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Ponte Benjamin Constant

ponte em Manaus, Amazonas, Brasil
Ponte Benjamin Constant
Ponte Benjamin Constant à noite
Arquitetura e construção
Tipo Ponte suspensa
Engenheiro Frank Hirst Hebblethwaite
Data de construção 1893
Início da construção 1895
Data de abertura 7 de setembro de 1895 (124 anos)
Dimensões
Comprimento total 161 m
Largura 10,5 m
Altura 30 m
Maior vão livre 60 m
Geografia
Via 3 vias, parte da av. Sete de Setembro
Cruza Igarapé do Mestre Chico
Localização Manaus, AM
País  Brasil
Coordenadas 3° 08' 05.25" S 60° 0' 37" O

A Ponte Benjamin Constant,[1] também conhecida como Ponte Metálica, é uma ponte suspensa localizada na avenida Sete de Setembro, sobre o Igarapé do Mestre Chico, entre os bairros Cachoeirinha e Centro da cidade de Manaus, capital do estado do Amazonas.

Sua construção foi iniciada em 1893 e o responsável pela obra foi o engenheiro inglês Frank Hirst Hebblethwaite. No ano seguinte, os pilares de alvenaria já estavam prontos para receber a estrutura metálica que a compõe, cujas peças foram fabricadas pela indústria inglesa Dorman Long & Company Limited — empresa que existe até os dias atuais.

HistóriaEditar

 
A Ponte Benjamin Constant cruza o Igarapé do Mestre Chico.

Para proporcionar maior segurança à população, Eduardo Ribeiro decidiu construir a ponte em ferro e aço. Neste período, Manaus crescia com uma arquitetura totalmente inglesa a exemplo do Mercado Municipal Adolpho Lisboa. A ponte não fugiu à regra e é considerada uma das mais belas pontes do Brasil, sendo uma das mais imponentes de Manaus.[2]

Construída no período de 1893 a 1895 com peças importadas da Inglaterra, no governo de Eduardo Ribeiro, contou com supervisão do engenheiro Frank Hirst Hebblethwait. Foi inaugurada no dia 7 de setembro de 1895.[3]

A ponte Benjamim Constant é conhecida por outros nomes como "Terceira Ponte", "Ponte Metálica", "Ponte da Cachoeirinha", mas oficialmente a nomenclatura é "Benjamin Constant". Foi completamente reconstruída em 1938 durante o governo de Álvaro Maia. Em 1967, na gestão do então governador Danilo de Mattos Areosa, iniciou-se o segundo processo de recuperação. A restauração ficou sob a responsabilidade da CSN (Companhia Siderúrgica Nacional), com sede no Rio de Janeiro em parceria com o DER-AM (Departamento de Estradas e Rodagem do Amazonas).

Sem reforma há quase vinte anos, em 25 de janeiro de 2005 a Ponte Metálica foi interditada para o tráfego de veículos pesados em razão do risco de desmoronamento de sua estrutura centenária. Dois anos depois, o Governo do Estado iniciou sua restauração, como parte das obras do Programa Social e Ambiental dos Igarapés de Manaus - Prosamim. A Empresa de Construção Civil e Elétrica Ltda. — Econcel foi a responsável pela execução da obra, que além de recursos estaduais, contou com recursos do Governo Federal e do Banco Interamericano de Desenvolvimento – BID.

Panorama da Ponte Benjamin Constant.

EstruturaEditar

Com mais de 120 anos de existência, a Ponte Benjamin Constant — que possui 161 metros de comprimento e 10,50 metros de largura, dois vãos de vinte metros, dois de trinta metros e um de sessenta metros — foi reinaugurada em 25 de setembro de 2008, junto com a primeira etapa do Largo do Mestre Chico.[4]

A ponte teve sua estrutura reforçada para suportar o tráfego de veículos que é intenso naquela avenida, no entanto, foram mantidas suas características originais.Foi novamente totalmente reformada no governo de Eduardo Braga, em 2009.

De acordo com levantamento histórico realizado durante o governo Amazonino Mendes pela Secretaria de Comunicação (1987), a primeira ponte do bairro teria sido construída em madeira e chamada pelos populares de ponte "Itacoatiara".[5]

Ver tambémEditar

Referências

  1. «Governo do Estado instalou novos equipamentos e sistema de iluminação na Ponte Benjamin Constant». Governo do Estado do Amazonas. Consultado em 16 de outubro de 2019 
  2. Fachin, Gabriela. «8 pontes que são ícones da arquitetura brasileira». casa.com.br. Consultado em 16 de outubro de 2019 
  3. «Ponte Benjamin Constant». Instituto Durango Duarte. Consultado em 16 de outubro de 2019 
  4. «Ponte Benjamin Constant na década de 70». Instituto Durango Duarte. Consultado em 16 de outubro de 2019 
  5. «Ponte metálica Benjamin Constant». Portal Amazônia. Consultado em 22 de abril de 2010 

Ligações externasEditar