Paul Neefs

Paul Neefs (Turnhout, 4 do Julho de 1933Oud-Turnhout, 7 de Maio de 2009) foi um arquitecto e escultor belga. Em 1956 formou-se no Hoger Instituut voor Architectuur St. Lucas em Gante e trabalhou como arquitecto independente de 1958-1983.[1] Paul Neefs foi um dos mais conhecidos arquitectos modernistas da sua generação.[1][2]

ObrasEditar

Entre 1958 e 1983 Neefs construiu umas 60 habitações e 4 bairros de habitações sociais, uma câmara municipal, uma igreja, um silo para cereais e um hangar em Turnhout. Os apreciadores de arquitectura estimam as suas obras porque são – segundo eles – consistentes e actuais.[1]

Em comparação com outros arquitectos belgas, é notável que as suas obras têm muitas ligações com o modernismo, com poucos elementos e detalhes rígidos, linhas rectas e ângulos rectos. Fascinou-se pelos grandes modernistas como Le Corbusier (1896-1967), Walter Gropius (1883-1969), Henry Van de Velde (1863-1957), Alvar Aalto (1898-1976) e Mies van der Rohe (1886-1969).[1] As formas oblíquas e agudas de Hans Scharoun (1893-1972) e os planos curvos do brasileiro Oscar Niemeyer (1907) também fascinaram Paul Neefs. Ambos os arquitectos introduziram um tipo de ‘ligeirismo’ e uma poesia no modernismo.[2] Talvez seja a ausência de detalhes que torna as obras de Neefs tão atraentes para os seus apreciadores.[2] Os planos parecem discretos e autênticos porque as bordas são apagadas ou dissolvidas o mais possível. As janelas de metal são quase sempre juntas numa banda de janelas em que a medida destas se mantém, esteja a janela aberta ou não. Os parapeitos desaparecem porque também se estuca do lado inferior até à janela. As molduras metálicas das portas não sobressaem das paredes sendo igualmente pintadas como as paredes. Os corrimões desaparecem ou em paredes maciças, das quais o lado de cima também é estucado, ou em vidro em quadros finíssimos de metal.[2] Na sua própria casa (1963) Paul Neefs estipulou pela primeira vez de uma forma clara a sua opinião sobre arquitectura. Graças à plantação num terreno no meio de campos, todas as orientações e vistas são abertas.[2][3]

Alguns dos grandes projectos como uma escola, um convento, uma casa de repouso, complexos de apartamentos e uma câmara municipal nunca foram realizados. Em 1983 Paul Neefs despediu-se da sua profissão como arquitecto. Nos seus tempos livres começou a esculpir: desenhos, serigrafias e esculturas de metal e madeira. Muitas dessas obras são exibidas nas suas habitações.

Links externos

Referências

  1. a b c d Vlees en Beton 19-20/1992, samenstelling Mil de Kooning, voorwoord Leo Pleysier, LAAT-XXe-EEUWS GENOOTSCHAP
  2. a b c d e Paul Neefs, woningen 1958-1983, Yves de Bont
  3. «In memoriam Paul Neefs (1933-2009) : Gazet van Turnhout». Consultado em 2 de Abril de 2010. Arquivado do original em 6 de julho de 2011