Pontifício Conselho para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes

Dicastério da Igreja Católica
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Pontifício Conselho para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes
 
Pontificium Consilium de Spirituali Migrantium atque Itinerantium Cura


Ereção Canônica: 19 de março de 1970
Supressão: 1 de janeiro de 2017
Sucedido por: Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral



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Santa Sé · Igreja Católica
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Pontifício Conselho para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes (Pontificium Consilium de Spirituali Migrantium atque Itinerantium Cura) foi um organismo da Cúria Romana.[1]

Em 1 de janeiro de 2017, teve suas atribuições fundidas com a de outros Dicastérios, no recém criado Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral.[1]

HistóricoEditar

Com o Motu Próprio Apostolicae Caritatis, de 19 de março de 1970, o Papa Paulo VI instituiu a Pontifícia Commissio de Spirituali Migratorum atque Itinerantiun Cura, com a incumbência de providenciar o estudo e a aplicação da pastoral para as pessoas em movimento: migrantes, exilados, refugiados, prófugos, pescadores e marítimos aeronavegantes, os que trabalham com os transportes estradais e nos parques de diversões, nômades, circenses, peregrinos e turistas. Enfim, para todos aqueles grupos de pessoas que, de maneira diferente, estão envolvidos no fenômeno da mobilidade humana, como os estudantes estrangeiros, os operadores e os técnicos os cuais, para os grandes trabalhos ou pesquisas científicas a nível internacional, devem transferir-se de um país para outro.[2]

Até então, a competência para os vários setores da mobilidade humana era atribuída a varios ofícios operantes junto às Congregações Romanas. Na segunda metade de 1800, era a Congregação de Propaganda Fide, (hoje, Congregação para a Evangelização dos Povos) a seguir "o movimento". Mais tarde, especialmente por influência do Beato Bispo João Batista Scalabrini, foi criado o Ofício para a Cura Espiritual dos Imigrantes, junto à Congregação Consistorial. Depois da Segunda Guerra Mundial, em 1952, foi instituído pelo Papa Pio XII o "Conselho Superior para as migrações" junto à mesma Congregação, agora denominada Congregação para os Bispos.[1]

No mesmo ano, e sempre junto ao mesmo dicastério foi instituída a Obra do Apostolatus Maris a favor dos marítimos. Em 1958 o mesmo Pio XII confiou à tal Congregação, a incumbência de providenciar a assistência espiritual dos fiéis com específicos encargos ou atividades a bordo dos aviões, como também dos passageiros que viajam com tais meios de transporte; à estas instituições deu-se o nome de Obra do Apostolatus Coeli et Aëris.

Em 1965 foi Paulo VI, invés, a fundar, sempre junto à Congregação Consistorial, o Secretariado Internacional para a direção da Obra do Apostolatus Nomadum, no intento de levar conforto espiritual à uma população sem morada fixa e também para aqueles homens que vivem em condições semelhantes.

Em 1967 a Congregação para o Clero foi dotada de um Ofício que devia garantir a assistência religiosa para todas aquelas pessoas que se encontram no âmbito do fenômeno turístico.[1]

Mas com o Motu Próprio Apostolicae Caritatis as competências para os vários Setores da mobilidade humana confluiram na Pontificia Commissio de Spirituali Migratorum atque Itinerantium cura, que foi colocada à subordinação da Congregação para os Bispos. Tal situação terminou com a Constituição Apostólica Pastor Bonus, de 28 de junho de 1988, que também mudou o seu nome.

AtribuiçõesEditar

As categorias de pessoas que, por motivo de suas condições de vida, não podem gozar do ordinário ministério dos párocos ou são privadas de qualquer assistência , são portanto, os migrantes, os exilados, os prófugos e os refugiados, os pescadores e os marítimos, os que trabalham nos transportes aéreos, os nômades, as pessoas do circo e dos parques de diversões, os que empreendem viagens por motivos de piedade, de estudo ou de divertimento, os que trabalham com os transportes terrestres e outras categorias semelhantes.[2]

O Pontifício Conselho, "um instrumento nas mãos do Papa", dirige a solicitude pastoral da Igreja às particulares necessidades daqueles que foram obrigados a abandonar a própria pátria ou não a têm; igualmente, procura seguir com a devida atenção as questões relativas a esta matéria.[2]

Este promove portanto, o cuidado pastoral das pessoas envolvidas na mobilidade humana: providenciando que nas Igrejas locais seja oferecida uma eficaz e apropriada assistência espiritual, se necessário também mediante oportunas estruturas pastorais; exercitando a alta direção da Obra do Apostolado do Mar; seguindo com atenção as questões relativas à mobilidade humana; esforçando-se para que o povo cristão adquira consciência das necessidades das pessoas envolvidas na mobilidade humana, especialmente na ocasião da celebração do Dia Mundial para os Migrantes e os Refugiados; e fazendo com que o povo cristão manifeste eficazmente a sua solidariedade nos confrontos das pessoas em movimento pelas vias do mundo se empenha, a fim de que as viagens feitas por motivos de piedade, de estudo ou de divertimento favoreçam a formação moral e religiosa dos fiéis.[2]

Além disso, o Conselho segue de maneira regular e direta, a Comissão Católica Internacional para as Migrações, sustentando os objetivos e as iniciativas, participando nos encontros de Direção, promovendo uma ativa cooperação com esta Comissão e entre essa e os outros organismos que têm um interesse para com os migrantes e refugiados.

PresidentesEditar

Até 1989, o presidente também era o prefeito da Congregação para os Bispos.[1]

Nome Período Notas
Presidentes
Antônio Maria Cardeal Vegliò 2009-2017
Renato Raffaele Cardeal Martino 2006-2009
Stephen Fumio Cardeal Hamao 1998-2006
Giovanni Cardeal Cheli 1986-1998 atuou como pró-presidente
Bernardin Cardeal Gantin 1984-1989
Carlo Cardeal Confalonieri 1970-1973
Emanuele Clarizio 1970-1886 pró-presidente

Ver tambémEditar

Referências

  1. a b c d e gcatholic.org
  2. a b c d Motu Próprio Apostolicae Caritatis, AAS 62 (1970), pp. 193-197. (em latim)

Ligações externasEditar