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Palácio de Estói
Fachada principal do Palácio
Tipo Palácio
Início da construção século XVII
Restauro século XXI
Função inicial Privado
Proprietário atual Grupo Pestana e Autarquia de Faro
Função atual Pousada
Património Nacional
Classificação Logotipo Imóvel de Interesse Público
Data 1977
DGPC 74002
SIPA 1546
Geografia
País Portugal Portugal
Cidade Faro
Coordenadas 37° 5' 47.79" N 7° 53' 44.05" O
Geolocalização no mapa: Faro
Palácio de Estói está localizado em: Faro
Palácio de Estói

O Palácio de Estoi, é um complexo situado junto à localidade de Estói, parte do concelho de Faro, na região do Algarve, em Portugal. Destaca-se principalmente pela sua riqueza arquitectónica, no estilo rococó, sendo o único exemplar na região.

Índice

Torre do palácio

DescriçãoEditar

Edifício principalEditar

A casa, que se desenvolve horizontalmente e é caracterizada pelo grande corpo central saliente e mais alto, apresenta uma fachada de certa simplicidade, mas revela no seu interior o gosto opulento da época, sobretudo na decoração de algumas salas ricamente trabalhadas de estuques e em cujos tetos se conservam pinturas de certo interesse. A mais notável é a grande sala de baile, que ocupa o corpo central da casa, simultaneamente magnifica e fria na profusão de estuques, espelhos e pinturas, estas assinadas por alguns artistas portugueses e italianos da época. A Casa de Estoi reúne ainda várias telas de Maria Baretta e Adolfo Greno (1854-1901), pintor português que colaborou com Domingos Costa na decoração do interior da Igreja de Estoi.[1]

CapelaEditar

A capela apresentava uma estética Luís XV. Era dedicada à Sagrada Família, representada numa pintura setecentista no retábulo do altar-mor, acrescentado-se ainda a esta duas telas seiscentistas, uma pintada por Bento Coelho da Silveira.

JardinsEditar

Os jardins desenvolvem-se em três planos, fazendo uso de escadarias comunicantes comunicantes e de lanços opostos e outros elementos arquitetónicos que lembram ainda os jardins setecentistas, com laranjeiras e palmeiras, que condizem com o seu alegre estilo rococó. O terraço inferior exibe um pavilhão e azulejos azuis e brancos assinados por Pereira Júnior entre 1899 e 1904, a Casa da Cascata, no interior da qual se encontra uma cópia das Três Graças, de Canova. O terraço superior, o Patamar da Casa do Presépio, tem um grande pavilhão com vitrais, fontes decoradas com ninfas e nichos em azulejos. Encontram-se ainda numerosos bustos de cerâmica, coroando os muros, representando diversas personagens - bustos de D. Carlos I, Vasco da Gama, Goethe, Schiller, Bocage, Feliciano de Castilho, Almeida Garrett, Bismarck e Moltk, Milton, Herculano, Camões, etc.[1]

 
Palácio de Estói, em 1993.

HistóriaEditar

O palácio foi ideia de um nobre local[2] que morreu pouco depois do início da construção, em meados dos anos de 1840.[3] Outra personalidade local, José Francisco da Silva, adquiriu o palácio e completou-o em 1909. Foi feito visconde de Estoi, em 1906, graças ao dinheiro (quase 110 contos de réis)[4] e esforços que despendeu na sua reconstrução, uma vez que o palácio e os jardins tinham caído no abandono com a morte da última das irmãs do Coronel Francisco José Maria de Brito Pereira Carvalhal e Vasconcelos (o primeiro proprietário). O trabalho foi dirigido pelo arquitecto Domingos da Silva Meira, cujo interesse pela escultura é evidente. O interior do palácio, em pastel e estuque, está a ser restaurado e foi convertido numa pousada.

Em 1969, era propriedade de D. Maria do Carmo Assis Melo Machado.[1]

O palácio foi classificado como Imóvel de Interesse Público em 1977.

Em 2006 as «Preguiças», duas esculturas femininas de tamanho real, importadas de Itália, de incalculável valor, com 200 Kg cada uma, foram furtadas do palácio algarvio. As esculturas eram o «ex-libris» dos jardins do paço.

As esculturas foram posteriormente encontradas pelas autoridades espanholas e devolvidas ao palácio.

O Palácio de Estoi foi totalmente remodelado pelo Arq. Gonçalo Byrne e passou a ser uma das Pousadas de Charme do Algarve, sendo uma das pousadas de Portugal. Foi planeada a elaboração de duas réplicas, para substituir as estátuas italianas que foram furtadas.

GaleriaEditar

Ver tambémEditar

Notas e referências

  1. a b c de Azevedo, Carlos (1988). Solares de Portugal. [S.l.]: Livros Horizonte. 136 páginas 
  2. Fernando de Carvalhal e Vasconcelos, filho de Francisco José de Carvalhal e Vasconcelos (proprietário da Casa das Açafatas em Faro).
  3. O início do projecto terá sido em 1782-83 ("de acordo com investigação recente por Francisco Lameira"). (in Arquitectura no Algarve, 2005)
  4. Gil, Júlio (1992). Os mais belos Palácios de Portugal. Lisboa: Verbo. 253 páginas 

BibliografiaEditar

  • Fernandes, José Manuel. Janeiro, Ana (2005). Arquitectura no Algarve - Dos Primórdios à Actualidade, Uma Leitura de Síntese. [S.l.]: CCDRAlg (Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve) e Edições Afrontamento 
  • Lameira, Francisco I. C. (1995). Faro Edificações Notáveis. [S.l.]: Câmara Municipal de Faro 
  • Marques, Maria da Graça (coord.) (1999). O Algarve da Antiguidade aos nossos dias: elementos para a sua história. Lisboa: Edições Colibri 

Ligações externasEditar