Phil Hartman

ator
Phil Hartman
Phil Hartman em cena do filme Cheech & Chong's Next Movie, de 1978.
Nome completo Philip Edward Hartmann
Nascimento 24 de setembro de 1948
Brantford, Ontario, Canadá
Morte 28 de maio de 1998 (49 anos)
Encino, Los Angeles, Estados Unidos
Ocupação Ator, comediante, dublador, artista gráfico e roteirista
Atividade 19691998
Cônjuge Gretchen Lewis (1970–1972)
Lisa Strain (1982–1985)
Brynn Omdahl (1987–1998)

Philip Edward Hartmann, mais conhecido como Phil Hartman (Brantford, 24 de setembro de 1948Encino, 28 de maio de 1998) foi um ator, comediante, dublador, artista gráfico e roteirista canadense.

Nascido no Canadá, a família se mudou para os Estados Unidos em 1958. Depois de se formar na Universidade do Estado da Califórnia em Northridge em design gráfico, Phil fez capas de discos para bandas como Poco e America. Ele entrou para um grupo de comédia, chamado The Groundlings, em 1975, onde ajudou o comediante Paul Reubens a desenvolver seu famoso personagem Pee-wee Herman. Phil também co-roteirizou o filme Pee-wee's Big Adventure e fez várias participações no programa de Reuben, Pee-wee's Playhouse.

Em 1986, Phil entrou para a equipe do Saturday Night Live (SNL). Ficou conhecido por suas imitações, especialmente a do ex-presidente Bill Clinton, e permaneceu no programa por oito temporadas. Chamado de The Glue – a cola – por seus colegas, ele era capaz de sustentar o programa, orientar e ajudar os colegas quando algum problema acontecia com as improvisações em palco. Phil ganhou o Emmy em 1989 por seu trabalho no SNL.

Em 1995, depois de rascunhar alguns programas de variedades que queria estrelar, ele entrou para o programa da NBC, NewsRadio, como Bill McNeal. Foi o dublador de vários personagens no seriado The Simpsons, em especial Lionel Hutz e Troy McClure. Fez vários papéis em filmes como Houseguest, Sgt. Bilko, Jingle All the Way, Small Soldiers, além da dublagem para o inglês de Kiki's Delivery Service.[1]

Phil era divorciado duas vezes antes de se casar com a modelo e aspirante a atriz Brynn Omdahl, em 1987, com quem teve um casal de filhos. O casamento, entretanto, vivia em crise devido ao uso de álcool e drogas da parte de Brynn e a ausência constante de Phil em casa devido às suas gravações. Brynn se ressentia do sucesso do marido na televisão, enquanto sua carreira definhava. Phil chegou a pensar em abandonar a carreira para poder ficar em casa com a família e ajudar a esposa que entrava e saía da reabilitação.[2]

No dia 27 de maio de 1998, Brynn e Phil tiveram uma briga feia quando ela voltou para casa. Vendo que Brynn estava alterada, ele ameaçou largá-la caso a visse usando drogas novamente. No dia 28, nas primeiras horas da manhã, Brynn deu ao menos dois tiros na cabeça do marido e dois no corpo enquanto ele dormia na mansão do casal em Encino, Los Angeles.[3] Depois Brynn se trancou no quarto, pouco depois da chegada da polícia e atirou na cabeça.[4]

Postumamente, ele foi inserido na Calçada da Fama do Canadá em 2012 e em 2014 no de Hollywood.[5]

BiografiaEditar

Primeiros anosEditar

Phil nasceu em 24 de setembro de 1948 em Brantford, província de Ontário, no Canadá.[1] Era o quarto entre os oito filhos de Doris Marguerite e Rupert Loebig Hartmann, vendedor de materiais de construção.[6] Seus pais eram católicos e criaram os filhos na mesma fé. Em uma entrevista, Phil admitiu não ter recebido muito amor e atenção da família quando era criança e assim partiu para buscar em outros lugares.[7]

 
Phil Hartman fez várias capas para álbuns de bandas como a Poco.

Quando Phil tinha dez anos, a família se mudou para os Estados Unidos.[8] Eles moraram primeiro em Lewiston, no Maine; depois em Meriden, em Connecticut; e por fim na Costa Oeste, onde se estabeleceram em Los Angeles. Phil estudou na Westchester High School, onde frequentemente atuava como palhaço.[2] Depois de se formar no ensino médio, ele foi para a Santa Monica City College, estudar arte, largando o curso em 1969 para ser roadie de uma banda de rock.

Phil voltou para a faculdade em 1972, desta vez para cursar design gráfico na Universidade do Estado da Califórnia em Northridge. Abriu seu próprio negócio de design, criando cerca de 40 capas de álbuns para bandas como a Poco e a America, além de trabalhar com publicidade para a Crosby, Stills & Nash.[5]

No final dos anos 1970, Phil fez sua estreia na televisão, em um episódio de The Dating Game.[5]

FilmografiaEditar

Ano Título Papel
1998 Kiki's Delivery Service Jiji
Buster & Chauncey's Silent Night Vozes adicionais
Small Soldiers Phil Fimple
1997 The Second Civil War O Presidente
1996 Jingle All the Way Ted Maltin
Sgt. Bilko Major Colin Thorn
1995 Stuart Saves His Family Narrador
The Crazysitter Vendedor
Houseguest Gary Jovem
1994 The Pagemaster Tom Morgan
Greedy Frank
1993 So I Married an Axe Murderer John 'Vicky' Johnson
Coneheads Marlax
CB4 Virgil Robinson
Loaded Weapon 1 Oficial Davis
1991-1998 The Simpsons Lionel Hutz, Troy McClure, Vários personagens
1990 Quick Change Hal Edison
1989 How I Got Into College Bennedict
Fletch Lives Bly Manager
1987 Amazon Women on the Moon Apresentador de beisebol
The Brave Little Toaster Ar condicionado
Blind Date Ted Davis
1986 Three Amigos Sam
Jumpin' Jack Flash Fred
Last Resort Jean-Michel
1985 Pee-wee's Big Adventure Repórter
1984 Weekend Pass Joe Chicago
1982 Pandemonium Repórter
1980 Cheech & Chong's Next Movie Ator no filme que está sendo filmado
The Gong Show Movie Homem armado no aeroporto

Ligações externasEditar

 
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Referências

  1. a b Mike, Thomas (2014). You Might Remember Me: The Life and Times of Phil Hartman. [S.l.]: St. Martin's Press. ISBN 978-1-250-02796-2 
  2. a b Parish, James Robert (2004). The Hollywood Book of Scandals: The Shocking, Often Disgraceful Deeds and Affairs of More Than 100 American Movie and TV Idols. [S.l.]: McGraw-Hill Professional. pp. 212–213. ISBN 0-07-142189-0 
  3. «Hartman's autopsy and death certificate» (PDF). Autopsy Files. Consultado em 17 de março de 2020 
  4. Penélope Coelho (ed.). «A morte que abalou Hollywood: o brutal assassinato que tirou a vida do comediante Phil Hartman». Aventuras na História. Consultado em 17 de março de 2020 
  5. a b c Dan Snierson, ed. (12 de junho de 1998). «Man Of A Thousand Voices». Entertainment Weekly. Consultado em 17 de março de 2020 
  6. Lyle V. Harris, ed. (29 de maio de 1998). «Phil Hartman: An appreciation – he became anybody he wanted». The Atlanta Journal-Constitution 
  7. Alex Tresniowski, ed. (15 de junho de 1998). «Beneath the Surface». People. Consultado em 17 de março de 2020 
  8. Tom Mashberg, ed. (29 de novembro 1992). «As Clinton goes, so goes Phil Hartman». The Boston Globe