Partido Verde (Suécia)

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O Partido Ambiental - Os Verdes (Miljöpartiet de Gröna) é um partido político ecologista da Suécia, fundado em 1981, na esteira do Referendo sobre a energia nuclear em 1980.[2][3] Tem uma liderança bicéfala e paritária, atualmente personalizada por Per Bolund e Märta Stenevi. A sua organização juvenil é a "Juventude Verde" (Grön Ungdom).

Partido Verde
Miljöpartiet De Gröna
Porta-voz Per Bolund
Märta Stenevi
Fundação 20 de setembro de 1981
Sede  Suécia
Pustegränd 1-3, Estocolmo
Ideologia Ecologismo
Social liberalismo
Feminismo
Euroceticismo suave
Espectro político Centro-esquerda
Ala jovem Juventude Verde
Membros (2019) 10 588[1]
Afiliação internacional Global Verde
Afiliação europeia Partido Verde Europeu
Grupo no Parlamento Europeu Grupo dos Verdes/Aliança Livre Europeia
Parlamento da Suécia
16 / 349
Parlamento Europeu
3 / 20
Assembleia regional
48 / 1 696
Assembleia municipal
395 / 12 700
Cores Verde
Página oficial
www.mp.se

Nas eleições parlamentares de 2018 o partido recebeu 4,41% dos votos, conquistando 16 assentos. O partido tem 2 assentos no Parlamento Europeu, depois das eleições parlamentares europeias de 2019.

Participa no Governo Löfven, desde 2014, um governo minoritário de coligação verde-vermelha reunindo o Partido Social-Democrata, de centro-esquerda, e o Partido Verde, ecologista[4][5].

IdeologiaEditar

Na sua plataforma partidária, os Verdes descrevem a sua ideologia como baseada "numa solidariedade que pode ser expressa de três maneiras: solidariedade com os animais, natureza e sistema ecológico", "solidariedade com as gerações vindouras" e "solidariedade com todos os as pessoas do mundo ". Uma análise verde da sociedade é baseada numa visão holística - tudo está conectado e interdependente.

A plataforma descreve essas solidariedades sendo expressas em "várias ideias fundamentais", sendo elas democracia participativa, sabedoria ecológica, justiça social, direitos das crianças, economia circular, justiça global, não-violência, igualdade e feminismo, direitos dos animais, autossuficiência e autoconfiança, autoadministração, liberdade e sustentabilidade[6]. O Partido Verde sueco tem as suas raízes nos movimentos pelo meio ambiente, pela solidariedade, pelos direitos das mulheres e pela paz.

FiliaçõesEditar

O Partido Verde tem uma boa relação com os social-democratas e, em menor medida, com o Partido da Esquerda. O partido não descarta a participação num governo com os partidos liberais menores e de centro-direita na Suécia. O Partido Verde ao entrar pela primeira vez no Riksdag, aliou-se ao Bloco Conservador na oposição aos Social-democratas. O Partido Verde deixou claro que a sua preferência entre acordos cooperativos com o Bloco Conservador não inclui o apoio a um governo liderado pelo Partido Moderado liberal-conservador. No entanto, historicamente, houve acordos políticos concluídos com os partidos que formam a Aliança de centro-direita como um exemplo em relação à educação. A cooperação com o Partido Moderado no nível municipal é relativamente frequente.

Nas eleições para a Igreja da Suécia, o partido não participa diretamente, mas os Verdes na Igreja da Suécia, um grupo de indicação independente, participa das eleições da Igreja em todos os níveis.

Internacionalmente, o Partido Verde integra o Grupo dos Verdes/Aliança Livre Europeia na União Europeia, e a Global Verde[7].

EleitoradoEditar

Muitas vezes acredita-se que o partido está situado à esquerda na escala esquerda-direita devido à sua cooperação com o Partido Social-Democrata. O partido participou numa coligação política e eleitoral chamada Bloco Vermelho e Verde com os Social-Democratas e Partido da Esquerda[8]. Em vários municípios, porém, os Verdes cooperam com partidos liberais e conservadores, e o partido não se define como de esquerda nem de direita. Em vez disso, colocam-se na extremidade de uma escala entre sustentabilidade e crescimento. Num artigo publicado em 2009, Maria Wetterstrand, então co-porta-voz do partido, definiu o partido como um lar natural também para liberais sociais de mentalidade ecológica e socialistas libertários, referindo-se à sua política liberal em relação à imigração e seu apoio à integridade pessoal, participação e empreendedorismo, entre outras questões[9].

Uma vez no governo, o partido tem como prioridades as alterações climáticas, a antidiscriminação e a igualdade perante a lei.

Resultados EleitoraisEditar

Eleições legislativasEditar

Data Porta-vozes CI. Votos % +/- Deputados +/- Status
Masculino Feminino
1982 7.º 91 787
1,65 / 100,00
0 / 349
Extra-parlamentar
1985 Per Gahrton Ragnhild Pohanka 7.º 83 645
1,50 / 100,00
 0,15
0 / 349
  Extra-parlamentar
1988 Birger Schlaug Eva Goës 6.º 296 935
5,53 / 100,00
 4,03
20 / 349
 20 Oposição
1991 Jan Axelsson Margareta Gisselberg 8.º 185 051
3,38 / 100,00
 2,15
0 / 349
 20 Extra-parlamentar
1994 Birger Schlaug Marianne Samuelsson 6.º 279 042
5,02 / 100,00
 1,64
18 / 349
 18 Oposição
1998 Birger Schlaug Marianne Samuelsson 7.º 236 699
4,49 / 100,00
 0,53
16 / 349
 2 Oposição
2002 Peter Eriksson Maria Wetterstrand 7.º 246 392
4,64 / 100,00
 0,15
17 / 349
 1 Oposição
2006 Peter Eriksson Maria Wetterstrand 7.º 291 121
5,24 / 100,00
 0,59
19 / 349
 2 Oposição
2010 Peter Eriksson Maria Wetterstrand 3.º 437 435
7,34 / 100,00
 2,09
25 / 349
 6 Oposição
2014 Gustav Fridolin Åsa Romson 4.º 429 275
6,89 / 100,00
 0,45
25 / 349
  Governo
2018 Gustav Fridolin Isabella Lövin 8.º 264 586
4,41 / 100,00
 2,47
15 / 349
 10 Governo

Eleições regionaisEditar

Data CI. Votos % +/- Deputados +/-
1982 3.º 98 042
1,9 / 100,0
0 / 1 717
1985 6.º 104 166
2,0 / 100,0
 0,1
0 / 1 733
 
1988 6.º 237 556
4,8 / 100,0
 2,8
83 / 1 743
 83
1991 7.º 156 594
3,1 / 100,0
 1,7
34 / 1 763
 49
1994 6.º 236 666
4,6 / 100,0
 1,5
78 / 1 777
 44
1998 7.º 226 398
4,4 / 100,0
 0,2
70 / 1 646
 8
2002 7.º 204 169
3,9 / 100,00
 0,5
55 / 1 656
 15
2006 7.º 256 547
4,74 / 100,00
 1,8
68 / 1 656
 13
2010 4.º 367 447
6,86 / 100,00
 2,12
104 / 1 662
 36
2014 4.º 442 760
7,21 / 100,00
 0,35
106 / 1 678
 2
2018 8.º 265 522
4,12 / 100,00
 3.09
48 / 1 696
 58

Eleições municipaisEditar

Data CI. Votos % +/- Deputados +/-
1982 7.º 91 842
1,6 / 100,0
129 / 13 500
1985 6.º 142 498
2,5 / 100,0
 0,9
237 / 13 520
 108
1988 5.º 302 797
5,6 / 100,0
 3,1
693 / 13 564
 456
1991 7.º 199 207
3,6 / 100,0
 0,2
389 / 13 526
 304
1994 6.º 298 044
5,3 / 100,0
 1,7
616 / 13 550
 227
1998 7.º 252 675
4,8 / 100,0
 0,5
559 / 13 388
 57
2002 7.º 227 189
4,2 / 100,0
 0,5
443 / 13 274
 116
2006 7.º 269 560
4,88 / 100,00
 0,60
436 / 13 092
 7
2010 6.º 418 362
7,07 / 100,00
 2,19
686 / 12 978
 250
2014 5.º 483 529
7,76 / 100,00
 0,69
732 / 12 780
 46
2018 8.º 301 825
4,62 / 100,00
 3,14
395 / 12 700
 337

Eleições europeiasEditar

Data Cabeça de lista CI. Votos % +/- Deputados +/-
1995 Per Gahrton 3.º 462 092
17,22 / 100,00
4 / 22
1999 Per Gahrton 5.º 239 946
9,49 / 100,00
 7,73
2 / 22
 2
2004 Carl Schlyter 7.º 149 603
5,96 / 100,00
 3,53
1 / 19
 1
2009 Carl Schlyter 4.º 349 114
11,02 / 100,00
 5,06
2 / 18
2 / 20
 1

 

2014 Isabella Lövin 2.º 572 591
15,41 / 100,00
 4,39
4 / 20
 2
2019 Alice Bah Kuhnke 4.º 478 258
11,52 / 100,0
 3,89
2 / 20
 2

Ver tambémEditar

Ligações externasEditar

Referências

  1. https://www.svd.se/medlemstapp-i-partierna--bara-kd-och-sd-okar
  2. Ernby, Birgitta; Martin Gellerstam, Sven-Göran Malmgren, Per Axelsson, Thomas Fehrm (2001). «Miljöpartiet». Norstedts första svenska ordbok (em sueco). Estocolmo: Norstedts ordbok. p. 399. 793 páginas. ISBN 91-7227-186-8 
  3. Magnusson, Thomas; et al. (2004). «Miljöpartiet de Gröna». Vad varje svensk bör veta (em sueco). Estocolmo: Albert Bonniers Förlag e Publisher Produktion AB. p. 123. 654 páginas. ISBN 91-0-010680-1 
  4. Johanna Cardell. «Stefan Löfven är ny statsminister» (em sueco). Expressen. Consultado em 2 de outubro de 2014 
  5. «Sveriges regering» (em sueco). Chancelaria do Governo da Suécia (Regeringskansliet). Consultado em 9 de fevereiro de 2016. Arquivado do original em 8 de março de 2016 
  6. «Partiprogram» (PDF). Consultado em 8 de maio de 2021 
  7. «Members» (em inglês). The Greens-European Free Alliance. Consultado em 12 de fevereiro de 2016. Arquivado do original em 5 de março de 2016 
  8. «Partiledarna litar inte på Ohly». Aftonbladet (em sueco). Consultado em 8 de maio de 2021 
  9. «Wetterstrand: De gröna ett naturligt hem för socialliberaler - Artikel av Maria Wetterstrand - Newsmill». web.archive.org. 28 de julho de 2011. Consultado em 8 de maio de 2021