Pidner foi uma indústria ferroviária brasileira sediada no estado de Minas Gerais.

Pidner S/A - Construção e Reconstrução de Material Ferroviário
indústria pesada
Fundação 8 de setembro de 1966
Fundador(es) Francisco Pidner
Encerramento 2008
Sede Santa Luzia, Minas Gerais e Vila Velha, Espírito Santo
Área(s) servida(s) Brasil
Produtos reforma de equipamentos ferroviários (1966) e carros de passageiros (1977)

HistóriaEditar

A Pidner foi fundada em 1966 em Minas Gerais por Francisco Pidner, dedicando-se incialmente ao serviço de manutenção e reforma de vagões. Nos anos 70, fabricou 500 vagões de carga para a CVRD. Em 1977 implantou uma unidade no bairro Bicas em Santa Luzia, Minas Gerais.[1] Posteriormente se mudou para o bairro São Torquato em Vila Velha, Espírito Santo[2] Em 1977 venceu concorrência para o fornecimento de 140 carros de passageiros de Aço corten para os subúrbios da RFFSA do Grande Rio e iniciou a fabricação no ano seguinte.[3] Esses carros, cuja encomenda custou Cr$ 380 milhões[4], foram repassados para a CBTU em 1984, sendo utilizados até hoje. Sua falência foi decretada em janeiro de 2008.[5] Parte dos seus projetos foi arquivada para consulta pela CBTU.[6] Sua unidade fabril foi demolida e seu terreno desapropriado em 2005 pela prefeitura de Vila Velha para a construção de duas unidades escolares.[7]

Carros PidnerEditar

 
Carros Pidner reformados e utilizados no Rio de Janeiro[8]

No início da década de 1970 a Estrada de Ferro Leopoldina encomendou vinte carros de passageiros para uso na Linha Vila Inhomirim. Os carros foram entregues em cerimônia presidida pelo Ministro dos Transportes Mário Andreazza em 1 de agosto de 1973.[9] Os vinte carros foram aprovados pela Rede Ferroviária Federal (RFFSA) e incentivaram uma encomenda maior, de 140 carros. Encomendados em 1977, os 140 carros Pidner se destinavam aos subúrbios do Rio de Janeiro. Posteriormente foram distribuídos por outras regiões da RFFSA e acabaram incorporados pela Companhia Brasileira de Trens Urbanos e suas sucessoras conforme as tabelas abaixo:

EntregasEditar

Ano Quantidade
1978 84[10]
1979 20[11]
1980 30
1981 6[12]
Total 140

Distribuição atualEditar

Sistema Quantidade
Metrô do Recife 20 [13]
Metrô de Fortaleza 13[14]
CBTU-João Pessoa 24[15]
CBTU-Maceió 21[16]
CBTU-Natal 20 [17]
SuperVia-Rio de Janeiro 15 [18]
CTB-Salvador 6[19]
Total 119

Referências

  1. Governo de Minas Gerais (29 de setembro de 1977). «Propaganda Institucional». Jornal do Brasil, Ano LXXXVII, edição 172, página 18/republicado pela Biblioteca Nacional-Hemeroteca Digital Brasileira. Consultado em 28 de junho de 2019 
  2. Segundo consulta ao CNPJ nº 28.055.200/0001-60 no site da Receita Federal do Brasil
  3. «A resposta da pequena indústria». Jornal do Brasil, ano LXXXVII, edição 47, Revista Econômica-Industrial, página 25/republicado pela Biblioteca Nacional-Hemeroteca Digital Brasileira. 25 de maio de 1977. Consultado em 28 de junho de 2019 
  4. «Presidente da Rede diz que Ferrovia do Aço não fica pronta antes de 1982-Investimento». Jornal do Brasil, ano LXXXVI, edição 345, página 27/republicado pela Biblioteca Nacional-Hemeroteca Digital Brasileira. 24 de março de 1977. Consultado em 28 de junho de 2019 
  5. Diário do Tribunal de Justiça do estado do Espírito Santo, Edição no 3231 (7 de janeiro de 2008). «Falência da Pidner». Radar Oficial. Consultado em 28 de junho de 2019 
  6. «Projetos Pidner». CBTU. Consultado em 28 de junho de 2019 
  7. Syria Luppi (8 de agosto de 2017). «Área desapropriada em São Torquato receberá duas unidades de ensino». Prefeitura de Vila Velha. Consultado em 28 de junho de 2019 
  8. «SERVIÇOS REALIZADOS». GK Industrial. Consultado em 28 de junho de 2019 
  9. «Leopoldina põe em tráfego vagões com sistema de luzes que evita pingentes». Jornal do Brasil, ano LXXXIII, edição 116, página 18/ republicado pela Biblioteca nacional - Hemeroteca Digital Brasileira. 2 de agosto de 1973. Consultado em 18 de abril de 2020 
  10. Rede Ferroviária Federal S/A (1978). «Frota da RFFSA». Relatório Anual, página 31/republicado pela Memória Estatística do Brasil-Biblioteca do Ministério da Fazenda no Rio de Janeiro-Internet Archive. Consultado em 28 de junho de 2019 
  11. Rede Ferroviária Federal S/A (1979). «Frota da RFFSA». Relatório Anual, página 26/republicado pela Memória Estatística do Brasil-Biblioteca do Ministério da Fazenda no Rio de Janeiro-Internet Archive. Consultado em 28 de junho de 2019 
  12. Rede Ferroviária Federal S/A (1981). «Frota da RFFSA». Relatório Anual, página 32/republicado pela Memória Estatística do Brasil-Biblioteca do Ministério da Fazenda no Rio de Janeiro-Internet Archive. Consultado em 28 de junho de 2019 
  13. «Histórico». T'Trans. 2016. Consultado em 28 de junho de 2019 
  14. CBTU (2010). «10T0-Apoio à modernização do trecho Oeste do Metrô de Fortaleza» (PDF). Relatório de Gestão, página 44. Consultado em 28 de junho de 2019 
  15. «João Pessoa». CBTU. 2011. Consultado em 28 de junho de 2019 
  16. «Maceió». CBTU. 2011. Consultado em 28 de junho de 2019 
  17. «Natal». CBTU. 2011. Consultado em 28 de junho de 2019 
  18. Agência Reguladora de Serviços Públicos Concedidos de Transportes Aquaviários, Ferroviários, Metroviários e de Rodovias do Estado do Rio de Janeiro (AGETRANSP) (dezembro de 2018). «3.4.2 Dados da Frota (SuperVia)» (PDF). Relatório Mensal de Atividades, página 120. Consultado em 28 de junho de 2019 
  19. Charles de Freitas (2004). «Trens da CBTU Salvador». Centro Oeste. Consultado em 28 de junho de 2019 

Ligações externasEditar

 
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