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Pedro da Silva Sampaio
Bispo da Igreja Católica

Título

Bispo de São Salvador da Bahia de Todos os Santos
Ordenação e nomeação
Ordenação episcopal fevereiro de 1633
Brasão episcopal
BishopCoA PioM.svg
Dados pessoais
Nascimento Guarda
1572
Morte Salvador
15 de abril de 1649 (77 anos)
dados em catholic-hierarchy.org
Bispos
Categoria:Hierarquia católica
Projeto Catolicismo

Dom Pedro da Silva Sampaio (Guarda, 1572 - Salvador, 15 de abril de 1649) foi um bispo português, o sétimo bispo de São Salvador da Bahia de Todos os Santos e membro da junta governativa do Brasil.

BiografiaEditar

Foi deão da Sé de Leiria. Em 6 de setembro de 1632, é apontado bispo de São Salvador da Bahia de Todos os Santos, sendo consagrado em 1633 e chegando à diocese em 19 de maio de 1634. Entre sua prelazia e a de seu predecessor instalado, Dom Marcos Teixeira de Mendonça, houve um lapso de 10 anos, por conta da guerra aos holandeses.

Neste tempo, a diocese carecia de qualquer estrutura, sendo que a catedral da cidade ainda era de taipa, sendo que nela empregou todo o cuidado, buscando recursos com os mais abastados da vila[1]. Por seu "gênio irascível e maneiras desabridas", não gozava de prestígio junto aos moradores nem junto à Corte[1]. Mandou retirar todos os párocos da Parahyba, que estavam sob os auspícios dos holandeses invasores graças a um acordo assinado em 1635, dizendo que "deveriam sair das terras dos hereges"[1], muito provavelmente dando ouvidos ao que dizia Matias de Albuquerque, vendo nessa política holandesa de complacência com os católicos como uma forma de reduzir a resistência[2]. A Mesa da Consciência e das Ordens, em Lisboa, desautorizou tal ordem e em 17 de outubro de 1635, a Coroa confirmou a decisão de desautorização[2].

Com a Guerra da Restauração encerrada e a vitória portuguesa consolidada, viaja para Lisboa e comparece à pomposa cerimônia de coroação de Dom João IV[1] e volta disposto e exercer o governo da Colônia. Assim, o governador Jorge de Mascarenhas foi deposto, por supostamente não ter aclamado o Duque de Bragança como Rei de Portugal[1][3]. Dessa forma, assume a presidência da junta governativa, junto com Luís Barbalho Bezerra e Lourenço de Brito, até 1642. Em que pese a apoio popular que tinha o antigo governador, tal golpe deixou ainda mais indignada a população[1].

Morreu em 15 de abril de 1649, sendo sua morte recebida com indiferença pelo povo[1], sendo sepultado na capela mór da Sé.

Ligações externasEditar

Referências

  1. a b c d e f g Peixoto de Alencar, Carlos Augusto (1864). Roteiro dos bispados do Brasil e dos seos respectivos bispos:. desde os primeiros tempos coloniaes até o presente. Ceará: Typografia Cearense. p. 11-15. 288 páginas. Consultado em 24 de fevereiro de 2011 
  2. a b Vainfas, Ronaldo (2008). Traição: um jesuíta a serviço do Brasil holandês processado pela Inquisição. São Paulo: Editora Companhia das Letras. p. 69-73. 384 páginas. ISBN 9788535912319. Consultado em 24 de fevereiro de 2011 
  3. Moniz Bandeira, Luiz Alberto (2000). O feudo: a Casa da Torre de Garcia d'Ávila : da conquista dos sertões à independência do Brasil 2 ed. Rio de Janeiro: Editora Record. p. 185. 601 páginas. ISBN 9788520005231. Consultado em 24 de fevereiro de 2011 
Precedido por
Miguel Pereira
 
Bispo de São Salvador da Bahia de Todos os Santos

1632 - 1649
Sucedido por
Frei Estêvão dos Santos
Precedido por
Marquês de Montalvão
Presidente da junta governativa do Brasil
1641 - 1642
Sucedido por
Antônio Teles da Silva