Pink Floyd – The Wall

Pink Floyd - The Wall
No Brasil The Wall
Pink Floyd - The Wall
Em Portugal Pink Floyd - The Wall
 Reino Unido
1982 •  cor •  95 min 
Direção Alan Parker
Produção Alan Marshall
Roteiro Roger Waters
Elenco Bob Geldof
Christine Hargreaves
Eleanor David
Alex McAvoy
Bob Hoskins
Michael Ensign
Gênero musical
Música Robert Erzin
Pink Floyd
Cinematografia Peter Biziou
Direção de arte Brian Morris
Figurino Penny Rose
Edição Gerry Hambling
Companhia(s) produtora(s) Metro-Goldwyn-Mayer
Idioma inglês
Página no IMDb (em inglês)

Pink Floyd - The Wall (bra: Pink Floyd - The Wall[1], ou The Wall[2]; prt: Pink Floyd - The Wall[3]) é um filme britânico de 1982, do gênero drama musical, dirigido por Alan Parker, com roteiro de Roger Waters baseado no álbum The Wall, da banda Pink Floyd.[2]

HistóriaEditar

Pink é um roqueiro, uma das causas para seu comportamento depressivo. Começa o filme em um quarto de hotel que acabou de devastar, ao som de Vera Lynn cantando "The Little Boy that Santa Claus Forgot". Revela-se na cena seguinte que o pai de Pink morreu na Segunda Guerra Mundial ("When the Tigers Broke Free", Parte 1) - referência a Eric Fletcher Waters, o pai de Roger Waters, que morreu na Itália, durante a Batalha de Anzio em 1944. Pink começa a se ver como um ditador, cenas de tumulto e da Segunda Guerra. ("In The Flesh?") Segue a infância de Pink nos anos 50, ("The Thin Ice") com ele questionando a ausência de seu pai ("Another Brick In The Wall (Part I)") até aprender que este morreu na guerra ("When the Tigers Broke Free", Parte 2) ("Goodbye Blue Sky"). Na escola, é humilhado por compor poemas ("The Happiest Days of Our Lives") - as letras de "Money", de The Dark Side of the Moon - e começa a pensar em se rebelar ("Another Brick In The Wall (Part II)"). Também sofre com sua mãe superprotetora ("Mother"). Pink cresce, se torna um astro de rock e, sem suportar a pressão, cai em depressão. Passa então a negligenciar a esposa, que se envolve com outro homem, e Pink se sente depressivo com relação a isso e preenche este sentimento comprando bens materias. ("Empty Spaces"), e levando uma groupie para seu quarto. ("Young Lust") Eventualmente esta vai embora após Pink surtar e destruir seu quarto. ("One Of My Turns")

Pink começa a enlouquecer ("Don’t Leave Me Now") ("Another Brick In The Wall (Part III)") ("Goodbye Cruel World"), eventualmente raspando todos os pelos do corpo ("Is There Anybody Out There?") - referência a Syd Barrett, ex-membro da banda que apareceu nas gravações de Wish You Were Here sem sobrancelhas e pelos - e após tentar se reconectar a seu passado ("Nobody Home") começa a se ver como um ditador Neo-nazista ao assistir The Dam Busters ("Vera") ("Bring the Boys Back Home"). O empresário de Pink, junto com o gerente do hotel e alguns paramédicos, descobrem Pink e injetam drogas nele para que este possa se apresentar. ("Comfortably Numb") As drogas levam Pink a alucinar. É arrastado para a sua limousine, gritando, vendo o seu corpo a mudar de forma, imaginando ser um ditador neo-nazi e o seu show uma manifestação. ("In The Flesh") Pink manipula a platéia e usa o seu poder para que o sigam em frente e “limpe o mundo dos males das sociedades”. E os seus seguidores atacam minorias étnicas e estupram a namorada branca de um negro. ("Run Like Hell") Pink faz uma apresentação cantando enquanto martelos em passo de ganso andam sobre Londres. ("Waiting for the Worms")

Então Pink tem um colapso ("Stop") e vai para um banheiro onde recita poemas (que mais tarde se tornaram as canções "Your Possible Pasts" de The Final Cut e "5:11 AM (The Moment Of Clarity)" do álbum de Roger Waters The Pros and Cons of Hitch Hiking). Pink declara-se cansado de viver assim e pede para voltar a ser quem era antes. Segue-se então um julgamento na sua mente, onde ele encara seu passado. Pink é uma pequena boneca que mal se move, o juiz é um par gigantesco de nádegas, o advogado é uma figura alta e ameaçadora. Mãe, esposa e professor (este último, uma marionete) depõem contra ele, e a sentença do juiz é que cesse seu isolamento do mundo externo. ("The Trial") O muro se destrói, e crianças caminham na rua entre seus destroços ("Outside the Wall") .O filme trata da construção de um "muro" imaginário, que reflete que qualquer pessoa consegue superar qualquer obstáculo na sua vida. Numa visão geral, a queda de um músico,unindo a depressão e o abuso de alucinógenos são o tema central do filme, podendo decorrer da sofrida infância de Pink, uma vez que este viveu durante regimes e guerras.

ElencoEditar

Roger Waters aparece como convidado do casamento de Pink em "Mother".

RecepçãoEditar

The Wall apareceu no Festival de Cannes de 1982, fora de competição, e estreou oficialmente no cinema londrino Empire em 14 de Julho de 1982. A premiere teve muitos famosos, dentre eles três membros do Pink Floyd, Roger Waters, David Gilmour e Nick Mason - Richard Wright havia sido demitido por Waters. Críticas de The Wall foram positivas,[4] e o filme recuperou seu orçamento de US$12 milhões arrecadando $22 milhões nos Estados Unidos.[5]

Roger Waters não gostou muito do filme, definindo as filmagens como "uma experiência enervante e desagradável", e disse que não conseguiu se envolver com a produção ao assistí-la, mas elogiou a performance de Geldof. Parker teve diversos conflitos com Waters e Scarfe durante a produção, descrevendo as filmagens como "uma das experiências mais miseráveis da minha vida", e mais tarde se referiu a The Wall como "o mais caro filme de estudante já produzido". David Gilmour disse que seus conflitos com Waters começaram na produção do filme.

Prêmios e indicaçõesEditar

PrêmiosEditar

  BAFTA

  • Melhor Canção: Another Brick in The Wall (Part II) - 1983
  • Melhor Som: 1983

IndicaçõesEditar

  Saturn Awards

  • Melhor Arte em Poster: 1983

Referências

  1. «Pink Floyd - The Wall». Brasil: AdoroCinema. Consultado em 20 de fevereiro de 2020 
  2. a b «The Wall». Brasil: CinePlayers. Consultado em 20 de fevereiro de 2020 
  3. «Pink Floyd - The Wall». Portugal: SapoMag. Consultado em 20 de fevereiro de 2020 
  4. [1]
  5. [2]
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