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Paulo Sérgio Silvestre Nascimento

futebolista brasileiro

Paulo Sérgio Silvestre do Nascimento, mais conhecido como Paulo Sérgio (São Paulo, 2 de junho de 1969) é um ex-jogador, treinador de futebol e comentarista esportivo brasileiro.

Paulo Sérgio
Paulo sergio silvestre nascimento.jpg
Informações pessoais
Nome completo Paulo Sérgio Silvestre do Nascimento
Data de nasc. 2 de junho de 1969 (50 anos)
Local de nasc. São Paulo (SP), Brasil
Nacionalidade brasileiro
Altura 1,80 m
Informações profissionais
Período em atividade Como Jogador: 1988–2003 (15 anos)
Como Treinador: 2008 (1 ano)
Equipa atual Aposentado
Posição Atacante
Clubes de juventude
1983 Corinthians
Clubes profissionais2
Anos Clubes Jogos (golos)
1988–1993
1989–1990
1993–1997
1997–1999
1999–2002
2002
2003
Corinthians
Novorizontino (emp.)
Bayer Leverkusen
Roma
Bayern de Munique
Al Wahda
Bahia
00183 000(24)
00000 0000(0)
00121 000(63)
00064 000(24)
00077 000(21)
00000 0000(0)
00008 0000(0)
Seleção nacional
1991–1994 Brasil 00013 0000(2)
Times/Equipas que treinou
2008 Red Bull Brasil

Índice

BiografiaEditar

Atuando como atacante, começou nas categorias de base aos 13 anos no Corinthians, subindo para o time profissional aos 18 anos, em 1988.

Em 1990, no primeiro semestre, Paulo Sérgio foi emprestado para o Novorizontino, equipe que fez surpreendente campanha no Campeonato Paulista e acabou sendo vice-campeã estadual sob o comando de Nelsinho Baptista. E o mesmo Nelsinho assumiu o Corinthians durante o Campeonato Brasileiro daquele ano. Paulo Sérgio, que já tinha a confiança do treinador nos tempos de Novo Horizonte, foi muito aproveitado durante aquele nacional. Nelsinho e Paulo Sérgio se deram bem, e Corinthians foi o campeão nacional daquele ano.

Versátil, Paulo Sérgio chegou a atuar no Corinthians como ponta-direita, ponta-esquerda, centroavante, meia, lateral e até goleiro. Nesta última posição, Paulo Sérgio foi obrigado a atuar depois da expulsão do goleiro Ronaldo em um clássico contra o São Paulo no dia 7 de fevereiro de 1993. Ele tomou um gol do tricolor, que venceu a partida por 3 a 0.[1] No mesmo ano, pelo mesmo Campeonato Paulista, Paulo Sérgio ajudou o time alvinegro a ser vice-campeão, sendo derrotado pelo Palmeiras na decisão. Até hoje, muitos torcedores corintianos se lembram desta decisão e culpam a arbitragem para que o título fosse parar na mão dos arquirrivais. Durante o segundo jogo da decisão, Edmundo deu um carrinho muito forte em Paulo Sérgio, e o time alvinegro pediu por sua expulsão, que não foi executada.[2] Logo após a final, Paulo Sérgio foi negociado com o Bayer Leverkusen, da Alemanha, por valor equivalente à 1 milhão de euros.

Na Alemanha, o brasileiro não precisou de adaptação e explodiu logo na primeira temporada, sendo o destaque do Leverkusen: a equipe ficou com a terceira posição na Bundesliga e ganhou vaga na Copa da UEFA muito graças aos 17 gols marcados por Paulo Sérgio. O atacante ficou atrás apenas dos artilheiros daquele ano, Stefan Kuntz e Anthony Yeboah, que balançaram as redes em 18 oportunidades. Por conta de suas boas apresentações nesta temporada, fez parte da Seleção Brasileira campeã do mundo de 1994, atuando contra Camarões e Suécia.[3]

Após o reconhecimento máximo com a seleção, Paulo Sérgio retornou para Leverkusen e viveu anos de altos e baixos após a conquista. Em na temporada seguinte, a equipe foi apenas sétima colocada, pois se dedicou à Copa da UEFA, competição em que caiu nas semifinais. diante do Parma – o brasileiro fez quatro gols no torneio continental, incluindo um nas semifinais.

No entanto, a temporada seguinte foi de redenção para Paulo Sérgio e para o time de Leverkusen: o atacante marcou 17 gols e ajudou a equipe a ser vice-campeã alemã e a conquistar uma vaga na Liga dos Campeões. No auge, aos 28 anos, chamou a atenção da Roma, que investiu cerca de 6 bilhões de liras para levá-lo à Cidade Eterna.

Quando foi contratado pela Roma, ele foi recebido com uma pichação no muro do centro de treinamento do clube. A torcida romanista disse que foram torcedores da rival Lazio que deixaram aquela mensagem racista.[4] No entanto, Paulo se tornou uma figura importante do elenco e foi escalado pelo treinador Zdenek Zeman como ponta direita no esquema 4-3-3, entrando em todas as partidas dos romanos na temporada: 34 na Serie A e seis na Coppa Italia. Além de sempre presente, Paulo Sérgio foi o vice-artilheiro da equipe, ao lado de Totti, com 14 gols, sendo 12 deles no Campeonato Italiano. 

Alguns destes gols foram fundamentais para fazer da Roma a quarta colocada naquela Serie A, como os marcados diante de Parma, Fiorentina e Milan, equipes que ficaram abaixo dos giallorossi na tabela. O gol contra os rossoneri é o mais lembrado até hoje: Paulo Sérgio deu um drible da vaca em Costacurta e apenas deslocou o goleiro Sebastiano Rossi para guardar o terceiro na goleada por 5 a 0.

Em 1998-99, Balbo trocou a Roma pelo Parma e Delvecchio ganhou a titularidade. Paulo Sérgio, por sua vez, continuou atuando pela faixa direita do ataque e marcou os mesmos 12 gols que no ano anterior. Se os números foram os mesmos, os romanistas caíram de rendimento e não fizeram um grande campeonato: o time ficou apenas na quinta colocação. Apesar dos gols contra Milan e Juventus, Paulo Sérgio também não atuou no mesmo nível de 1997-98 e fez apenas nove partidas completas entre 30 disputadas pelos giallorossi.

O fracasso romano na temporada levou o presidente da equipe, Francesco Sensi, a fazer uma pequena reformulação na equipe. Primeiro, Zeman deixou o cargo para dar espaço a Fabio Capello, o que já diminuiria as chances de Paulo Sérgio na equipe, por questões táticas. Quando o treinador revelou o desejo de contar com Vincenzo Montella, o atacante brasileiro acabou negociado com o Bayern Munique, que pagou 12 milhões de marcos e o levou de volta para a Alemanha.[5]

De 1999 a 2002, ele atuou pelo time bávaro, onde conquistou quase todos os títulos possíveis (Campeonato Alemão, Copa da Alemanha, Copa Intercontinental e Liga dos Campeões da Europa), além de fazer parceria no ataque com o também brasileiro Élber.

Com 34 anos, ele chegou a voltar ao Brasil para jogar com a camisa do Bahia[6], mas seguidas contusões o atrapalharam, e o fizeram encerrar a carreira.

Pós-aposentadoriaEditar

Iniciou a carreira de treinador no Red Bull Brasil, no ano de 2008.[7] Na equipe, trabalhou com outro antigo ídolo do Corinthians: Gilmar Fubá.

Foi apresentador e jurado do reality show Menino de Ouro, exibido pelo SBT entre 2013 e 2014.

Também foi Secretário de Esportes do Município de Barueri entre janeiro de 2013 e junho de 2015.[8][9] Atualmente tem a empresa de Gestão em Negócios PS7TE Participações e é embaixador da Bundesliga.

Desde 2018 é contratado da RedeTV!, onde integra o departamento de esportes como comentarista.

TítulosEditar

Referências

Ligações externasEditar