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Pedro Celestino Corrêa da Costa (cerca de 18601932) foi um militar e político brasileiro, governador de Mato Grosso em duas ocasiões.

O segundo governo de Pedro Celestino iniciado em 22/01/1922 ainda sofria com os reflexos das lutas partidárias que explodiram em 1916 e deram lugar a intervenção federal que terminou em 22/01/1918 quando assumiu um nome de consenso dos partidos, Francisco de Aquino Correia.

A preocupação do governo estava em suas finanças porque houve declínio no ciclo da borracha. O imposto recolhido da exportação da borracha chegou em anos anteriores a 3 bilhões, mas, no ano em que Pedro Celestino assumiu o governo, a arrecadação foi de 550 milhões.

Acerca da situação, disse o governador: “Braços e estradas são elementos essenciais para o progresso de Mato Grosso, mas, de nenhum deles dispomos". O raciocínio era o de que sem comunicação entre os municípios e a capital Cuiabá, notadamente sem pontes, os produtores não poderiam abastecer as cidades na época das cheias, quando os rios transbordavam. Quanto aos braços, a estimativa do governador era de que dispunha dos braços de apenas 300 mil habitantes.

O governador assumiu com gastos de 5.320:000$000 (algo como cinco bilhões e trezentos e vinte mil contos de réis) enquanto arrecadou 4.140:075$343 no ano de 1921, ou seja, deixou a descoberto para o ano seguinte mais de um bilhão. Aliás, sem a borracha, o “Imposto de Exportação” de maior peso nas contas era o gado “exportado” para o Estado de São Paulo, muito embora, houvesse estimativa de que ao menos 1/3 dos impostos fossem sonegados.

Ainda sobre as dificuldades em equilibrar o orçamento público, o governador consolidou os números do ano anterior. A divida do Estado em 1921 foi 4,5 bilhões. A arrecadação estadual tinha sido de 4.146:326$777, e esse valor cobriria tranquilamente os gastos do Estado de Mato Grosso. O problema eram os papéis de crédito em circulação que somavam 1,2 bilhão e tinham sido emitidos pelos governos anteriores para serem resgatados quando houvesse excesso de arrecadação. A saída encontrada pelo novo governo foi suspender o pagamento do funcionalismo público, civil e militar, para que fossem pagos através de outros papéis de crédito até o limite de 2 bilhões. Curioso que a folha de pessoal era de 887:841$850 réis, ou seja, apenas 17% da arrecadação efetiva foi comprometida no pagamento do funcionalismo público.

Outra decisão do governador que assumia a gestão de Mato Grosso em 1922 para equilibrar o orçamento foi demitir funcionários públicos, no que, em suas palavras: “Tamanho resultado, se for conseguido, compensará o sacrifício dos que foram atingidos pela medida salvadora, cuja aplicação, ainda que odiosa, ficou muito aquém dos extremos a que se viram forçados os Estados que tinham também a sua prosperidade econômica esteada na exploração dos seringais”. O governador se referia ao Estado do Pará, governado por Antônio Emiliano de Sousa Castro, e que com orçamento de 10 bilhões, através de reajustes administrativos como extinção de cargos da Educação, Saúde e Infra estrutura economizou 1,4 bilhão, sendo que apenas na Segurança cortou do orçamento 400 milhões.

Em Mato Grosso, o governo estava satisfeito com escrituração por partidas dobradas implantada dentro da Secretaria de Fazenda, e aproveitou para demitir pessoal e extinguir a secção de Estatística porque não havia previsão legal para o pagamento dos salários, e esse era um dos critérios para as demissões.

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