Pedro Dias (historiador de arte)

António Pedro Machado Gonçalves Dias (Coimbra, 1950 — ) é um historiador de arte português.

Pedro Dias
Nascimento 1950 (70 anos)
Coimbra, Portugal
Nacionalidade português
Ocupação Historiador de arte

Foi Professor na área de História da Arte da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (1990-2011), onde se doutorou em 1982,[1] sendo autor de um vasto trabalho de investigação neste domínio.

Vida / ObraEditar

Estagiou e desenvolveu trabalhos de investigação em diversos países (Espanha, Itália, Holanda, Alemanha, França, Itália, Brasil, Índia) como bolseiro do Instituto Nacional de Investigação Científica, da Fundação Calouste Gulbenkian e de outras instituições.[2]

Entre os cargos que desempenhou podem destacar-se os seguintes: Diretor do Instituto de História da Arte da Universidade de Coimbra (1976-97; 2001-03); Diretor do Museu Nacional de Machado de Castro (1984-86); Delegado da Secretaria de Estado da Cultura para a Zona Centro; Diretor-geral do Instituto dos Arquivos Nacionais/Torre do Tombo (2004-05);[3] Diretor-Geral da Biblioteca Nacional de Portugal (2011-12). Em 2005, foi condecorado por Sua Excelência o Presidente da República com o Grau de Comendador da Ordem do Infante D. Henrique.[2]

Foi comissário-científico ou comissário-geral de diversas exposições, nomeadamente as seguintes: O Tempo das Feitorias, Museu Real de Antuérpia, 1991; A Arte da Época dos Descobrimentos, Museu Nacional de Arte Antiga, Lisboa, 1992; Grão Vasco e a Pintura Europeia do Renascimento, Palácio Nacional da Ajuda, Lisboa, 1992; Álvaro Pires de Évora, um pintor português no Quattrocento Italiano, Torre do Tombo, Lisboa, 1994; Reflexos: Símbolos e Imagens do Cristianismo na Porcelana Chinesa, Museu de São Roque, Lisboa, 1997; O brilho do Norte: escultura e escultores do Norte da Europa em Portugal, época Manuelina, Lisboa, Palácio Nacional da Ajuda, 1997; Tesouros do Norte de Portugal, Centro Cultural de Macau, 1999; A Escultura de Coimbra do Gótico ao Maneirismo, Mosteiro de Santa Cruz, Coimbra, 2003; Vicente Gil e Manuel Vicente, Pintores da Coimbra Manuelina, Coimbra, 2003; Memórias de Santa Cruz, Coimbra, 2003.[2]

Algumas obrasEditar

  • Markl, Dagoberto; Dias, Pedro – História da Arte em Portugal - 15 Volumes. Publicações Alfa, 1986.
  • Dias, Pedro – A Arquitectura Manuelina. Livraria Civilização Editora, 1988.
  • Dias, Pedro – Os Portais Manuelinos do Mosteiro dos Jerónimos. Coimbra: Instituto de História da Arte, Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, 1993.
  • Dias, Pedro – A Viagem das Formas (1995). Editorial Estampa, 2008
  • Dias, Pedro – Coimbra Arte e História. Edições Minerva Coimbra, 1995
  • Dias, Pedro – O Fydias Peregrino: Nicolau Chanterene e a Escultura Europeia do Renascimento. Coimbra: Instituto de História da Arte, 1996.
  • Dias, Pedro – A escultura de Coimbra, do gótico ao maneirismo. Coimbra: Câmara Municipal de Coimbra, 2003.
  • Dias, Pedro – A Escultura Maneirista Portuguesa. Edições Minerva Coimbra, 2007
  • Dias, Pedro – História da Arte Luso-Brasileira, Urbanização e Fortificação. Edições Almedina, 2009
  • Dias, Pedro – Arte Indo-Portuguesa. Edições Almedina, 2009
  • Dias, Pedro – A Urbanização e a Arquitectura dos Portugueses em Macau. Coimbra Editora, 2010

Referências

  1. «História da Arte Portuguesa no Mundo (1415-1822)». Ateneulivros. Consultado em 1 de maio de 2016 
  2. a b c «Pedro Dias». Grupo Porto Editora. Consultado em 1 de maio de 2016 
  3. Isabel Salema. «Historiador de arte dirige Torre do Tombo». Jornal Público. Consultado em 1 de maio de 2016