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O Parque Estadual do Utinga é uma unidade de conservação estadual criada com o objetivo de preservar ecossistemas naturais de grande relevância ecológica e beleza cênica, estimular a realização de pesquisas científicas e, além disso, incentivar o desenvolvimento de atividades de educação ambiental, incluindo o turismo ecológico[1].

Localizado no coração da Região Metropolitana de Belém, Estado do Pará, Brasil, o Parque Estadual do Utinga é a unidade-símbolo da diversidade biológica presente na Região Amazônica. O parque ambiental chama a atenção por sua ampla e peculiar biodiversidade, ao mesmo tempo em que representa uma das regiões mais ameaçadas da Amazônia Legal, por conta da dinâmica de avanço e de consolidação da segunda maior zona urbana da Região Norte do País.

Além da histórica função de aportar, tratar e abastecer 70% da população da Região Metropolitana de Belém, o Parque Estadual do Utinga foi escolhido pela população como a principal opção de programa de recreação e atividades saudáveis ao ar livre, aliando práticas de bem-estar e contato com a natureza. A sua extensa área verde é utilizada para atividades de caminhada, corrida, passeios de bicicleta e/ou de patins, além de exercícios contemplativos de beleza cênica e meditativos. Estimula-se, ainda, o ecoturismo a partir de múltiplas opções de trilhas com diferentes níveis e percursos.[2]

A unidade de conservação abrange a uma área de 1.393,088 hectares, o equivalente a 1.400 campos de futebol. E, pelo fato de possuir uma localização privilegiada dentro da zona continental urbana da capital paraense, possibilita um alto fluxo de visitantes durante o ano inteiro, atendendo aos frequentadores locais, além de turistas nacionais e internacionais[3].

HistóriaEditar

O parque foi criado por meio de um decreto estadual com o objetivo de se haver um espaço de lazer, educação, cultura, turismo e pesquisas cientificas, além da preservação da fauna, flora e dos mananciais do lagos Bolonha e Água Preta, os quais são responsáveis por 63% do abastecimento hídrico da Região Metropolitana de Belém.[4]

A primeira iniciativa de preservação da área ocorreu em 1881, a partir da aprovação do Estatuto de Águas do Grão-Pará, companhia responsável por demarcar o território necessário para a proteção dos mananciais. No decorrer dos anos, foram elaborados e implementados planos para o melhor aproveitamento destes mananciais. Porém, só em 1982, a partir de um "Diagnóstico do Estudo Urbanístico e de Proteção Sanitária dos Lagos Bolonha e Água Preta", recomendou-se a criação de um parque ecológico às margens destes reservatórios, afim de se proteger uma amostra significativa do ecossistema amazônico.

Em 1993, pelo Decreto Estadual nº.1552/1993, foi criado o Parque Ambiental de Belém com uma área de aproximadamente 1.340 hectares. Em outubro de 2008 , para se adequar às normativas de Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), a denominação do Parque Ambiental de Belém foi alterada para Parque Estadual do Utinga, através do Decreto Estadual nº.1330/2008.[5]

A unidade de conservação é gerenciada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente do Pará (SEMA-PA) e administrada pela organização social privada Pará 2000.

Referências

  1. «Sobre o Utinga – Parque Estadual Utinga». Consultado em 21 de agosto de 2019 
  2. «Parque Estadual Utinga – OS Pará 2000». Consultado em 21 de agosto de 2019 
  3. «Parque Estadual do Utinga | Ideflor-bio». Consultado em 21 de agosto de 2019 
  4. «Parque Estadual do Utinga | Ideflor-bio». Ideflor-bio. 3 de agosto de 2015 
  5. «Ideflor-bio». Ideflor-bio. Consultado em 2 de julho de 2018 
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