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O Padrão Real era uma obra cartográfica de mestria portuguesa produzida secretamente e mantida pela organização da Corte Real Portuguesa no século XVI. A obra encontrava-se disponível à elite cientifica da época, estando exposta na Casa da Índia. No Padrão Real as novas descobertas dos portugueses eram constantemente adicionadas e cartografadas. O primeiro Padrão Real foi produzido na época de Infante D. Henrique, ainda antes da existência da Casa da Índia.

O Padrão Real da Casa da Índia pendia do tecto na Divisão dos Mapas como a master piece portuguesa, extremamente secreta e guardada de espiões e mercantes estrangeiros.

O Planisfério de Cantino (1502), cópia do Padrão Real português

O Real Padrão incluía o registo completo das descobertas portuguesas, públicas e secretas. A Casa da Índia emitia cartas baseadas no Padrão Real aos navegadores em serviço Real.

O Planisfério de Cantino (1502) é uma cópia deste protótipo Real, produzida possivelmente por algum cartografo português subornado. Conjectura-se que Cantino conseguiu subornar um cartógrafo para copiar o mapa entre Dezembro de 1501 e Outubro 1502. A partir de uma carta assinada por Cantino pensa-se que ele enviou o mapa para o Duque de Ferrara em 19 de Novembro de 1502.

O Padrão Real perdeu-se no tempo. No entanto uma cópia (Planisfério de Cantino) ainda existe.

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Ver tambémEditar