo através de experiências e observações. Essa abordagem para a aquisição do conhecimento é a base do método científico, que envolve o teste de teorias contra evidências observacionais. A sociedade Real declarou que "Opõe-se à deturpação da evolução nas escolas para promover crenças religiosas particulares"[49] no manifesto[50] contra o design inteligente que foi emitido em 2006. Outro trecho do manifesto[51] aborda:

"Alguns proponentes de uma explicação alternativa para a diversidade da vida na Terra agora afirmam que suas teorias são baseadas em evidências científicas. Uma dessas vistas é apresentada como a teoria do design inteligente. Isso propõe que algumas espécies sejam muito complexas para evoluir através da seleção natural e que, portanto, a vida na Terra deve ser o produto de um designer (...) A este respeito, o design inteligente tem muito mais em comum com uma crença religiosa no criacionismo do que com a ciência, que é baseada em evidências adquiridas através de experiências e observações. A teoria da evolução é apoiada pelo peso da evidência científica; A teoria do design inteligente não é." - Royal Society.

Project SteveEditar

O projeto Steve é uma lista de cientistas que "apoiam a evolução". Foi criado originalmente pelo Centro Nacional de Educação da Ciência como resposta ao "A Scientific Dissent From Darwinism" do Discovery Institute. O projeto Steve foi assinado por 1200 cientistas, sendo o mais longo e que contém muito mais cientistas eminentes do que qualquer lista criacionista. Em particular, o Projeto Steve contém muitos mais biólogos do que as listas criacionistas, com cerca de 51% dos Steves listados sendo biólogos. A leitura aborda[52]:

"A evolução é um princípio vital, bem apoiado e unificador das ciências biológicas, e as evidências científicas são esmagadoramente favoráveis à ideia de que todos os seres vivos compartilham uma ascendência comum. Embora haja debates legítimos sobre os padrões e os processos de evolução, não há dúvida científica séria de que a evolução ocorreu ou que a seleção natural seja um mecanismo importante na sua ocorrência. É cientificamente inapropriado e pedagogicamente irresponsável para a pseudociência criacionista, incluindo, mas não limitado a, "design inteligente", a ser introduzido no currículo de ciências das escolas públicas da nossa nação." - Project Steve.

Lista de publicações científicas contra o Design InteligenteEditar

2015 - Experiential Thinking in Creationism - A Textual AnalysisEditar

Em 2015, Petteri Nieminen, Esko Ryökäs e Anne-Mari Mustonen lançaram um artigo intitulado Experiential Thinking in Creationism - A Textual Analysis na revista Plos One onde demostram claramente a busca dos textos criacionistas pela demonização de Darwin expressada como um tipo Darwinofobia [53]:

"A teoria evolutiva foi associada a questões morais ao demonizar cientistas e ligar a teoria evolutiva às atrocidades (63-93% dos textos amostrados). As reações evolutivas das reivindicações criacionistas também continham depoimentos (93% dos textos amostrados) e referiam-se a implicações morais (80% dos textos amostrados), mas apresentavam menor prevalência de pensamento estereotipado (47% dos textos amostrados), viés de confirmação (27% dos textos amostrados ) e pseudodiagnósticos (7% dos textos amostrados). Os aspectos do pensamento experiencial também podem ser interpretados como falácias argumentativas. Os depoimentos lideram, por exemplo, o ad hominem e apelo às autoridades." - Plos One, 2015.
2016 - Carta ao Editor: A Pseudociência do Design InteligenteEditar

Em 2016, Rafael Nicolaidis lançou uma Carta ao Editor intitulada A pseudociência do design inteligente na revista Clinical & Biomedical Research[54]:

"A Clinical & Biomedical Research publicou uma carta muito interessante em sua última edição. O autor apresenta a teoria do “design inteligente” (DI), definindo-a como “uma teoria científica que defende que certas características do universo e dos seres vivos são mais bem explicadas por uma causa inteligente ao invés de processo não direcionado, como a seleção natural”. Mas seria mesmo o DI uma teoria científica? Uma teoria científica não é um mero palpite ou uma simples achismo: pressupõe uma ou mais hipóteses testadas empiricamente através de experimentos. A seleção natural é uma teoria científica. O DI, por outro lado, não pode ser considerada uma teoria científica, já que não existe maneira de verificar experimentalmente sua afirmação central, a existência de um “Criador”. Os proponentes do DI frequentemente utilizam a dualidade de significados da palavra “teoria” (coloquial versus científico) para afirmar erroneamente que o DI é uma teoria científica, ou ainda que a seleção natural é “apenas” uma teoria." - A Clinical & Biomedical Research, 2016.
2016 - Creationism and intelligent design are incompatible with scientific progress: A response to Shanta and VêdantaEditar

Em 2016, Gustavo Caetano-Anollés lançou uma publicação intitulada Creationism and intelligent design are incompatible with scientific progress: A response to Shanta and Vêdanta na revista Commun Integr Biology[55]:

"Em um documento de opinião recente, B.K. Shanta afirma que a ciência não deixa espaço para o aspecto subjetivo da consciência e, ao fazê-lo, ataca a origem da vida e a pesquisa evolutiva. Ele afirma que Vêdanta, uma das 6 escolas ortodoxas da filosofia hindu, oferece uma explicação: "a origem de tudo material e não material é sensível e absoluta". Aqui discuto como a pseudociência dessas visões criacionistas, alinhadas com o Design Inteligente, são incompatíveis com o progresso científico e não devem ser publicados em revistas científicas." - Commun Integr Biol, 2016.
2016 - A Percepção Sobre a Hipótese do Design Inteligente no Brasil (Minas Gerais)Editar

Em 2016, Heslley Machado Silva e outros lançaram o artigo intitulado A Percepção Sobre a Hipótese do Design Inteligente no Brasil (Minas Gerais) na Revista Conexão Ciência[56]:

"Os autores sugerem que é necessária uma articulação política na sociedade para a promoção do ensino laico, não só excluindo essa suposta ideia científica do criacionismo, como também difundido o ensino adequado da evolução, e não à considerando erroneamente como “apenas” uma teoria. Permitir que ocorressem debates, mas que não seja pautado no ambiente escolar pela possibilidade da escolha de qual “teoria” os alunos e professores julgarem corretas." - Revista Conexão Ciência, 2016.
2017 - Scientists need social media influencersEditar

Em 2017, Mauro Galetti e Raul Costa-Pereira lançaram um artigo intitulado Scientists need social media influencers na Science[57]:

"Os defensores do criacionismo e a hipótese de design inteligente (DI) continuam a minar a educação científica em todo o mundo. Nos Estados Unidos, a partir de 2014, as escolas públicas ou financiadas por contribuintes em 13 estados e o Distrito de Columbia podiam ensinar o criacionismo ao lado da evolução. No Brasil, um instituto para promover a hipótese de ID foi recentemente criado com o apoio de uma universidade privada brasileira e assistência do Instituto Discovery dos Estados Unidos, que patrocina o movimento de DI." - Science, 2017.
2019 - A biochemist’s crusade to overturn evolution misrepresents theory and ignores evidenceEditar

Em 2019, Nathan Lents, Joshua Swamidass e Richard Lenski publicaram um artigo intitulado A biochemist’s crusade to overturn evolution misrepresents theory and ignores evidence na Science que faz críticas ao livro Darwin Devolves do bioquímico e defensor do Design Inteligente Michael Behe.[58] O artigo aborda sobra a obra de Behe:

"Behe afirma que as novas funções só surgem por meio do “design intencional” de novas informações genéticas, uma alegação que não pode ser testada. Em contraste, a teoria evolucionista moderna fornece um conjunto coerente de processos - mutação, recombinação, deriva e seleção - que podem ser observados em laboratório e modelados matematicamente e são consistentes com o registro fóssil e a genômica comparativa. Em última análise, Darwin Devolves falha em desafiar a ciência evolucionária moderna porque, mais uma vez, Behe ​​não se envolve totalmente com ela. Ele deturpa a teoria e evita evidências que o desafiam." - Science Books, et al, 2019.

Controvérsia: órgãos religiosos que rejeitam o Design InteligenteEditar

International Society for Science and Religion (ISSR)Editar

A ISSR é uma sociedade estabelecida em 2001 com o objetivo de promover a educação através do apoio à aprendizagem e pesquisa interdisciplinar nos campos da ciência e da religião, sempre que possível, de forma internacional e unida ao contexto da fé. A Sociedade tomou forma após uma conferência de quatro dias na Espanha. A ISSR manifestou-se contra o Design Inteligente[59]:

“Acreditamos que o design inteligente não é ciência sólida nem boa teologia. Embora os limites da ciência estejam abertos à mudança, permitindo que explicações sobrenaturais contem como ciência enfraquece a própria finalidade da ciência, que é explicar o funcionamento da natureza sem recorrer à linguagem religiosa. Atribuir complexidade à interrupção da lei natural por um designer divino é, como alguns críticos alegaram, uma rolha científica. Além disso, a ID ainda não abriu um novo programa de pesquisa. ” - International Society for Science and Religion.

Igreja CatólicaEditar

Embora o movimento pelo design inteligente às vezes apresenta o catolicismo como um aliado em sua campanha, a Igreja Católica tem uma antiga tradição teológica que rejeita o criacionismo fundamentalista. Através de um artigo que elogia uma decisão judicial norte-americana que considerou a teoria do design inteligente não-científica, a Igreja Católica reafirmou seu apoio à teoria evolucionista. O jornal L'Osservatore Romano que é o periódico semioficial da Santa Sé do Vaticano, que faz a cobertura de todas as atividades públicas do Papa, publica editoriais escritos por membros importantes do clero da Igreja Católica e imprime documentos oficiais depois de autorizados, disse que ensinar o design inteligente - que afirma que a vida é tão complexa que só pode ter sido criada por algo sobrenatural - simultaneamente com a teoria da evolução de Darwin só causa confusão[60]. O Jornal aborda:

" O design inteligente não pertence à ciência e não há justificativa para a exigência de que seja ensinado como teoria científica junto com a explicação de Darwin." - Jornal L'Osservatore Romano - Igreja Católica.

ReferênciasEditar

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