Partido Socialismo e Liberdade

partido político brasileiro
Partido Socialismo e Liberdade
Número eleitoral 50
Presidente Juliano Medeiros[1]
Fundação 6 de junho de 2004 (16 anos)
Registro 15 de setembro de 2005 (15 anos)[2]
Sede Brasília, DF
Ideologia Socialismo democrático[3]
Ecossocialismo[3]
Feminismo[3]
Anticapitalismo[3]
Anti-imperialismo[3]
Espectro político Esquerda[4][5] a Extrema-esquerda[6]
Think tank Fundação Lauro Campos e Marielle Franco
Dividiu-se de Partido dos Trabalhadores
Membros (2021) 219 943 filiados[7]
Prefeitos (2020)[8]
5 / 5 570
Senadores (2020)[9]
0 / 81
Deputados federais (2020)[10]
10 / 513
Deputados estaduais (2018)[11]
18 / 1 024
Vereadores (2020)[12]
89 / 56 810
Cores      Vermelho

     Amarelo

Bandeira do partido
Bandeira PSOL.jpg
Página oficial
psol50.org.br
Política do Brasil

Partidos políticos

Eleições

O Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) é um partido político brasileiro fundado em junho de 2004.[13] Obteve registro definitivo na Justiça Eleitoral no dia 15 de setembro de 2005. Seu número eleitoral é o 50,[14] suas cores são o vermelho, o amarelo e o laranja e tem, como logotipo principal, um sol sorridente desenhado por Ziraldo. O espectro político do PSOL é definido como de esquerda à extrema-esquerda,[6] Defendendo o socialismo democrático, é considerado um partido de esquerda ampla, pois, não funcionando por centralismo democrático, agrega diversas correntes internas desde reformistas até revolucionárias.[6]

Sua criação foi impulsionada por dissidências do Partido dos Trabalhadores (PT)[15][16] que alegavam discordar das políticas do partido.[17] Já no primeiro ano do Governo Lula, Luciana Genro, Heloísa Helena, Babá e João Fontes vinham descumprindo as orientações da bancada do PT nas votações no Congresso e, por votarem contra a reforma da previdência do governo Lula, acabaram expulsos pelo diretório nacional do Partido dos Trabalhadores e impulsionando a formação do PSOL.[18]

Dentre os destaques na atuação do Partido, Marcelo Freixo presidiu na ALERJ a CPI das Milícias, a qual ganhou repercussão nacional, chamando para depor políticos suspeitos de envolvimento com milícias.[19][20] Impulsionou o Movimento Ficha Limpa, em que o partido participou de atos favoráveis ao projeto de Lei da Ficha Limpa e trabalhou no Congresso pela sua aprovação. [21]

Após as candidaturas presidenciais de Heloísa Helena (2006), Plínio de Arruda Sampaio (2010) e Luciana Genro (2014), Guilherme Boulos foi lançado candidato ao Planalto pelo partido em 2018.[22][23] Desde a eleição de 2014, o PSOL foi o terceiro partido que mais cresceu em número de filiados.[24] Através das diversas eleições, dos parlamentares do partido e dos movimentos onde atua, este faz oposição aos governos e à maior parte das políticas que se manifestam no Congresso Nacional do Brasil e nos parlamentos estaduais e municipais.[25] Em janeiro de 2021 o partido possuía 219.943 filiados.[26]

HistóriaEditar

FundaçãoEditar

O PSOL foi fundado em 6 de junho de 2004, após a expulsão[27] dos parlamentares Heloísa Helena,[28][29] Babá,[30] João Fontes e Luciana Genro do Partido dos Trabalhadores (PT).[31] Recebeu apoio de intelectuais socialistas famosos, como Fabio Konder Comparato, do geógrafo Aziz Ab'Saber, do jornalista e ex-deputado Milton Temer, dos sociólogos Francisco de Oliveira e Ricardo Antunes, do economista João Machado, da economista Leda Paulani, dos filósofos Leandro Konder e Paulo Arantes[32] e do cientista político Carlos Nelson Coutinho.[33]

Buscando obter registro permanente na Justiça Eleitoral, o partido obteve quase 700 mil assinaturas a favor de sua fundação, mas os cartórios eleitorais só concederam certidões a 450 mil dessas assinaturas.[34][35] Uma nova tentativa de apresentar assinaturas válidas foi realizada pelos organizadores do partido em 1 de setembro de 2005. Em 15 de setembro, o registro definitivo foi obtido, e o número eleitoral adotado foi o 50.

Crescimento do partido em 2005Editar

 
Deputados lavando o Congresso Nacional durante o escândalo do Mensalão em 2005.

O partido ganhou novas adesões a partir de setembro de 2005,[36] resultado da crise política causada pelas denúncias do escândalo do mensalão,[37]. . Ingressaram no PSOL, ainda: militantes petistas oriundos de movimentos sociais, como a dirigente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) Lujan Miranda e o Secretário Nacional de Movimentos Populares do PT, Jorge Almeida; o então vereador Clécio Luis, que sete anos depois viria a se tornar o primeiro prefeito do PSOL em uma Capital de Estado; Edmilson Rodrigues, ex-prefeito de Belém do Pará e deputado federal pela sigla; os senadores Randolfe Rodrigues, na época deputado estadual; Marinor Brito, até então vereadora de Belém; José Nery, que migrou para o PSOL ainda como vereador belenense; o senador Geraldo Mesquita Júnior, oriundo do PSB; Marcelo Freixo; e os deputados federais Ivan Valente (São Paulo), Maninha (Distrito Federal), Chico Alencar (Rio de Janeiro),[38][39] João Alfredo (Ceará) e Orlando Fantazzini (São Paulo).

Conferência Nacional de 2006Editar

Por decisão do Diretório Nacional tomada em abril de 2006, foi realizada uma Conferência Nacional do partido entre os dias 26 e 28 de maio daquele mesmo ano. Durante esta Conferência, foi oficializada a candidatura da então senadora Heloísa Helena à Presidência da República e de seu vice, o economista carioca César Benjamin, nas eleições brasileiras de 2006.[40] Foi também oficializada a formação da Frente de Esquerda com o Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) e o Partido Comunista Brasileiro (PCB).

O Primeiro Congresso do partido, no qual foram definidas as linhas programáticas, aconteceu no primeiro semestre de 2007.[41]

Ingressos no partidoEditar

Em setembro de 2015, o deputado federal fluminense Glauber Braga deixou o PSB e se filiou ao PSOL.[42] Em março de 2016, foi a vez de a ex-prefeita de São Paulo e atual deputada federal Luiza Erundina migrar para o partido, tendo sido a candidata do PSOL à prefeitura de São Paulo em 2016.[43][44][45][46][47]

OrganizaçãoEditar