Passagem Superior de Alcântara

Passagem Superior de Alcântara
Secção elevada, sobre a Avenida 24 de Julho. Ao fundo, o ramal para o antigo Jumbo.
Nome oficial Passagem Superior de Alcântara
Arquitetura e construção
Mantida por Rede Ferroviária Nacional
Término da construção 1991
Data de abertura 1991
Data de encerramento 2008
Comprimento total 480 m
Largura 10 m
Geografia
Via Pedonal
Localização Alcântara, Lisboa, Portugal
Coordenadas 38° 42' 15.06" N 9° 10' 27.95" O

A Passagem Superior de Alcântara foi uma infraestrutura pedonal, que ligava as estações de Alcântara-Mar (Linha de Cascais) e Alcântara-Terra (Linha de Cintura), em Lisboa, Portugal. Funcionou entre 1991 e 2008, quando foi demolida.[1]

Pass. Sup. Alcântara
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L.ª CinturaCamp.-A
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Alcântara-Terra
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Unknown route-map component "RP4q" + Unused transverse waterway + Unknown route-map component "v-SHI2r" + Unknown route-map component "BL"
× Carris: C.Santo ⇆ Ajuda
Unknown route-map component "RP4q" + Unknown route-map component "RP4" + Urban transverse track
Unknown route-map component "RP4q" + Urban transverse track + Unknown route-map component "BL" + Unknown route-map component "vSTR-"
× Carris: C.Sodré ⇆ C.Qb.
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Unknown route-map component "BL" + Unknown route-map component "vSTR-" + Unknown route-map component "BLeq"
ramal para o Jumbo
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Unknown route-map component "dBL" + Unknown route-map component "dPORTALf"
Unknown route-map component "c"
Unknown route-map component "RP4ensRP4" + Unknown route-map component "STRc2"
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Unknown route-map component "STR+l" + Unknown route-map component "STR+1"
Unknown route-map component "c" + Unknown route-map component "STRc4" + Transverse track
Unknown route-map component "dBLe" + Unknown route-map component "dPORTALg" + Unknown route-map component "ldHST"
Unknown route-map component "c" Unknown route-map component "STR+r"
Alcântara-Mar
Straight track Continuation forward
L.ª CascaisSantos
Continuation forward
L.ª CascaisBelém

CaracterizaçãoEditar

Esta estrutura consistia num conjunto de 3 passagens para peões, totalizando aproximadamente 480 m: uma iniciava-se numa rampa junto à Estação de Alcântara-Terra, percorrendo cerca de 320 m, a vários metros acima do nível da rua, e terminava junto ao cruzamento de estradas onde terminam as Ruas Fradesso da Silveira e de Cascais e se iniciam as Avenidas de Ceuta e 24 de Julho; nesse ponto, a passagem tinha um ramal elevado, com cerca de 40 m de comprimento, para um estabelecimento comercial Jumbo, do lado oposto da Rua de Cascais, e uma rampa de acesso a uma passagem ao nível do solo, com aproximadamente 130 m de extensão, que terminava a Norte da Avenida da Índia, junto ao cruzamento desta artéria com a Rua de Cascais.

O atravessamento da Avenida e ligação à Estação de Alcântara-Mar é efectuado por uma passagem subterrânea.[1] A estrutura incluía, no seu interior, um conjunto de passadeiras rolantes para os utentes.[1]

HistóriaEditar

 
Aspeto do processo de desmontagem, a 20 de Setembro de 2008.

InauguraçãoEditar

A Passagem Superior de Alcântara foi inaugurada em 1991, de forma a que os passageiros pudessem efectuar o transbordo entre as Estações de Alcântara-Mar, na Linha de Cascais, e Alcântara-Terra, na Linha de Cintura[1], pois não existe qualquer serviço ferroviário de passageiros que ligue estas linhas. Pretendia-se, assim, melhorar as ligações entre o centro de Lisboa e a Linha de Cascais.[1]

Declínio e demoliçãoEditar

Desde a abertura à exploração que esta estrutura não teve o movimento previsto, e, após alguns anos, deixou de ser efectuada a manutenção, pelo que as passadeiras rolantes começaram a avariar[1][2]; depois, o ramal para o Jumbo, que também era utilizado frequentemente para atravessar a estrada, foi encerrado, e toda a estrutura entrou em estado de degradação, reduzindo ainda mais o número de utentes.[1]

Em 3 de Outubro de 2007, um grupo de vereadores, liderada pelo antigo presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carmona Rodrigues, apresentou uma proposta para a demolição da Passagem Superior, com base no avançado estado de degradação e abandono em que esta se encontrava[3]; este pedido, que se englobou num projecto de requalificação da zona de Alcântara, sugeriu que se formasse um protocolo com a Rede Ferroviária Nacional, que já desde antes se tinha mostrado interessada na demolição da estrutura.[3]

A demolição da estrutura, prevista para 15 de Setembro de 2008, foi levada a cabo entre os dias 20 e 22 desse mês, tendo as obras de remoção afectado o trânsito na zona[4]; esta medida foi aplaudida alguns moradores do Alcântara Rio, empreendimento habitacional de luxo vizinho, que consideravam a estrutura como uma obstrução visual.[5]

Ver tambémEditar

Referências

  1. a b c d e f g CRUZ-FILIPE, Luís (4 de Outubro de 2008). «A passagem de Alcântara». Divagações sobre tudo e sobre nada. Consultado em 18 de Maio de 2010 
  2. «Respirar debaixo de água/ tapetes». Boa Pergunta. 31 de Agosto de 2004. Consultado em 18 de Maio de 2010 
  3. a b «Equipa de Carmona propõe demolição de passagem superior em Alcântara». Destak. 2 de Outubro de 2007. Consultado em 18 de Maio de 2010 
  4. «Remoção total da passadeira metálica para peões já está atrasada». Público. 20 de Setembro de 2008 
  5. ««Lisboa é das pessoas, mais contentores não!»». IOL Diário. 27 de Outubro de 2008. Consultado em 18 de Maio de 2010 
 
O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre a Passagem Superior de Alcântara
 
O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre a Passagem Inferior de Alcântara

Ligações externasEditar