Palácio da Justiça (Paris)

Complexo de instituições jurídicas em Paris

Palácio da Justiça
Palais de Justice (Paris) June 2010.jpg
Apresentação
Tipo
tribunal (en)
Período de construção
Ocupante
Court of Appeal of Paris (en)
Court of Cassation (en)
Estatuto patrimonial
Localização
Endereço
boulevard du Palais (d)
75001 1.º arrondissement de Paris, Paris
Flag of France.svg França
Coordenadas

O Palácio de Justiça de Paris é um conjunto arquitetônico situado no 1.º arrondissement de Paris, na Ilha de la Cité, (onde ocupa aproximadamente um terço de sua superfície) e abrigando as principais instituições jurídicas francesas.

O Pátio de Maio onde estacionavam as carroças dos condenados à morte durante o Terror

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HistóriaEditar

No local onde hoje se encontra o Palácio de Justiça, estendia-se antigamente o "Palácio da Cidade", residência e sede do poder dos reis franceses entre os séculos X e XIV. Deste palácio hoje restam apenas dois vestígios : a Conciergerie e a Sainte Chapelle.

Quando o Rei Carlos V de França decide deixar o Palácio da Cidade e estabelecer-se no Hôtel Saint-Pol, resolve manter nele sua administração : o Parlamento de Paris, o Tribunal de Contas e a Chancelaria. Estava selada a vocação judiciária do lugar.

Em 1776, sob o reinado de Luís XVI, um incêndio consumiu a parte que se estendia entra a Conciergerie e a Santa Capela (Sainte Chapelle). A fachada que domina o Pátio de Maio foi reconstruída entre 1783 e 1786, pouco antes do início da Revolução Francesa.

 
Plano do Palácio gravado em uma parede

Durante a Revolução, o Palácio de Justiça foi sede do Tribunal Revolucionário de 6 de Abril de 1793 até 31 de Maio de 1795.

O Palácio de Justiça ganha uma nova dimensão política durante a Restauração. Com efeito, após Luís XVIII e Carlos X, o debate judiciário disputa a preferência com o debate parlamentar. Novos postos são criados porém os prédios não são mais suficientes para acolher o volume crescente de causas. É neste momento que se iniciam os primeiros trabalhos de reforma e restauração. Como os casos judiciários não param de aumentar, a Monarquia de Julho lança um vasto programa de ampliação do palácio. Jean-Nicolas Huyot é encarregado de criar um projeto de ampliação e de isolamento de forma a fazer do Palácio de Justiça um edifício majestoso.

 
O Palácio de Justiça em 1858.

Em 1840, depois da morte de Huyot, Louis Joseph Duc e Honoré Daumet são encarregados de levar o projeto a termo. No entanto, o Rei Luís Felipe I não verá o término dos trabalhos, devido ao início da Revolução de 1848, e será sob o governo de Napoleão III que se verá o trabalho atingir seu "ritmo de cruzeiro".

A obra está quase acabada quando estouram os acontecimentos de 1870. Ateado em diversos pontos do Palácio de Justiça pela Comuna de Paris agonizante, o incêndio de 24 de Maio de 1871 reduz a cinzas quase um quarto de século de trabalhos. A partir de então, tudo é recomeçado. Daumet é nomeado novamente arquiteto do Palácio, após a morte de Duc em 1879. Os planos são refeitos e as obras se reiniciam em 1883. O Palácio de Justiça não mais conheceu trabalho de tal envergadura após 1914.

O Palácio de Justiça hojeEditar

Até hoje, o palácio é sempre um dos centros nevrálgicos do sistema judiciário francês, já que abriga a Corte de Cassação, a mais alta jurisdição do país na matéria.

A Corte de Apelações de Paris também está alojada no Palácio de Justiça, assim como a maior parte dos tribunais parisienses. A proximidade existente entre o palácio e a "Direção Regional da Polícia Judiciária da Prefeitura de Paris" (DRPJ), que ocupa os terrenos adjacentes, situados no Quai des Orfévres (Cais des Orfévres), nº 36, facilita a comunicação entre as duas instituições.

Ligações externasEditar

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