Abrir menu principal

Personalidade mana é um termo pertencente à terminologia da psicologia analítica do psiquiatra suíço Carl Gustav Jung.

Mana é uma palavra derivada da antropologia, de origem melanésia. O termo designa uma imagem personificada arquetípica de força sobrenatural. O equivalente moderno é carisma, do grego kharisma ou tocado pelo Espírito Santo.

A personalidade mana atua como veículo de transição ou transcendência para um estágio superior de expansão da consciência e é de enorme valor para a etapa da iniciação [1], a qual é revestida de enorme tensão entre opostos (espírito e matéria, bem e mal, yin e yang, masculino e feminino, por exemplo) [2]. Segundo Jung na obra "Collected Works 7, parág. 382": "Mana prende-se ao ponto médio desejado da personalidade", "aquele inefável algo entre os opostos, ou, mais, que os une, ou o resultado do conflito, ou o produto de uma tensão: o nascimento da personalidade, um profundo passo individual à frente, o estágio seguinte".[3]. Por isso exerce uma função transcendente [4]; "a palavra transcendente é expressiva da presença de uma capacidade de transcender a tendência destrutiva de empurrar (ou ser empurrado) para um ou para outro lado." [4].

Ver tambémEditar

Referências

  1. «Dicionário Crítico da análise junguiana, Iniciação». Consultado em 21 de novembro de 2008. Arquivado do original em 22 de dezembro de 2008 
  2. «Dicionário Crítico da análise junguiana, Opostos». Consultado em 21 de novembro de 2008. Arquivado do original em 1 de dezembro de 2008 
  3. «Dicionário Crítico da análise junguiana, Personalidade Mana». Consultado em 21 de novembro de 2008. Arquivado do original em 10 de junho de 2008 
  4. a b «Dicionário Crítico da análise junguiana, Função transcendente». Consultado em 21 de novembro de 2008. Arquivado do original em 25 de dezembro de 2008