Philip Agee

agente da CIA, escritor e, posteriormente, denunciou ações da CIA na América Latina

Philip Burnett Franklin Agee (19 de Julho de 1935, 7 de Janeiro de 2008)[1] foi um agente da Agência Central de Inteligência (CIA), que durante suas atividades ocupou diversos cargos na América Latina incluindo cargos no Equador, Uruguai e México.

Philip Agee
Agee em 19 de dezembro de 1977.
Nascimento Philip Burnett Franklin Agee
19 de julho de 1935
Tacoma
Morte 7 de janeiro de 2008 (72 anos)
Havana
Residência Londres
Cidadania Estados Unidos, Alemanha, Granada
Alma mater
Ocupação escritor, empreendedor, intelligence agent, denunciante
Empregador Central Intelligence Agency
Causa da morte Úlcera

CarreiraEditar

Após se demitir da CIA, Agee ficou conhecido pela publicação, em 1975, do livro "Inside the Company: CIA Diary",[2] onde descreveu em detalhes e com documentação, o envolvimento da CIA com empresas americanas bem como o papel da agência de inteligência norte-americana em vários assassinatos, golpes de estado e atividades ilegais na América do Sul e América Central. Contudo, enquanto Agee escrevia "Inside the Company: CIA Diary" ele manteve contato com a KGB por meio de Edgar Anatolyevich Cheporov, correspondente em Londres da Novosti News Agency.[3] Agee foi acusado por um desertor da Dirección de Inteligencia (serviço de inteligência cubano) de receber 1 milhão de dólares do governo castrista, conforme reportagem do Los Angeles Times em 1992.[4]

Philip Agee foi contemporâneo de Dan Mitrione na América do Sul.[5] e revelou a identidade de diversos agentes americanos operando no exterior, entre eles a de Manoel Pio Corrêa, diplomata brasileiro e agente da CIA que, em 1966, idealizou a criação do Centro de Informações do Exterior (CIEX do Itamaraty).[2]

Ele foi duramente perseguido pelo governo Americano e teve seu passaporte cancelado tendo sido expulso da Inglaterra onde procurou proteção durante a após a publicação do livro. Na dedicatória de seu livro, escreveu: "Para Angela Camargo Seixas e seus companheiros na América Latina que lutam por justiça social, dignidade nacional e paz." Agge dedicou-se a denunciar as atividades ilegais da CIA contra regimes democráticos não submissos aos interesses americanos, porém faleceu em 7 de Janeiro de 2008, em Cuba, onde firmou residência após as perseguições que lhe foram imputadas pelo governo americano devido à publicação de seu livro.

BibliografiaEditar

  • Agee, Philip (1975). Inside the Company: CIA Diary. [S.l.]: Penguin. ISBN 0-14-004007-2 
  • Agee, Philip; Louis Wolf (Editor) (1978). Dirty Work: The CIA in Western Europe. [S.l.]: Lyle Stuart. ISBN 0-88029-132-X. ASIN B000I8NARO 
  • Agee, Philip; Louis Wolf (Editor) (janeiro 1979). Dirty Work 2: The CIA in Africa. [S.l.]: Lyle Stuart. ISBN 0-81840-294-6 
  • Agee, Philip (junho 1987). On the Run. [S.l.]: L. Stuart. ISBN 0-8184-0419-1 
  • Agee, Philip (1982). White Paper Whitewash. [S.l.]: Deep Cover Books. ISBN 0-940380-00-5 

Ver tambémEditar

Referências

  1. Will Weissert, «"Ex-CIA Agent Philip Agee Dead in Cuba" (em Portugues:Ex Agente da CIA Philip Agee Morre em Cuba)». www.sfgate.com , Associated Press (sfgate.com), 9 de Janeiro de 2008.
  2. a b Agee, Philip (1975). Penguin Books, ed. Inside The Company: CIA Diary. [S.l.: s.n.] ISBN 0-14-004007-2 
  3. Andrew, Christopher; Vasili Mitrokhin (2000). The Sword and the Shield: The Mitrokhin Archive and the Secret History of the KGB. Basic Books. ISBN 0-465-00312-5. p. 231
  4. «Cópia arquivada». Consultado em 17 de março de 2008. Cópia arquivada em 17 de março de 2008 
  5. A.J. Langguth, Hidden Terrors, Pantheon Books, 1978, pag 55-58. ISBN 0394738020.