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Painéis de São Vicente de Fora

polyptyk de Nuno Gonçalves
Painéis de São Vicente de Fora
Autor Nuno Gonçalves
Data entre 1470 e 1480
Técnica Óleo sobre tela
Localização Museu Nacional de Arte Antiga

Os Painéis de São Vicente de Fora são uma obra composta por 6 painéis, criada pelo pintor português Nuno Gonçalves. Foram descobertos em finais do século XIX (1882), no Paço Patriarcal de São Vicente de Fora em Lisboa. Na altura estimou-se que a obra teria sido executada entre 1470 e 1480[1]. Trata-se de uma pintura a óleo e têmpera sobre madeira e encontra-se exposta no Museu Nacional de Arte Antiga em Lisboa.

Constitui uma obra-prima da pintura portuguesa do século XV na qual, com um estilo bastante seco mas poderosamente realista, se retratam figuras proeminentes da corte portuguesa de então, incluindo o que se presume ser um auto-retrato, e se atravessa toda a sociedade, da nobreza e clero até ao povo. A única figura imediatamente identificada foi a do Infante D. Henrique, já que uma imagem idêntica deste figurava na obra contemporânea Crónica da Guiné, de Gomes Eanes de Zurara, o que levou a concluir que as figuras retratadas pertencem ao período que antecedeu os Descobrimentos Portugueses. No entanto, há teorias que defendem que a figura do chapeirão será o seu irmão, o Infante D. Pedro.

AutoriaEditar

Por não ter assinatura e datação imediatamente visíveis e inequívocas, esta obra revestiu-se de enorme mistério e fascínio por parte de várias gerações de estudiosos e académicos.

A autoria dos painéis foi descoberta por José de Figueiredo e atribuída a Nuno Gonçalves através da interpretação de um monograma revelado durante o primeiro restauro da pintura na década de 1930, localizado na bota da figura ajoelhada no Painel do Infante (presumivelmente D. Duarte) e que é coincidente com outras assinaturas utilizadas pelo autor em documentos e obras contemporâneas. Na altura correram várias teorias, nunca totalmente conclusivas, sobre a datação e o tema central do quadro, algumas das quais revestidas de polémica. Não se chegando a uma conclusão definitiva, aceitou-se de forma oficiosa a datação aproximada entre 1470 e 1480.

Uma investigação recente de Jorge Filipe de Almeida, levou a concluir que os painéis foram realmente pintados por Nuno Gonçalves mas em 1445 e representam não S. Vicente (que era a tese mais popular, não obstante várias discrepâncias iconográficas) mas sim o funeral simbólico de D. Fernando, o Infante Santo irmão de D. Duarte, que morreu exilado em Fez, Marrocos. O elemento principal que o fundamenta é uma assinatura sigilográfica visível no botim da criança do painel central (presumivelmente um jovem D. Afonso V), que quando invertida a 180º, revela as iniciais de Nuno Gonçalves, e a data de 1445 conforme era escrita na altura. Esta tese ganhou força após a realização da análise dendrocronológica aos painéis de carvalho do Báltico nos quais foi pintada a obra, conduzida pelo especialista em dendrocronologia Peter Klein, da Universidade de Hamburgo, e que confirmou por dados científicos esta datação aproximada.

DescriçãoEditar

Painel dos FradesEditar

Painel dos PescadoresEditar

Painel do InfanteEditar

Painel do ArcebispoEditar

Painel dos CavaleirosEditar

Painel da RelíquiaEditar

Galeria - a obra em pormenorEditar

Painel dos Frades Painel dos Pescadores Painel do Infante Painel do Arcebispo Painel dos Cavaleiros Painel da Relíquia
207 x 64 cm 206 x 60 cm 207 x 128 cm 207 x 128 cm 206 x 60 cm 207 x 64 cm
 
Painéis de São Vicente de Fora

ReferênciasEditar