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Pilares é um bairro da Zona Norte do município do Rio de Janeiro.

Pilares
Bairro do Rio de Janeiro Bandeira do Município do Rio de Janeiro.png
Pilares.svg
Área 183,64 ha (em 2003)
Fundação 23 de julho de 1981
IDH 0,831[1](em 2000)
Habitantes 27 250 (em 2010)[2]
Domicílios 10 037 (em 2010)
Limites Inhaúma, Abolição, Engenho de Dentro,
Piedade, Engenho da Rainha e
Tomás Coelho[3]
Distrito Méier
Subprefeitura Zona Norte
Região Administrativa Méier

Seu IDH, no ano 2000, era de 0,831, o 68º melhor do município do Rio de Janeiro.[4]

Além de estar próximo ao bairro do Méier e de Madureira, vocacionalmente mercantis, é ainda atendido pelo Norte Shopping, o segundo maior shopping center do Rio de Janeiro, que se localiza no bairro vizinho, e uma variedade razoável de segmentos comerciais, tendo um centro comercial movimentado junto ao Largo dos Pilares e Avenida João Ribeiro.

Um dos pontos atrativos do bairro é a escola de samba Caprichosos de Pilares, situada, peculiarmente, sob o viaduto Cristóvão Colombo. Também fica situado no bairro a escola de samba Difícil é o Nome, na esquina entre a Avenida Dom Hélder Câmara e a Rua Francisca Vidal. O bairro faz divisa com Inhaúma, Abolição, Piedade, Engenho de Dentro, Engenho da Rainha e Tomás Coelho.[5]

No bairro há também esta situado uma parte da comunidade do Morro do Urubu, que se encontra na divisa do bairro.

HistóriaEditar

A área do bairro de Pilares fazia parte da freguesia de São Tiago de Inhaúma, criada pelo Padre Custódio Coelho. Nela foram instaladas duas grandes fazendas: a Quinta de Sant’ana e a do Capão, esta última pertencente ao Bispo José Joaquim Justiniano Castelo Branco e a primeira a João Barbosa Sá Freire. O Bispo Castelo Branco tornou-se proprietário das duas fazendas, doando-as posteriormente a parentes. Em 1873, as fazendas pertenciam a Francisca Carolina de Mendonça Zieze e seu genro Gaspar Augusto Nascente Zieze, doadores do terreno no qual a Irmandade de São Benedito dos Pilares levantaria a sua capela, remodelada mais tarde pelo Padre José Corrêa e atual Paróquia de São Benedito.

Existem duas versões para o nome do bairro. Na primeira, o nome derivaria da “Venda dos Pilares”, devido a adornos de pedra destacados na edificação. A segunda surgiu na época da família real no Brasil, onde no seu largo havia pequenos pilares em volta de uma fonte de água. Os pilares eram para amarrar os cavalos, a fim deles beberem água da referida fonte. O Largo dos Pilares era uma das paradas do caminho real de Santa Cruz, onde hoje existe a Avenida Dom Hélder Câmara, antiga Avenida Suburbana.

No Largo de Pilares, como ainda é hoje denominado, havia o entroncamento de três vias muito importantes para o escoamento das mercadorias vindas de Minas Gerais, de São Paulo e do interior do município (como Jacarepaguá): eram a Estrada Real de Santa Cruz (atual Avenida Dom Hélder Câmara), Estrada da Praia de Inhaúma (hoje Rua Alvaro de Miranda) e Estrada Nova da Pavuna (Av. João Ribeiro), que ia até o porto da Pavuna. Esta estrada era um novo caminho para Pavuna, mas ia pelo interior, enquanto a Estrada Velha da Pavuna seguia mais perto da linha dos portos. Ainda hoje há marcos: na rua Otacílio Nunes há o Estabulo Santa Cecilia.

Os rios Faria e Faleiro cortam o bairro, e, entre eles, surgiram os primeiros arruamentos: as ruas Francisca Zieze, Glaziou, Gaspar, Francisca Vidal, Jacinto Rebelo, Casimiro de Abreu, entre outras.

Com a implantação da Estrada de Ferro Melhoramentos do Brasil, depois Linha Auxiliar, foi inaugurada, em 1898, a estação Cintra Vidal, em homenagem ao professor Cintra Vidal, dono do primeiro colégio de toda essa região. Atualmente, a estação recebe a denominação de Cintra Vidal-Pilares e integra a Supervia. Havia, mais adiante, a estação Terra Nova – que dava nome a um trecho do bairro de Pilares -, inaugurada em 1905 e desativada na década de 1970, com acesso pela rua Luis de Castro.

Na década de 50 o bairro tinha um forte comércio, trazendo para lá pessoas de outras regiões do município. Existia grandes indústrias e um grande comércio no lugar, com isso surgiu a associação chamada Centro Comercial e Industria de Pilares, o CCIP, que, mais tarde, se tornaria um clube social. Pilares também tem uma estação de trem que vai de Belford Roxo a Central (centro) e diversas linhas de ônibus.

Em 1965, no governo Carlos Lacerda, foi inaugurado o Viaduto Cristóvão Colombo sobre a linha auxiliar, próximo a Cintra Vidal, ligando Pilares a Inhaúma. Em 1997, com a inauguração da via expressa Linha Amarela em elevado sobre a rua José dos Reis, o bairro de Pilares passou a ter acesso direto à Avenida Brasil e à Barra da Tijuca.

O comércio se concentra no Largo de Pilares e ao longo da avenida João Ribeiro. Destacam-se no bairro os conjuntos habitacionais, próximos a rua José dos Reis, o CCIP (Centro Comercial e Industrial de Pilares) e a comunidade de baixa renda do morro dos Urubus, elevação mais destacada da região, com 177 metros.

No carnaval, o bairro marca presença com as Escolas de Samba GRES Caprichosos de Pilares, fundada em 1949, nas cores azul e branco, por dissidentes da Unidos da Terra Nova e GRES Difícil é o Nome, fundada em 1973, nas cores vermelho e branco.

Em 1972, uma tragédia abalou os moradores do bairro da época: o desabamento do Supermercado Ideal. Houve 14 mortos e mais de 100 feridos. O motivo do desabamento, segundo laudos periciais, foi devido a falhas na construção. O supermercado havia sido inaugurado pouco mais de um mês antes do desabamento e, segundo relatos, a obra foi antecipada, sem pesar nas consequências. Ainda foi revelado que o supermercado estava funcionando sem o "Habite-se" e com um alvará provisório, com 90 dias de validade (venceria em fevereiro de 1973).

DadosEditar

O bairro de Pilares faz parte da região administrativa de Méier. Os bairros integrantes da região administrativa são: Abolição, Água Santa, Cachambi, Encantado, Engenho de Dentro, Engenho Novo, Jacaré, Lins de Vasconcelos, Méier, Piedade, Pilares, Riachuelo, Rocha, Sampaio, São Francisco Xavier e Todos os Santos.

Ligações externasEditar

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Referências