Pedro Siza Vieira

advogado e político português

Pedro Gramaxo de Carvalho Siza Vieira[1] (Lisboa, 14 de Julho de 1964)[2] é um advogado e político português. Assumiu o cargo de Ministro Adjunto de Portugal[3] no dia 21 de outubro de 2017, acumulando as funções de Ministro Adjunto e da Economia a 15 de outubro de 2018. Atualmente, é Ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital no XXII Governo Constitucional. [4]

Pedro Siza Vieira
Ministro(a) de Portugal
Período XXI Governo Constitucional

21 de outubro de 2017 até 26 de outubro de 2019

Antecessor(a) Eduardo Cabrita
Período 15 de outubro de 2018 até 26 de outubro de 2019
Antecessor(a) Manuel Caldeira Cabral
Período XXII Governo Constitucional

26 de outubro de 2019 à atualidade

Dados pessoais
Nascimento 14 de julho de 1964 (57 anos)
Lisboa, Portugal
Partido Partido Socialista
Profissão ministro

BiografiaEditar

Filho de António Carlos [Carneiro] de Melo Siza Vieira (15 de Julho de 1937) e de sua mulher, Maria Irene da Silva Gramaxo de Carvalho, sobrinho paterno de Álvaro Siza Vieira e primo-irmão de Álvaro Leite Siza Vieira, Pedro Siza Vieira nasceu a 14 de Julho de 1964. Formou-se em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa em 1987.[2] Após o ensino superior, trabalhou na companhia de seguros Império, deu aulas na referida faculadade e desempenhou o cargo de colaborador de um advogado.[3]

Em 1988, Magalhães e Silva, então recém-nomeado secretário adjunto para a Administração e Justiça de Macau, ao formar a sua equipa de trabalho, pediu a António Costa que lhe recomendasse alunos de Direito, sendo Siza Vieira um dos recomendados, juntamente com Diogo Lacerda Machado e Eduardo Cabrita, hoje seu colega de Governo, como Ministro da Administração Interna. A estes juntou-se mais tarde Jorge Costa Oliveira, atual secretário de Estado da Internacionalização.[3]

Siza Vieira permaneceu em Macau por dois anos, regressando a Lisboa em 1990, onde finalizou o estágio num escritório de advogados. Começou então a trabalhar na Câmara Municipal de Lisboa, como assessor jurídico de Jorge Sampaio, que então servia como presidente da autarquia, exercendo essas funções até 1992.[3]

Foi militante do Partido Socialista na primeira metade da década de 1990, abandonando depois a militância para se dedicar à advocacia.[3]

Entre 1992 e 2001, passou a integrar a então J. M. Galvão Teles, Bleck, Pinto Leite & Associados, hoje Morais Leitão, Galvão Teles, Soares da Silva & Associados — MLGTS. Saiu dessa empresa em 2001, com uma equipa de sócios, para fundar a Bleck, Soares, Siza, Cardoso, Correia & Associados (BSC), que se dissolveu em 2002, para dar origem à Linklaters Portugal. Entre 2006 e 2016, foi managing partner da Linklaters, sucedendo a Jorge Bleck nessa posição. Na qualidade de sócio da Linklaters, participou no dossiê da Oitante, sociedade que ficou com os ativos tóxicos do Banif. Foi também através desta firma que assessorou Humberto Pedrosa na privatização da TAP, de que é hoje um dos acionistas.[3]

Entre 2008 e 2011, foi membro da direção da Associação das Sociedades de Advogados de Portugal. Desde 2013 que preside à Associação Portuguesa de Arbitragem.[3]

Tem sido nomeado por António Costa para o exercício de diversos cargos públicos no XXI Governo Constitucional, pelo qual foi nomeado membro da Estrutura de Missão para a Capitalização das Empresas, sob proposta conjunta dos ministros das Finanças, do Planeamento e das Infraestruturas e da Economia. Segundo a nota curricular do advogado, anexada à resolução do Conselho de Ministros, e publicada em “Diário da República”, Pedro Siza Vieira “evidencia uma atividade académica e um percurso profissional de reconhecido mérito na área jurídica, que justificam a proposta conjunta dos referidos ministros e a sua nomeação”.[3]

É ainda parte do grupo de trabalho da reforma da supervisão financeira e integra ainda um grupo com a missão de encontrar soluções para o crédito malparado na banca.[3]

A 18 de outubro de 2017, foi nomeado ministro adjunto do XXI Governo Constitucional de Portugal, em substituição de Eduardo Cabrita, nomeado Ministro Adjunto por António Costa.[5]

É casado com Cristina Siza Vieira, presidente executiva da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP).[3]

A 5 de Novembro de 2020 foi noticiado que estava a ser, a par do Secretário de Estado Adjunto e da Energia, João Galamba, e doutros membros do Governo, alvo duma investigação encabeçada pelo Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), e uma Unidade Nacional de Combate à Corrupção (UNCC) da Polícia Judiciária (PJ), por indícios de tráfico de influências e de corrupção, entre outros crimes económico-financeiros, nomeadamente de favorecimento do consórcio EDP/Galp/REN no milionário projeto do hidrogénio verde para Sines.[6]

Referências

  1. «Faculdade de Direito da Universidade Católica Portuguesa - Escola de Lisboa». fd.lisboa.ucp.pt. Consultado em 18 de Outubro de 2017. Arquivado do original em 19 de outubro de 2017 
  2. a b «Árbitro: Pedro Siza Vieira - Fiep - Para Empresas - Câmara de Arbitragem e Mediação». fiepr.org.br. Consultado em 18 de Outubro de 2017 
  3. a b c d e f g h i j «Expresso | O outro amigo de António Costa. Quem é o novo ministro Pedro Siza Vieira». Jornal Expresso. Consultado em 18 de Outubro de 2017 
  4. Jornal Público. «Quem são os ministros do novo Governo?». Consultado em 12 de novembro de 2019 
  5. Group, Global Media. «Eduardo Cabrita é o novo MAI». DN. Consultado em 18 de Outubro de 2017 
  6. António José Vilela (5 de Novembro de 2020). «Ministro Siza Vieira e João Galamba investigados pelo Ministério Público». Sábado. Consultado em 7 de Novembro de 2020 

Precedido por
Eduardo Cabrita
Ministro adjunto
XXI Governo Constitucional
2017 - 2018
Sucedido por
O próprio
(como ministro adjunto e da Economia)
Precedido por
O próprio
(como ministro adjunto)
Manuel Caldeira Cabral
(como ministro da Economia)
Ministro adjunto e da Economia
XXI Governo Constitucional
2018 - 2019
Sucedido por
O próprio
(como ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital)
Precedido por
O próprio
(como ministro adjunto e da Economia)
Ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital
XXII Governo Constitucional
2019 -
Sucedido por
Incumbente