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O populismo de direita é uma ideologia política que rejeita o consenso político atual e muitas vezes combina laissez-faire, etnocentrismo e antielitismo. É considerado populismo por causa de seu apelo ao "homem comum" em oposição às elites.[1] Na Europa, o populismo de direita também é uma expressão usada para descrever grupos e partidos políticos geralmente conhecidos por sua oposição à imigração, principalmente do mundo islâmico e, em alguns casos, de outros países membros da União Europeia. As visões tradicionais de direita, como a oposição ao Estado de bem-estar social e um esquema de gasto social doméstico mais pródigo, mas também mais restritivo, são também descritos no populismo de direita e são algumas vezes chamados de "chauvinismo do bem-estar".[2][3][4]

A partir dos anos 1990, partidos populistas de direita se estabeleceram nas legislaturas de várias democracias, como Canadá, Noruega, França, Israel, Polônia, Rússia, Romênia e Chile. Participaram de governos de coalizão na Suíça, Áustria, Países Baixos, Nova Zelândia e Itália.[5] Embora os movimentos de extrema-direita nos Estados Unidos tenham sido estudados separadamente, onde são normalmente chamados de "direitistas radicais", alguns autores consideram que eles são parte do mesmo fenômeno.[6] O populismo de direita é distinto do conservadorismo, mas vários partidos populistas de direita têm suas raízes em partidos políticos conservadores.[7] Muitos populistas de direita europeus no Século XXI tem citado a Rússia como um tema frequente em suas campanhas políticas[8] e além disso o populismo de direita pode ser totalitário.[9]

Índice

Partidos políticos populistas de direita (Exemplos)Editar

Ver tambémEditar

Referências

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  2. Edsall, Thomas (16 de dezembro de 2014). «The Rise of 'Welfare Chauvinism'». New York Times. Consultado em 4 de janeiro de 2015 
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  4. Matlack, Carol (20 de novembro de 2013). «The Far-Left Economics of France's Far Right». Business Week. Consultado em 4 de janeiro de 2015 
  5. Norris 2005, p. 3.
  6. Kaplan & Weinberg 1998, pp. 1–2.
  7. Kaplan & Weinberg 1998, pp. 10–13.
  8. «Europeans favoring right-wing populist parties are more positive on Putin». Pew Research Center (em inglês). 24 de janeiro de 2017 
  9. Wolin, Sheldon. 2008. Democracy Inc.: Managed Democracy and the Specter of Inverted Totalitarianism, Princeton University Press.
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BibliografiaEditar

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