Ponto cantado

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Ponto cantado é uma pequena cantiga usada em eventos culturais, notadamente o jongo, e religiosos, notadamente na Umbanda.[1]

No JongoEditar

Os pontos podem ser de diversos tipos:

  • abertura ou licença - para iniciar a roda de jongo
  • louvação - para saudar o local, o dono da casa ou um antepassado jongueiro
  • visaria - para alegrar a roda e divertir a comunidade
  • demanda, porfia ou “gurumenta” - para a briga, quando um jongueiro desafia seu rival a demonstrar sua sabedoria
  • encante - era cantado quando um jongueiro desejava enfeitiçar o outro pelo ponto
  • encerramento ou despedida - cantado ao amanhecer para saudar a chegada do dia e encerrar a festa

Na UmbandaEditar

Na Umbanda, os pontos são usados para louvar e invocar as falanges espirituais.[1]

Os pontos podem ser classificados em diversos tipos, tais como:

  • Pontos de abertura e fechamento de trabalhos
  • Pontos de chegada e de despedida; cantados para incorporações e desincorporações
  • Pontos de defumação; cantados durante a defumação do terreiro e médiuns
  • Pontos contra demanda; cantados durante a gira, quando necessário, contra demandas
  • Pontos de descarrego; cantados para descarrego dos médiuns e do ambiente
  • Pontos de doutrinação; cantados para encaminhar um espírito sofredor ou kiumba.
  • Pontos de firmeza; cantados para fortalecer e manter a boa energia durante os trabalhos
  • Pontos de homenagem; cantados para homenagear Orixás, guias e entidades.

Pontos de Umbanda já foram gravados por cantores como Germano Mathias[2] e Carlinhos Brown[3] Em diversos locais do Rio de Janeiro, existem concursos e festivais de pontos de Umbanda.[4]

Referências

  1. a b Centro Espírita Urubatan. «Pontos Cantados». Consultado em 14 de outubro de 2018 
  2. Ana Ferraz (4 de outubro de 2015). «A categoria do último dos malandros». Consultado em 14 de outubro de 2018 
  3. Roberto Midlej (1 de março de 2017). «No Arrastão, Brown pede fim de rusgas entre Bell Marques e irmãos». Consultado em 14 de outubro de 2018 
  4. Geraldo Ribeiro (11 de junho de 2018). «Rio tem circuito pouco conhecido de cantigas de umbanda e maior encontro de curimbas do Brasil». Consultado em 14 de outubro de 2018 

BibliografiaEditar

BARBOSA, Ademir, Curso Essencial de Umbanda. 1 ed. São Paulo: Editora Universo de Livros , 2011


Ligações externasEditar

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