Abrir menu principal

Palazzo Patrizi Naro Montoro

Disambig grey.svg Nota: Não confundir com o Palazzo Chigi Patrizi Naro Montoro, no rione Regola.
Vista do palácio a partir da Via Margutta.

Palazzo Patrizi Naro Montoro é um palácio localizado na altura do número 54 da Via Margutta, no rione Campo Marzio de Roma.

HistóriaEditar

 
Vista da entrada.

A Via Margutta é uma silenciosa e pitoresca via localizada no sopé do monte Pincio, aos pés da Villa Medici, e que, ainda hoje, é sinônimo de arte em Roma por causa de suas inúmeras galerias, antiquários, lojas artesanais e restaurantes autorais. Durante toda a sua história, a região atraiu pintores e escultures, músicos, compositores, escritores, poetas, fotógrafos e atores e o mais famoso ponto de encontro na região era o célebre Atelier degli Artisti, construído por Francesco Naro Patrizi Montoro, trisavô de dona Valentina Moncada di Paternò, a atual proprietária, e a quem se se deve o nome do palácio. Francesco era um membro da aristocracia vaticana de origem sienesa na metade do século XIX[1] e mandou construir um grande palácio para servir de residência para os artistas de seu tempo.

 
O famoso pátio interno do palácio.

Em 1887, o edifício tornou-se a sede da Associazione Artistica Internazionale[1][2]. Em fevereiro de 1917, Pablo Picasso, em companhia de Jean Cocteau, chegou em Roma e se hospedou primeiro no Hotel de Russie. Uma semana depois, ele recebeu um convite do marquês Giuseppe Patrizi e passou a se hospedar num estúdio no palácio da família, conhecido na época como Studi Patrizi. Ali, com vista para a Villa Medici, Picasso realizou duas obras fundamentais entre as suas obras-primas: "L'Italienne" (atualmente na coleção E.G. Buhrle) e "L'Arqlequine et femme au collier" (Centro Georges Pompidou, em Paris)[3]. Nas palavras de Cocteau numa carta à sua mãe, "Nous habitons dans le paradis terrestre"[1].

Na década de 1950, a Via Margutta serviu de pano de fundo para a "dolce vita" real, quando Billy Wilder ali passou suas "férias romanas" com Audrey Hepburn e Gregory Peck. Ali viveram também Anna Magnani, Giulietta Masina e Federico Fellini. O herdeiro dos Patrizi nessa época era o fotógrafo Johnny Moncada, cujo ateliê era uma espécie de país das maravilhas, no qual ele imortalizou os principais estilistas e os modelos mais famosos da época em cenários verdadeiramente "artísticos", porque não raro eram realizados por amigos artistas como Gastone Novelli, que por algum tempo teve seu ateliê no palácio[1].

Atualmente o complexo é gerido por Valentina Moncada di Paternò, filha de Johnny e herdeira da família[1].

Ver tambémEditar

Referências

  1. a b c d e Moncada di Paternò, Valentina, ed. (15 de janeiro de 2013). Atelier a via Margutta. Cinque secoli di cultura internazionale a Roma. Una passeggiata a Via Margutta. Un volume e altro …. Tridente Roma (em italiano). [S.l.]: Allemandi & C. 
  2. «Associazione Artistica Internazionale» (em italiano). Site oficial 
  3. «ARTE: QUANDO PICASSO A ROMA ABITAVA IN VIA MARGUTTA» (em italiano). ADN Kronos