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Plural é uma empresa editora e gráfica pertencente ao Grupo Folha e à empresa americana Quad/Graphics.[1] Fundada em 1996, está localizada em Santana de Parnaíba, São Paulo.[2]

O caso EnemEditar

 Ver artigo principal: Fraude do Enem de 2009

Em 2009, a gráfica foi contratada para o trabalho de impressão e acabamento de duas provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) daquele ano, cada uma delas em diferentes versões, em um total de 9,4 milhões de exemplares.[3] Supostos funcionários da empresa roubaram então algumas cópias, tentando vendê-las para a imprensa e cursos preparatórios. Um dos contactados foi o jornal O Estado de S.Paulo, que imediatamente denunciou o caso ao Ministério da Educação.[4][5][6] O escândalo foi amplamente divulgado pelos principais meios de comunicação do Brasil, provocando a abertura de um inquérito para investigar o vazamento. A gráfica, por outro lado, negou que os responsáveis pelo furto seriam funcionários contratados, alegando ter cumprido todos os procedimentos de segurança exigidos.[1]

O vazamento das provas, dois dias antes de sua realização em 3 de outubro, teve como consequência o adiamento do exame para os dias 5 e 6 de dezembro, o que afetou diretamente os cerca de 4.1 milhões de candidatos inscritos em 2009.[1][4] Ainda em outubro, a Polícia Federal concluiu o inquérito que investigava o furto. Foram indiciados Felipe Pradella, Marcelo Sena e Felipe Ribeiro, três funcionários da Cetro — uma das integrantes do Connasel, consórcio formado também pelas empresas Consultec e FunRio e responsável pela distribuição dos exames.[4] O trio tinha livre acesso à Plural, onde em setembro daquele ano se apossaram dos cadernos recém-impressos com a intenção de vendê-los a terceiros.[7]

A partir das investigações, foi descoberto que o manuseio impróprio das provas teria ocorrido devido à problemas de logística. Mudanças nos locais de prova em São Paulo fizeram com que a Connasel abrisse uma sala na Plural para a remontagem improvisada dos pacotes de impressos.[4] Seria nesse local, sem a segurança devidamente checada ou aprovada por técnicos do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), que os exames teriam sido obtidos ilegalmente.[8]

O Ministério Público Federal indiciou os três acusados, além de um DJ e um empresário que teriam agido como intermediários na tentativa de venda da prova, pelos crimes de peculato (furto praticado por servidor público), corrupção passiva (exigir vantagem indevida) e violação de sigilo funcional. A Plural, no entanto, não constou como no processo.[9] A Justiça Federal aceitou as denúncias, rejeitando, porém, a acusação de peculato.[10]

Em 2010, a gráfica esteve entre as concorrentes da licitação para imprimir os exames do Enem relativos àquele ano. Sua participação foi contestada pelo Inep, que conseguiu na justiça a remoção da Plural da lista de concorrentes.[11]

Notas e referênciasEditar

Ligações externasEditar