Partido Republicano (Brasil)

Disambig grey.svg Nota: Não confundir com Partido da República, nem com Republicanos (partido político).
Partido Republicano (Brasil)
Presidente Artur Bernardes
Fundação 1945
Dissolução 1965
Sede Rio de Janeiro
Ideologia Republicanismo
Nacionalismo
Federalismo
Espectro político Centro-direita
Cores       Verde

Política do Brasil
Partidos políticos
Eleições

O Partido Republicano (PR) foi fundado por Artur Bernardes, ex-presidente do Brasil, em 1945, sucedendo os antigos partidos republicanos dos estados de Minas Gerais, São Paulo, Maranhão, Pernambuco e Paraná. O PR foi extinto pela Ditadura militar brasileira, por intermédio do AI-2 em 27 de outubro de 1965. O antigo PR era forte em Minas Gerais e se destacou por ter políticos como Artur Bernardes Filho, Gabriel Passos e Celso Brant. Oscilou entre apoiar a UDN e o PSD.[1]

HistóriaEditar

O partido foi fundado por Artur Bernardes, antigo membro do Partido Republicano Mineiro, que foi logo extinto por causa do Estado Novo em 1937.[1] O partido voltaria em 1945, com o novo Código eleitoral.

O novo Código eleitoral de 1945 previa partidos apenas em nível nacional. Tendo sidos membros temporários da UDN, anunciaram o seu desligamento da UDN em 14 de agosto de 1945. O novo Partido Republicano reunia membros dos antigos partido republicanos locais de São Paulo, Minas Gerais, Maranhão, Pernambuco e Paraná. Na eleição presidencial de 1945, apoiou Eduardo Gomes da UDN.[1]

Nas eleições para a Assembleia Constituinte de 1945, O partido conseguiu eleger 7 deputados, 6 eleitos em Minas Gerais e 1 no Maranhão.[1]

Durante o governo do presidente Eurico Gaspar Dutra, participou do bloco que apoiou o presidente. Em 1950, o partido apoiou durante a candidatura do brigadeiro Eduardo Gomes, da UDN, enquanto a ala mineira do partido decidiu apoiar o candidato do PSD Cristiano Machado. Entretanto, ambos foram derrotados por Getúlio Vargas na eleição presidencial de 1950. Nas eleições gerais, o partido elegeu 11 deputados federais, a maioria deles eleitos em Minas Gerais.

Durante as discussões parlamentares sobre o Estatuto do Petróleo, durante a presidência de Getúlio Vargas, o partido integrou o bloco nacionalista, que era contra a medida de permitir que petroleiras estrangeiras agissem no Brasil legalmente.[1]

Nas eleições gerais de 1954, o partido elegeu 19 deputados federais, a maioria deles eleitos em Minas Gerais. Para a |eleição presidencial de 1955, o partido se uniu ao PSD para dar suporte à candidatura de Juscelino Kubitschek, que venceu a eleição. Por um tempo, o PR coligou-se ao PSD e a o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), até que em 1958 esse bloco se desfez, pois o partido apoiava a candidatura de Jânio Quadros na eleição presidencial de 1960, candidato da UDN. A ala mineira do PR, liderada por Clóvis Salgado, Tristão da Cunha e João Belo, rejeitaram a direção do partido.[1]

O PR foi extinto pela Ditadura militar brasileira, por intermédio do AI-2 em 27 de outubro de 1965.[1]

Visão políticaEditar

Na parte política, defendia o pacto federativo da república, sob o regime representativo; autonomia política e administrativa dos estados, assegurados a unidade nacional, "a paz e o prestígio da República"; Acreditava na existência na separação de poderes, ou seja, o Executivo, Legislativo e o Judiciário; Acreditava no bicameralismo; sufrágio universal, e voto obrigatório, direto e secreto; e da proibição da reeleição do presidente da República e dos governadores dos estados.[1]

Economicamente, o partido defendia a intervenção do Estado para "estimular, amparar e suprir a iniciativa privada, as funções de regular a concorrência e evitar abusos e exploração que sacrifiquem a economia coletiva". Para o partido, o Estado devia se abster das atividades de produção ou intermediário na economia. Dever-se-ia manter a propriedade privada "como elemento de liberdade do indivíduo e como melhor forma de utilização social dos bens, sujeitando-se, porém, o seu exercício às limitações do interesse coletivo". Por fim, o partido acreditava de assegurar a produção em bases econômicas, e da descentralização industrial, com a localização das fábricas mais próximas das matérias primas.[1]

Referências

  1. a b c d e f g h i Brasil, CPDOC-Centro de Pesquisa e Documentação História Contemporânea do. «PARTIDO REPUBLICANO (PR)». CPDOC - Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil. Consultado em 6 de março de 2021 
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