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Otto Brunner
Nascimento 21 de abril de 1898
Mödling, Áustria
Morte 12 de junho de 1982 (84 anos)
Hamburgo, Alemanha
Nacionalidade austríaco
Ocupação
Principais trabalhos
  • Land und Herrschaft (1939)
  • Adeliges Landleben und europäischer Geist (1949)
Prêmios
  • Prêmio Verdun (1941)
Instituições

Otto Brunner (21 de abril de 1898 - 12 de junho de 1982), foi um historiador alemão, conhecido por ser um dos pioneiros da história dos conceitos, coeditor da obra Conceitos Históricos Básicos, e um dos mais importantes historiadores alemães do século XX.

Carreira acadêmicaEditar

A obra de Otto Brunner é considerada uma das contribuições mais provocativas e originais da tradição historiográfica dos países de língua germânica no século XX. Seu primeiro livro publicado, Terra e dominação (1939), possui diversas edições e traduções para o italiano e para o inglês, sendo considerada por alguns como uma das obras mais importantes da historiografia alemã de todo o século, contendo uma crítica poderosa às formas de escrita da história que prevaleciam na época.[1][2] Seu segundo livro publicado, Vida Nobre no campo e o Espírito europeu (1949), adquiriu o estatuto de um clássico entre os eruditos do campo de estudos da cultura europeia, assim como o livro Novos Caminhos em História social, publicado em 1956, que se tornou amplamente reconhecido pela contribuição para a emergência da história social alemã a partir de 1945.[3] Brunner foi um dos precursores do que se convencionou chamar de Nova História Social na Alemanha do Pós-guerra, além de ter feito contribuições significativas na história constitucional, desvinculando-a do paradigma positivista característico da historiografia no século XIX.[4]

Em 1938, após a anexação da Áustria pela Alemanha Nazista, a chamada Anschluss, Brunner fortaleceu o seu sentimento de identificação com o Partido Nacional-Socialista Alemão, ingressando como seu membro, estabelecendo-se firmemente nos círculos acadêmicos nazistas.[5] Brunner foi um dos pioneiros na formulação da história dos conceitos alemã, entendida por ele, durantes as décadas de 1930 e 1940, não apenas como uma crítica filológica das fontes medievais, mas como uma crítica ao liberalismo, fundamentada na convicção de que o Estado constitucional burguês (Rechtstaat) devia ser superado pela Nova Ordem do nacional-socialismo.[6] Em 1941, o historiador nazista Walter Frank nomeou Brunner para o conselho do Reichsinstitut para a História da Nova Alemanha, criado para mobilizar os profissionais da área num programa ideológico de reconstrução da história alemã, sendo agraciado por este mesmo professor no mesmo com o Prêmio Verdun por sua obra Terra e dominação, que, de acordo com Frank, contribuiu para o triunfo dos ideais nazistas no campo da história medieval.[5]

ObraEditar

  • 1939 - Terra e dominação: Questões básicas da história constitucional territorial do sudeste da Alemanha na Idade Média (Land und Herrschaft: Grundfragen der territorialen Verfassungsgeschichte Südostdeutschlands im Mittelalter)
  • 1949 - Vida Nobre no campo e o Espírito europeu. Vida e obra de Wolf Helmhard von Hohberg 1612-1688 (Adeliges Landleben und europäischer Geist. Leben und Werk Wolf Helmhards von Hohberg 1612-1688)
  • 1954 - Pensamento histórico ocidental (Abendländisches Geschichtsdenken)
  • 1956 - Novos Caminhos em História social (Neue Wege der Sozialgeschichte)
  • 1972-1997 - Conceitos Históricos Básicos: léxico histórico sobre linguagem político-social na Alemanha (Geschichtliche Grundbegriffe: historisches Lexikon zur politisch-sozialen Sprache in Deutschland, coeditado por Werner Conze e Reinhart Koselleck)
  • 1978 - História Social da Europa na Idade Média (Sozialgeschichte Europas im Mittelalter)

Referências

  1. Melton 2006, p. 55.
  2. Freed 1994, p. 112.
  3. Melton 2006, p. 56.
  4. Driollet 2011, p. 155.
  5. a b Melton 2006, p. 63.
  6. Melton 2006, p. 57.

BibliografiaEditar

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