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Pedrinhas Paulista

município brasileiro do estado de São Paulo

Pedrinhas Paulista é um município brasileiro do estado de São Paulo. Localiza-se a uma latitude 22º48'54" sul e a uma longitude 50º47'38" oeste, estando a uma altitude de 330 metros. Sua população estimada em 2004 era de 3.004 habitantes. Possui uma área de 152,62 km².

Município de Pedrinhas Paulista
Portal de acesso a cidade

Portal de acesso a cidade
Bandeira indisponível
Brasão de Pedrinhas Paulista
Bandeira indisponível Brasão
Hino
Fundação 21 de setembro de 1952 (66 anos)
Gentílico pedrinhense
Prefeito(a) Sergio Fornasier (DEM)
(2017 – 2020)
Localização
Localização de Pedrinhas Paulista
Localização de Pedrinhas Paulista em São Paulo
Pedrinhas Paulista está localizado em: Brasil
Pedrinhas Paulista
Localização de Pedrinhas Paulista no Brasil
22° 48' 54" S 50° 47' 38" O22° 48' 54" S 50° 47' 38" O
Unidade federativa São Paulo
Mesorregião Assis IBGE/2008 [1]
Microrregião Assis IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes Cruzália, Florínea
Distância até a capital 480 km
Características geográficas
Área 152,173 km² [2]
População 2 936 hab. Censo IBGE/2010[3]
Densidade 19,29 hab./km²
Altitude 330 m
Clima tropical úmido
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,819 muito alto PNUD/2000 [4]
PIB R$ 70 296,385 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 24 049,40 IBGE/2008[5]

Índice

HistóriaEditar

Não há muito tempo, trens lotados partiam de diversas cidades da Itália com destino a vários países do velho continente e navios zarpavam em direção à América, eram os imigrantes italianos em busca de outra pátria que os acolhesse para viver e criar seus filhos em harmonia e em paz, longe da guerra e da destruição que se alastrou pelas montanhas e vales da Pátria mãe. 

Com as notícias vindas de outras partes do mundo, acendeu na mente daquele povo a esperança de encontrar novamente a alegria de viver e ter um lar feliz. 

Para trás, ficaram as lembranças da guerra, da destruição e durante a longa viagem se perguntavam ansiosos: 'Mérica, Mérica, Mérica, cossa sara lasta Mérica?' 

De um lado, tinham a certeza do sofrimento que lá ficou, mas de outro a incerteza de como seria essa América. Na verdade, a imigração italiana se iniciou em 1860 com grandes grupos tomando direção de alguns países da Europa e os demais, da América e da Austrália, chegando a 24.000.000 no início do século passado; para o Brasil, a partir de 1875 imigraram 1.500.000 em grande parte para substituir a mão-de-obra escrava, após a II Guerra, apenas 22.000. 

O Governo brasileiro tinha interesse na imigração para colonizar o interior, razão pela qual promulgou em 18 de setembro de 1945 o Decreto-Lei nº 7.967, que a reconhecia como de utilidade pública e regulamentava a sua seleção no exterior. 

A partir de 1949 e 1950, o Governo Italiano encaminhou a Missão Técnica Agrícola para realizar estudos de reconhecimento territorial e de fertilidade em áreas rurais de diversos países da América, inclusive do Brasil, onde foram escolhidos Joinville, em Santa Catarina, Santa Tereza, em Goiás, e Pedrinhas Paulista, em São Paulo, sendo esta a única que prosperou, graças à terra fértil do Vale do Paranapanema, aliada à garra de seu povo, e amparo constante de Dom Ernesto Montagner, pároco, diretor nato, presidente interino por algumas vezes e interlocutor entre os colonos e a Companhia. 

A missão da Companhia Brasileira de Colonização e Imigração Italiana era a de fixação e sustentação do colono italiano em solo brasileiro e de fazer cumprir o acordo firmado entre os dois países em 08/10/47. A Companhia planejou a colonização em duas etapas: a primeira, de implantação da infra-estrutura, foi idealizada pelos técnicos, engenheiros, com a colaboração dos oficiais da construção civil, que partiram do Posto de Gênova, em 31/08/51, com a tarefa de construir casas, pontes, estradas e dotar o pequeno núcleo de infra-estrutura capaz de receber os primeiros imigrantes. Estes chegaram em seguida para trabalhar na terra, trazendo quase nada além da roupa do corpo, mas, com a vontade de vencer e conquistar, iniciaram os trabalhos de lavrar a terra que tinham como prometida e abençoada, e aos poucos foram transformando tudo ao seu redor. Aonde apenas os pássaros cantavam, foram aparecendo e se misturando aos encantos da natureza, o murmúrio e a alegria da criançada recém-chegada. 

 
Estátua de soldado romano em Pedrinhas

O nome da colônia surgiu do Riacho Pedrinhas, de água transparente, que serpenteava suavemente entre grande quantidade de pequenas pedras ao fundo. 

A fundação da colônia foi marcada com grande festa que se realizou em 21 de setembro de 1952, quando se deu o lançamento da pedra fundamental da Igreja Matriz, na presença do Primeiro Presidente da companhia,Comendador Arturo Apollinari, do Professor Antonio de Benedictis, superintendente, do Professor Vittorio Ronchi, presidente do ICLE ( Instituto Nazionale de Credito Per Il Laboro Italiano Al' Estero) de Toma, dom Monsenhor Ernesto Montagner, vigário geral, diretor nato da Companhia, e da Sra. Celeste Sbais Guerin, nascida na Itália em 1883, pessoa mais idosa da colônia na época, que, convidada, teve a honra de participar do ato. 

Assim nasceu e se implantou a Colônia de Pedrinhas, que, em 13 de novembro de 1952, recebeu o maior grupo de imigrante italiano composto de 28 famílias. Sendo um dos últimos núcleos organizados de imigração italiana no Brasil.

Quase todos os habitantes são descendentes dessa última leva de imigrantes italianos, preservando o costume dos antepassados.

Logo de início a Companhia Brasileira de Colonização e Imigração Italiana organizou a Cooperativa Mista Agrícola de Pedrinhas em 06/11/01954, hoje denominada CAP - Cooperativa Agropecuária de Pedrinhas Paulista, em plena atividade, conhecida e reconhecida regionalmente. 

Pedrinhas Paulista viveu como núcleo colonial até 14/05/1980, quando foi elevada a Distrito, e alcançou a sua tão almejada emancipação político-administrativa em 30/12/1991. Dentre as várias regiões que foram colonizadas pelos italianaos na América, Pedrinhas tece a felicidade de ser a única que obteve sucesso naquela época.

GeografiaEditar

DemografiaEditar

Dados do Censo - 2010
Cor/Raça Percentagem
Branca 74,25%
Parda 22,25%
Negra 2,5%
Amarela 0,3%
Indígena 0,2%

População Total: 2.940

  • Urbana: 2.314
  • Rural: 547
  • Homens: 1.447
  • Mulheres: 1.414

Eleitorado: 2.843

Densidade demográfica (hab./km²): 18,80

Mortalidade infantil até 1 ano (por mil): 11,75

Expectativa de vida (anos): 73,58

Taxa de fecundidade (filhos por mulher): 2,12

Taxa de Alfabetização: 90,93%

Índice de Desenvolvimento Humano (IDH-M): 0,819

  • IDH-M Renda: 0,754
  • IDH-M Longevidade: 0,810
  • IDH-M Educação: 0,892

(Fonte: IPEADATA)

HidrografiaEditar

RodoviasEditar

ComunicaçõesEditar

A cidade foi atendida pela Empresa Telefônica Paulista[6][7] até 1973, quando passou a ser atendida pela Telecomunicações de São Paulo (TELESP)[8], que construiu a central telefônica utilizada até os dias atuais. Em 1998 esta empresa foi privatizada e vendida para a Telefônica[9], sendo que em 2012 a empresa adotou a marca Vivo[10] para suas operações de telefonia fixa.

Referências

  1. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  2. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  3. «Censo Populacional 2010». Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de novembro de 2010. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2000. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  5. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  6. «Relação do patrimônio da Empresa Telefônica Paulista incorporado pela Telesp» (PDF). Diário Oficial do Estado de São Paulo 
  7. «Telesp assume controle da Cia. Telefônica Rio Preto e da Empresa Telefônica Paulista». Acervo O Estado de São Paulo 
  8. «Área de atuação da Telesp em São Paulo». Página Oficial da Telesp (arquivada) 
  9. «Nossa História». Telefônica / VIVO 
  10. GASPARIN, Gabriela (12 de abril de 2012). «Telefônica conclui troca da marca por Vivo». G1 

Ligações externasEditar