Pampilhosa

vila e freguesia do Município da Mealhada, Portugal
 Nota: Não confundir com Pampilhosa da Serra.
 Nota: Para outros significados, veja Pampilhosa (desambiguação).

Pampilhosa (por vezes dita Pampilhosa do Botão) é uma vila portuguesa sede da Freguesia de Pampilhosa do Município de Mealhada, freguesia com 13,60 km² de área[1] e 3858 habitantes (censo de 2021),[2] tendo, assim, uma densidade populacional de 283,7 hab./km².

Portugal Portugal Pampilhosa 
  Freguesia  
Estação Ferroviária de Pampilhosa
Estação Ferroviária de Pampilhosa
Estação Ferroviária de Pampilhosa
Símbolos
Brasão de armas de Pampilhosa
Brasão de armas
Localização
Localização no município de Mealhada
Localização no município de Mealhada
Localização no município de Mealhada
Pampilhosa está localizado em: Portugal Continental
Pampilhosa
Localização de Pampilhosa em Portugal
Coordenadas 40° 20' 14" N 8° 26' 8" O
Região Centro
Sub-região Região de Coimbra
Distrito Aveiro
Município Mealhada
Código 011106
Administração
Tipo Junta de freguesia
Características geográficas
Área total 13,60 km²
População total (2021) 3 858 hab.
Densidade 283,7 hab./km²
Código postal 3050-442 Pampilhosa
Outras informações
Orago Santa Marinha
Sítio www.jf-pampilhosa.pt

Foi integrada no concelho da Mealhada a 31 de dezembro de 1853, por desanexação do concelho de Coimbra.

A povoação de Pampilhosa foi elevada à categoria de vila em 1985.[3]

Pampilhosa é um importante centro ferroviário e conserva ainda hoje a sua estação ferroviária, de grande importância a nível nacional, onde se cruzam as linhas do Norte (entre Lisboa e Porto), da Beira Alta (entre a Pampilhosa e Vilar Formoso) e o ramal da Figueira da Foz (entre a Pampilhosa e esta última cidade, via Cantanhede), este último, desativado desde 2009 e já sem carris.

Foi importante na indústria cerâmica no início do século XX, mas a indústria do barro extinguiu-se quase por completo e das outrora grandes fábricas do início do século, hoje subsistem apenas ruínas.

A maior parte da sua população é proveniente de outros lugares, pois desde o início do século XX, fruto do entroncamento das linhas de comboios, da empresa Caminho-de-ferro da Beira Alta, e da empresa Caminhos-de-ferro Portugueses, registou-se um exponencial crescimento populacional. Ficou a dever-se à instalação de Indústrias na zona; indústrias cerâmicas, químicas, transformadoras de madeiras, pois a necessidade de mão-de-obra foi enorme, assim como a procura de emprego.

Em 1947 houve a fusão das duas companhias (como se dizia na época).

Em tempos a estação da Pampilhosa foi a segunda mais importante do país.

Depois de 1974, progressivamente todas as antigas indústrias se extinguiram, no entanto um novo parque industrial foi construído a partir de 1997, noutro local e noutros ramos industriais e comerciais.

A Locomotiva BA61 a vapor da década de 1920, única no mundo, está na Pampilhosa.

Festas populares: Santa Marinha (padroeira), São João, S. Joaquim, Senhor do Lombo e Santo António.

História editar

O documento mais antigo que testemunha a existência de Pampilhosa é datado de 1117 e refere a doação desta "vila" ao Mosteiro de Lorvão, por parte dos seus donos, Gonçalo Randulfo e seu filho Telo Gonçalves. As terras da Pampilhosa ficaram assim foreiras daquele Mosteiro até à extinção das Ordens Religiosas.

A descrição feita no documento de doação, revela pormenores que indiciam que a "villa" de Pampilhosa, já teria uma longa existência: vinhas, pomares, casas, currais, terras desbravadas e incultas, pedras móveis ou imóveis, fontes dos montes, campos de regadio, moinhos e até uma Torre.

Para melhor recebimento das rendas e dos foros de oitava, de que alguns lavradores se eximiam, as freiras do Mosteiro resolveram, em determinada época, mandar construir um edifício celeiro em Pampilhosa. Estes tributos eram pagos em cereais (trigo, milho e centeio), azeite e vinho. Depois da extinção das Ordens Religiosas este celeiro foi adquirido pelo vizinho que a confrontava, um "sangrador-barbeiro".

Este conjunto de edificações, classificadas como do século XVI, é hoje conhecida por Casa Rural Quinhentista.

Em finais do século XIX e começos do século XX, era propriedade da importante família dos Melo. Segundo a tradição, era a casa que mais azeite recolhia entre o Douro e o Mondego, ou noutra versão, entre o Vouga e o Mondego. Este património foi adquirido pelo Rancho Folclórico e Grupo Etnográfico da Pampilhosa em 1984 e vem sendo recuperado à medida do apoio das Entidades Oficiais, nomeadamente, da Câmara Municipal de Mealhada. Até meados do século XIX, a Pampilhosa foi sempre um pequeno núcleo rural.

O seu desenvolvimento surge a partir da construção das linhas de caminho de ferro, especialmente da linha da Beira Alta, com a criação do importante entroncamento na Pampilhosa. Seguiu-se a instalação de fábricas de cerâmica, de indústrias de serração, oficinas de olaria, de tanoaria e de ferreiros, fornos de cal e outras actividades (resina, sarro e borras de vinho, adubos, repicagem de limas, etc.).

A 9 de julho de 1985 a Pampilhosa é elevada à categoria de Vila.

Demografia editar

A população registada nos censos foi:[2]

População da freguesia de Pampilhosa[4]
AnoPop.±%
1864 572—    
1878 648+13.3%
1890 1 023+57.9%
1900 1 064+4.0%
1911 1 576+48.1%
1920 1 719+9.1%
1930 2 326+35.3%
1940 2 837+22.0%
1950 3 241+14.2%
1960 2 966−8.5%
1970 2 936−1.0%
1981 3 798+29.4%
1991 3 516−7.4%
2001 4 218+20.0%
2011 4 098−2.8%
2021 3 858−5.9%
Distribuição da População por Grupos Etários[5]
Ano 0-14 Anos 15-24 Anos 25-64 Anos > 65 Anos
2001 643 577 2238 760
2011 610 391 2286 811
2021 472 392 2068 926

Localidades da Freguesia editar

Alguns lugares da freguesia:

  • Pampilhosa do Botão (Pampilhosa Alta e Baixa)
  • Canedo
  • Devesas
  • Lagarteira
  • Póvoa
  • Entroncamento

Património editar

 
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Referências

  1. «Carta Administrativa Oficial de Portugal CAOP 2013». descarrega ficheiro zip/Excel. IGP Instituto Geográfico Português. Consultado em 10 de dezembro de 2013. Arquivado do original em 9 de dezembro de 2013 
  2. a b Instituto Nacional de Estatística (23 de novembro de 2022). «Censos 2021 - resultados definitivos» 
  3. «Lei n.º 67/85, de 25 de setembro». diariodarepublica.pt. Consultado em 11 de novembro de 2023 
  4. Instituto Nacional de Estatística (Recenseamentos Gerais da População) - https://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_publicacoes
  5. INE. «Censos 2011». Consultado em 11 de dezembro de 2022 
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