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Parque Nacional das Badlands

(Redirecionado de Parque Nacional Badlands)
Parque Nacional das Badlands
Categoria II da IUCN (Parque Nacional)
Localização nos Estados Unidos.
Localização Dakota do Sul, Estados Unidos
Dados
Área 982,40 km², dos quais 942,20 km² território federal
Criação 29 de Janeiro de 1939
Visitantes 936 030 (em 2004)
Gestão National Park Service
Coordenadas 43° 45' N 102° 30' O
Fotografia de satélite do parque, com coloração artificial. A verde, vegetação; a rosa ou creme, terreno com pouca ou nenhuma vegetação. A branco/azulado, a rocha nua que constitui as formações geológicas características desta área.

O Parque Nacional das Badlands é um parque nacional localizado no estado do Dakota do Sul, Estados Unidos. Esta área protegida, com cerca de 982 km² de área,[1] possui formações geológicas fortemente escavadas pela erosão, como pináculos, agulhas e buttes. Inclui a maior pradaria protegida nos Estados Unidos.

Uma área de 259 km², denominada Badlands Wilderness, totalmente contida no parque nacional,[1] é uma zona de protecção especial de espécies em perigo de extinção. É feita aqui a reintrodução do toirão americano, o mamífero terrestre em maior perigo na América do Norte.[2]

O termo badlands (em inglês, literalmente "terras más") provém do facto de ser um termo usualmente dado a regiões áridas, especialmente na zona oeste dos Estados Unidos.[3]

A Stronghold Unit ("unidade do forte") é co-administrada pela tribo de Sioux Oglala e inclui locais onde ocorriam a Dança dos Fantasmas[4] e uma antiga zona de testes da Força Aérea dos Estados Unidos. [5]

O parque possui recursos paleontológicos de grande riqueza, com o registo fóssil do Oligoceno mais rico do mundo, datando entre 23 a 35 milhões de anos atrás. Com estes fósseis pode ser estudada a evolução de espécies de mamíferos como o cavalo, a ovelha, o rinoceronte e o porco.

Registos da presença humana no parque estendem-se por um período de 11 000 anos.

Presença humanaEditar

Índios AmericanosEditar

A área do parque nacional foi usada durante onze mil anos pelos povos indígenas da área para a caça. No final da Idade do Gelo, existiam paleoamericanos, sobre os quais pouco se conhece, que foram seguidos do povo Arikara e do Sioux. Os descendentes dos Arikara vivem hoje no Dakota do Norte, fazendo parte de uma nação com os povos Mandan e Hidatsa.

A tradição oral e registos arqueológicos indicam que estes povos acampavam em vales onde existia água e caça todo o ano. É possível encontrar hoje em dia vestígios de rochas e carvão usados em fogueiras, assim como pontas de setas e utensílios usados para a matança de bisontes e coelhos, entre outros. Da parte mais alta do parque, seria possível observar a zona em redor à procura de inimigos e manadas. Se a caça era abundante, ficavam durante parte do Inverno, antes do regresso às suas aldeias ao longo do rio Missouri. Em meados do século XIX, a Grande Nação dos Sioux (consistindo de sete tribos, incluindo os Oglala) tinha expulso as outras tribos da zona norte.

Quando lavradores migraram para o Dakota do Sul, nos finais do século XIX, o governo dos EUA retirou muito do território aos índios e forçou-os a viver em reservas. As lutas entre o homem branco e os povos indígenas dessa altura encontram-se documentadas em centros interpretativos no parque.

Caçadores de fósseisEditar

Desde os tempos da dominância dos Sioux que fósseis têm sido encontrados na região do parque nacional. Ossos de grandes dimensões e conchas de bivalves e de tartarugas fossilizadas são encontrados, e os Sioux concluíram, correctamente, que a região deveria ter estado debaixo de água no passado e que os ossos pertenceriam a criaturas que não existiam mais.

Nos anos 40 do século XIX, caçadores de comerciantes viajavam regularmente entre Fort Pierre e Fort Laramie, ao longo de um caminho que hoje corresponde a uma orla do parque nacional. Nessas viagens, fósseis eram coleccionados; em 1843, um desses fósseis foi enviado a um médico em St. Louis, Hiram A. Prout, que publicou um artigo sobre o mesmo em 1846, no American Journal of Science. Nesse artigo, Prout declarou que o osso pertencia a uma mandíbula de uma criatura que denominou Paleotherium. Após essa publicação, a zona das Badlands passou a ser uma zona procurada pelos fósseis. Em 1849, o Paleotherium foi renomeado a Titanotherium prouti por Joseph Leidy. Foram descobertas 84 novas espécies de fósseis em toda a América do Norte até 1854, e 77 destas na zona das Badlands. As escavações arqueológicas são ainda abundantes hoje em dia, devido ao facto de a zona ter o mais rico registo fóssil de mamíferos do Oligoceno (cerca de 33 milhões de anos atrás).

LavradoresEditar

Embora alguma lavoura fosse presente na região desde antes do final da Guerra Civil, o maior impacto desta actividade deu-se no século XX. No início desse século, muitos agricultores europeus e da costa leste dos EUA migraram para o Dakota do Sul. Possuíam quintas com uma área em média de 0,65 km², que revelou ser muito reduzida para alimentar uma família numa região semi-árida como esta. Na zona oeste dos Dakotas, as herdades eram maiores, com cerca de 2,6 km². Além da criação de gado, era feito o cultivo de trigo e centeio. No entanto, as grandes tempestades de poeira que assolaram os Estados Unidos na década de 30, combinadas com pragas de gafanhotos, tornaram o solo das Badlands impróprio, levando à migração de grande parte da população.

GaleriaEditar

ReferênciasEditar

  1. a b «Área do parque». Parque Nacional Badlands. Consultado em 26 de Setembro de 2005 
  2. «Critical Park Issues - Reintroduction of the Black-Footed Ferret». Badlands National Park. Consultado em 26 de Setembro de 2005 
  3. «Dicionário Geográfico» (PDF). cefetpr.br. Consultado em 7 de agosto de 2017. Arquivado do original (PDF) em 21 de março de 2007 
  4. «Badlands: Human History - American Indians». Badlands National Park. Consultado em 26 de Setembro de 2005 
  5. «Badlands: Gunnery Range History». Badlands National Park. Consultado em 26 de Setembro de 2005 
  • The National Parks: Index 2001–2003. Washington, U.S. Department of the Interior.

Ligações externasEditar