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estilo bizantino é associado à corte de Constantinopla. Durante o reinado de Justiniano (527-565) Constantinopla não só reafirmou o seu domínio político no Ocidente como tornou-se a incontestável capital artística.O próprio Justiniano foi um protetor das artes como nenhum outro desde Constantino. As obras que patrocinou ou promoveu possuem uma grandeza imperial que justifica plenamente a admiração dos que chamaram a sua época de uma Idade de Ouro. Possuem também, uma coerência de estilo que as liga mais fortemente ao futuro desenvolvimento da arte dos séculos precedentes.

Primeira Idade do OuroEditar

As grandes obras da Primeira Idade de Ouro do Império Bizantino se encontram em Ravena, na Itália. A principal igreja desse tempo foi a Basílica de São Vital em Ravena. Seus laços com a corte bizantina estão presentes em dois famosos mosaicos que ladeiam o altar-mor. Justiniano e a Imperatriz Teodora acompanham a missa como se fosse em uma capela lateral. As figuras são extraordinariamente altas e delgadas, mas não apresentam nenhum movimento. Os mosaicos dão ideia da realeza divina da Corte Bizantina.

Outro monumento do reinado de Justiniano, e, sem dúvida, o mais importante, é Santa Sofia. Após a conquista turca, os mosaicos da igreja foram tapados com uma camada de cal e só mais tarde procedeu-se à sua limpeza. O interior da igreja é leve e o dourado dos mosaicos completa a ilusão de irrealidade.

Segunda Idade do OuroEditar

 
Cristo Pantocrator, Mosteiro de Dafne, Grécia.

As igrejas da Segunda Idade de Ouro do Império Bizantino eram menos imponentes que Santa Sofia. Um exemplo é o Mosteiro de Dafne, na Grécia. Em sua cúpula, encontra-se um mosaico de Cristo Pantocrator (Todo-Poderoso) sobre um fundo de ouro. A maior e mais suntuosa igreja da Segunda Idade de Ouro Bizantina é a Catedral de São Marcos, em Veneza. Os mosaicos em seu interior são muito famosos.

Questão iconoclásticaEditar

Em 726, um edito imperial proibiu as imagens religiosas no Império Bizantino. A população se dividiu entre dois grupos: os iconoclastas e os iconófilos. Os iconoclastas eram destruidores de imagens e seguiam uma interpretação rigorosa da Bíblia, que tentava evitar a idolatria a imagens. A querela marcou a ruptura final entre a fé católica e a fé ortodoxa. O Édito de Milão aumentou a produção de imagens sagradas, uma vez que proibiu a perseguição aos cristãos e expandiu o Cristianismo.

A iconoclastia despertou uma renovação de interesse pela arte secular, de motivos clássicos. O mosaico com cenas do Gênesis na Catedral de São Marcos é outro reflexo de fontes antigas, que deve ter tido sua inspiração em manuscritos iluminados paleocristãos. Essa volta aos clássicos fez com a arte bizantina representasse, quando possível, figuras mais humanas de Cristo, o que influenciou grandemente a arte posterior.

Pintura bizantina finalEditar

 Ver artigo principal: Escola cretense
 
Anastasis, afresco, Kariye Camii, Igreja do Salvador.

A pintura bizantina final foi aquela de antes da derradeira invasão turca. Devido ao empobrecimento do Império, a pintura mural substituiu os mosaicos, como se vê na decoração de uma capela funerária contígua a Kariye Camii, a antiga Igreja de Chora, em Istambul. O que mais impressiona na obra é sua força dramática, uma qualidade difícil de encontrar em toda arte bizantina.

Ver tambémEditar

Ligações externasEditar

 
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